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Seminário Brasil-Holanda promove troca de experiências entre os países

Porto de Roterdam é uma referência mundial em eficiência logística

A Câmara dos Deputados, no Distrito Federal, recebeu nesta terça-feira, dia 28 de junho, o Seminário Brasil-Holanda: Modelos Inovadores em Logística, realizado pelo Congresso Nacional. O evento consiste em uma troca de experiências a respeito de novos modelos aplicados à logística.
O diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex de Oliva, destacou a importância do evento, que contou com uma abertura feita pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. “Roterdam é uma referência. Vamos solidificar e ampliar o trabalho conjunto entre o Porto de Santos e aquele complexo portuário para fortalecer os laços entre o Brasil e a Holanda”, disse Oliva.
“É fundamental que haja essa troca de informações, esse nivelamento de conhecimento para que possamos aplicar no Brasil, no que couber, a experiência holandesa”, destacou Fernando Fonseca, diretor-geral substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), uma das apoiadoras do evento, iniciativa da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional e da Embaixada da Holanda.
Fonseca explicou que o minério de ferro e a soja, por exemplo, ainda percorrem grandes distâncias para serem escoados, e que é preciso que se invista em uma logística de transporte mais eficiente “A consideração da variável multimodalidade inerente ao caso brasileiro é fundamental para o transporte desses produtos, principalmente em relação ao escoamento de grãos pela região do Arco Norte, que cada vez mais se consolida no país como a porta de saída natural dessas cargas rumo ao exterior”.
Já o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, citou os acessos terrestre e aquaviário ao Porto de Santos como uma prioridade das agendas da Antaq e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Essa é uma questão de primeira ordem. Não podemos pensar em caminhões circulando pela cidade e fazendo longas filas no maior porto do país”, disse.

Arco Norte é aposta logística do agronegócio brasileiro

Principal aposta logística do agronegócio brasileiro para a próxima década, o chamado Arco Norte – região que compreende os estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e segue até o Maranhão – foi tema do fórum de debates realizado no município de Santarém, no Estado do Pará, no dia 24 de junho último. Promovido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes), o evento
contou com a participação do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.
O encontro teve como objetivo ouvir os principais atores públicos e privados, além de aprofundar os debates e colher sugestões para o estudo que abrange a viabilidade dos projetos, que já estão em andamento, e irão conectar por rodovias, ferrovias e hidrovias a produção do Centro-Oeste aos portos do Norte.
Durante o evento, Quintella destacou a importância de viabilizar de forma efetiva o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte. “Hoje, 80% do escoamento ainda são feitos pelas regiões sul e sudeste. Precisamos equilibrar esta distribuição de riqueza, passando a utilizar o corredor norte como saída prioritária da produção, aproximando o nosso mercado ao mercado asiático”, ressaltou o ministro.
A proposta de estudos logísticos voltados para o Arco Norte foi levada pelo presidente do Cedes, deputado Lúcio Vale (PR/PA), como sugestão ao Poder Executivo, para que sejam agilizadas as ações governamentais em direção ao incremento do corredor norte para o escoamento de produção.
O ministro Quintella também destacou que “a abertura da logística de transporte do Arco Norte amplia o potencial de escoamento e a competitividade da produção nacional e possibilita ao produtor menores custos em transporte, além de potencializar o crescimento e o desenvolvimento econômico da região centro-norte”.

Intermodalidade

Para a viabilização dos projetos ligados ao Arco Norte, o ministro Quintella, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, também presente no debate, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Valter Casimiro, assinaram uma ordem de serviço para início dos estudos de viabilidade para obras das rodovias BR-210 e BR-163.
De acordo com Casimiro, a União está trabalhando para concretizar os projetos que irão conectar, por meio de rodovias, ferrovias e hidrovias, a produção do Centro-Oeste aos portos do Norte. “O governo federal vai priorizar a área de infraestrutura. Com isso, poderemos tocar importantes obras como a BR 163/MT, a BR 230/MA e BR 319, além da Ferrovia Norte-Sul e da hidrovia do Rio Tocantins. Todas essas obras vão dar continuidade ao padrão de investimentos do Arco Norte e contribuirão para integrar a Região Norte ao restante do País”, ressaltou Casimiro.
Participaram do evento ainda o secretário de Gestão dos Programas de Transportes, Luciano Castro, e o secretário de Políticas Portuárias da Secretaria de Portos, Luiz Fernando Garcia.

Fonte: PortoGente

Brasil precisa de R$ 1 tri em infraestrutura de transportes

Um trilhão de reais: é este o valor que o Brasil precisa investir em infraestrutura de transportes até 2030 para se equiparar ao padrão de países como Rússia e Austrália.
A conclusão é de um estudo do núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP assinado pelos professores Claudio Tavares de Alencar e João da Rocha Lima Júnior com o mestrando Flávio Abdalla Lage e apresentado no final da semana passada na 14ª Conferência Internacional da LARES (Latin American Real Estate Society).
Este número parte de cálculos do ITF (Fórum Internacional de Transportes) em 47 países do mundo, que mostram uma média de investimento em infraestrutura de transportes de 1,17% do PIB anuais entre 2002 e 2013.
No Brasil, este 1,17% do PIB por ano equivale a um total de R$ 1,09 trilhão até 2030, já considerando o crescimento estimado para o período.
O Programa de Investimento em Logística (PIL) lançado em meados de 2012 prevê dobrar os investimentos na área, mas com um valor total de cerca de R$ 240 bilhões – ou seja, só um quarto do necessário.
Mesmo com menos recursos previstos, o plano do governo parte das mesmas conclusões do estudo. A primeira é que o financiamento público não será suficiente para melhorar nossa infraestrutura.
Os aportes do Tesouro para o BNDES já aumentaram muito nos últimos anos, então a única solução possível é melhorar o ambiente institucional para turbinar o mercado de crédito de longo prazo, além de multiplicar as concessões.
A segunda conclusão é que o Brasil precisa variar seu foco. O país depende demais do modal rodoviário, que sempre foi o foco dos nossos investimentos públicos apesar do alto custo relativo. 
Como ele responde por 58% do transporte de cargas, no entanto, ainda precisa ser o maior destino de recursos, já que a malha é deficitária e pouco pavimentada:

Malha total (Km)    % pavimentada Movimentação anual de cargas (Milhões T*Km)
Brasil 1,5 milhão 14% 485.625
China 4,1 milhões 64% 5.137.474
Rússia 1 milhão 80% 247.936
Canadá 1,4 milhão 40% 136.393
Alemanha 643 mil 100% 468.900
Austrália 823 mil 43% 194.906

E nem assim tudo estaria resolvido: “para se chegar em níveis mundiais de qualidade seriam necessárias a construção e pavimentação de 814 mil e 772 mil quilômetros de rodovia, respectivamente. Dado que o país levou cerca de 86 anos para construir e pavimentar 221 mil quilômetros, torna-se impossível executar tudo no período”, diz o estudo.
Uma alternativa interessante para países de dimensões continentais e grande volume de produção de produtos de baixo valor agregado como o nosso é o transporte ferroviário. 
É por isso que o estudo recomenda duplicar a malha de 30 mil para 60 mil quilômetros ao custo de R$ 364 bilhões, além de investir cerca de um quarto desse valor no transporte por rios e mar.

Transporte Investimento necessário (em R$)
Rodoviário 607 bilhões
Ferroviário 364 bilhões
Hidroviário/Marítimo 85,5 bilhões
Aéreo 33,3 bilhões
Total 1,09 trilhão


Leia mais sobre Transportes e Logística aqui:

Fonte: Exame

"Sem a multimodalidade, o custo Brasil não vai virar lucro Brasil"

Apelo da ABRALOG na comemoração do Dia da Logística aponta para um dos principais aspectos que serão abordados na Movimat, maior evento de movimentação de carga para profissionais de produção e distribuição, que será em SP em setembro.
São Paulo, junho de 2014 - Ao comemorar o Dia da Logística (6 de junho), o presidente da Associação Brasileira de Logística – ABRALOG conclamou o setor a apostar na multimodalidade, sem a qual “o custo Brasil não vai virar lucro Brasil”, como afirma o presidente da entidade, Pedro Moreira. Novidades em multimodalidade, tanto em soluções tecnológicas quanto em discussões estarão presentes no principal evento da área de transporte, logística e movimentação de materiais, a 29ª Movimat, que será realizada de 16 a 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, simultaneamente às feiras Transporte & Logística Brasil, VUC Expo - Salão Internacional de Veículos Urbanos de Carga e a XVIII Conferência Nacional de Logística.
“Apesar do cenário não muito otimista com mais um ‘pibinho’ registrado no primeiro trimestre, a demanda em logística é grande e temos muitas oportunidades. A multimodalidade pode contribuir para minimizar os grandes gargalos logísticos que temos no Brasil. Precisamos acelerar o movimento e incentivar a multimodalidade, algo que será abordado na Movimat, um evento muito bem estruturado, que vem crescendo a cada ano, incorporando práticas bem sucedidas trazidas da Europa e que fortalecerão o fornecimento de soluções para o setor”, afirma Moreira, que coordenou um painel sobre o Brasil durante a Semana Internacional do Transporte e da Logística (SITL), realizada em abril, em Paris, na França, pelos mesmos organizadores da Movimat, a Reed Exhibitions Alcantara Machado.
Para a edição de 2014 dos eventos no Brasil são esperadas 200 marcas em 15 mil m² de área de exposição, que devem ser visitados por mais de 30 mil profissionais de 40 países. “A Movimat é uma plataforma para demonstrações de equipamentos, serviços e soluções em intralogística para compradores de grandes indústrias, atacadistas, varejistas e distribuidores que buscam controlar de forma eficiente o fluxo e armazenagem de matérias-primas e produtos acabados, estreitar relacionamentos e realizar negócios”, explica o presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Juan Pablo de Vera. Segundo ele, pesquisas realizadas em anos anteriores da Movimat revelam que 90% dos visitantes procuram novos produtos e fornecedores, demonstrando que se trata de um ambiente propício para os negócios que contribuem de forma decisiva para alavancar um setor tão estratégico.
A Movimat deste ano terá diversas novidades, como a realização de rodadas de negócios para 100 compradores que ocupam cargos de decisão em empresas compradoras líderes de mercado em seus segmentos, conferências com formato inovador, realizadas dentro da área de exposição com workshops práticos e visitas técnicas, além de uma área de 600 m² de um armazém logístico integrado, onde serão demonstrados sistemas de armazenagem, soluções em embalagens, pallets e test drive de empilhadeiras. “No armazém, o visitante poderá visualizar o funcionamento das soluções na prática e se atendem ao que ele precisa”, ressalta De Vera.

Para mais informações:

Transporte rodoviário de cargas é atividade indispensável

Ter um sistema de transportes verdadeiramente intermodal é apontado como algo indispensável para a economia de qualquer país. Mas não importa quantos aeroportos, quantas linhas férreas e estações de trem ou quantos portos entrem em operação, o uso de caminhões – dos mais diversos portes e com as mais diversas funcionalidades – é sempre fundamental.
Questionada sobre como seria um país sem a atividade, a caminhoneira Gilvana de Souza foi enfática: “simplesmente não existiria”. Isso porque os caminhões são essenciais tanto nas entregas urbanas, no porta a porta, como entre os próprios modais de transporte existentes. O avião, o trem ou a embarcação, por exemplo, sempre necessitam da carreta para que a carga chegue até eles. E também para que seja levada das estações, portos e aeroportos até o destino final.
Além disso, mudanças no comércio, na indústria e na agricultura também interferem em exigências diferenciadas do transporte rodoviário de cargas. Cada supersafra agrícola, por exemplo, demanda mais e mais profissionais das estradas para levar a produção do campo aos portos ou às ferrovias. Sem caminhão, não há prateleira cheia nos supermercados ou nas lojas. E até o conforto de comprar pela internet ficaria prejudicado. Para se ter uma ideia, 40 milhões de novos consumidores devem aderir ao e-commerce nos próximos três anos no Brasil, totalizando, assim, 53 milhões, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. A demanda reflete no transporte rodoviário de cargas. Afinal, como as compras poderão chegar às casas de tantas pessoas sem passar pelas rodovias?
O vice-presidente de marketing da Associação Brasileira de Logística (Abralog) e consultor na área, Edson Carillo, também ressalta a conclusão da motorista: “apesar de existir outros modais de transporte, não se consegue chegar ao destino não sendo por meio do modal rodoviário”. E isso é em qualquer país e mesmo que se façam mudanças. “Ainda que eu consiga fazer o melhor dos mundos, eu sempre vou precisar do transporte rodoviário”, ratifica o consultor.
No Brasil, essa condição é ainda mais evidente, uma vez que o sistema de transporte é essencialmente rodoviário. Afinal, são mais de 1,7 milhão de km de rodovias que cortam o país. E quanto mais aquecida a economia, maior é o fluxo de caminhões Brasil afora. Para se ter uma ideia, somente em 2013, a produção desses veículos cresceu 43%, totalizando 190,3 mil unidades, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Versatilidade

Para Carillo, o modal rodoviário ainda apresenta outras vantagens em sua essencialidade, como a competitividade em relação a percursos de até 500 km e à sua versatilidade e flexibilidade. No caso de se transportar uma carga via modo aéreo, por exemplo, há o deslocamento até a zona de transferência, as formalidades que o modal requer, a adequação do embarque em determinada aeronave, todo o tempo que leva até o embarque, o modo combinado de cargas desacompanhas e acompanhadas que pode obrigar o descarregamento devido a prioridades existentes, entre outras questões. Segundo ele, dependendo do destino, pode-se gastar o mesmo tempo para o transporte via rodovia ou avião.
“Na verdade, é como uma cadeia alimentar, em que um precisa do outro para sua sobrevivência”, compara Gilvana. Segundo ela, o aquaviário, o aéreo ou o ferroviário, por mais eficientes que possam ser, sempre dependerão do rodoviário. “Pode vir pelos ares ou pelos mares e, ainda assim, a carga vai passar pela rodovia”, destaca.

Fonte: Agência CNT de Notícias via Logweb

Vale anuncia a chegada do primeiro navio Valemax no terminal marítimo e CD Teluk Rubiah, na Malásia

A Vale anuncia a chegada do primeiro navio Valemax no terminal marítimo e centro de distribuição Teluk Rubiah, na Malásia, que está em fase de comissionamento. O navio Berge Everest foi carregado com 382,5 mil toneladas de minério de ferro, que serão armazenados no centro de distribuição para futuros embarques comerciais. A companhia prevê iniciar as operações do centro de distribuição no segundo semestre de 2014.
"Com um investimento total de US$ 1,371 bilhão, Teluk Rubiah faz parte da estratégia de negócios da Vale de investir em alta eficiência, sistemas de produção e logística integrada que visam melhorar a capacidade da empresa em gerar soluções customizadas para seus clientes na Ásia e no Sudeste Asiático", explica o comunicado.


Quando concluída, a primeira fase do centro de distribuição da Malásia terá uma capacidade de 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.


Projeto fará de Suzano, SP, o maior centro logístico da América Latina


Na última quarta-feira, o prefeito de Suzano, SP, Paulo Tokuzumi, apresentou o projeto ViaMar - Complexo Multimodal, produzido pela Contern, que integra uma rodovia de conexão do trecho Leste do Rodoanel com o Porto de Santos e o litoral Norte. Serão apenas 36 km de rodovia. O trajeto parte de uma grande ligação entre o grande anel viário do Estado, a Estrada dos Fernandes, em Suzano e a Rodovia Índio-Tibiriçá.

O projeto prevê a construção de plataformas logísticas em pontos estratégicos, que deverão reunir um conjunto de recursos, sistemas e operações para fazer o transbordo de cargas com agilidade e notável eficiência. Com isso, Suzano será o maior centro logístico da América Latina.

A rodovia, composta por túneis e viadutos de extremo rigor técnico, terá condições associadas para operar diferentes meios de transporte, dando ênfase aos veículos de carga e posteriormente de trilhos.

O projeto ViaMar é a melhor saída para o enfrentamento dos problemas logísticos do Estado. “Tenho absoluta certeza de que Suzano será a melhor esquina do Brasil. O projeto dessa rodovia coloca a cidade no rumo do desenvolvimento econômico e o governo do Estado está apreciando minuciosamente a proposta que é absolutamente necessária. Estamos muito esperançosos para que esse projeto seja realizado e toda a região apoiará no que for necessário”, concluiu Tokuzumi.

Estudos preliminares mostram que a obra está orçada em aproximadamente R$ 8 bilhões e que seria necessário também Parcerias Público Privadas (PPP) para a conclusão da rodovia e demais obras paralelas.

Fonte: Logweb

Governo prevê 52 bilhões de investimentos em 30 anos em logística, diz ministro dos Transportes em reunião na Fiesp

César Borges apresentou projetos ligados à expansão da matriz de transporte do país

Todos nós conhecemos e sofremos na pele com o grave problema da logística brasileira. Com essa frase, César Borges, ministro dos Transportes, deu início à sua participação em encontro do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O tema da reunião desta quinta-feira (12/09)  foi o atual programa de concessões do governo federal.
“Vemos diariamente, seja em nossa vida cotidiana, seja nos jornais, com o problema de mobilidade urbana, de estafa aeroportuária e afeta nosso povo e país”, disse.
Cesar Borges: “aumentar a participação do ferroviário, diminuindo o rodoviário, é uma de nossas metas.”
De acordo com Borges, o governo federal sabe da gravidade da questão e decidiu se debruçar sobre esse problema, “estipulando um programa para superar o gargalo, o Programa de Investimentos em Logística (PIL)”.
Borges ressaltou a importância da construção de novos portos, principalmente no norte do país. Isso, sem esquecer a importância da ampliação da rede rodoviária e ferroviária.
Mudança de matriz
Sobre a nova malha ferroviária, o ministro destacou os projetos para ampliação da rede. “Queremos alcançar um novo patamar através de uma mudança paulatina de mudança de matriz. Aumentar a participação do ferroviário, diminuindo o rodoviário, é uma de nossas metas.”
Em relação à malha rodoviária, o titular dos Transportes revelou que, apesar do projeto de diminuição da participação de rodoviárias no transporte de cargas, haverá investimentos. “Atualmente investimos na pavimentação e na duplicação, trabalhando com concessões. ”
A BR 262, de Vitoria (ES) até João Monlevade (MG), trecho de 380 km, foi citada como exemplo.
O ministro deu um breve panorama da situação da malha ferroviária. “É reduzida, com 12 mil quilômetros, lenta, com capacidade de carga baixa, com custo de frete que não compete.”
Segundo Borges, há atualmente processos de licitação de 11 mil quilômetros, em parceria com o setor privado.

PIL

Borges explicou detalhadamente o funcionamento do programa e concessões, que terá participação do setor privado. “Temos premissas para o setor rodoviário e ferroviário.”
“Em 30 anos, serão 52 bilhões investidos, sendo 14 bilhões em duplicações. Com sete mil quilômetros concessionados”, explicou.
Quanto à rede ferroviária, o objetivo do PIL é a constituição de rede integrada, dobrando a extensão atual da malha, atingindo velocidade em trechos de 80 km/h e garantindo a interoperabilidade de toda a rede.
“Além disso, o projeto garante o fim do monopólio, já que a atividade de transporte estará aberta à livre concorrência, com tarifas compatíveis com os ganhos de eficiência modal”, disse.
‘Vivemos momento histórico e decisivo para resolvermos esses danosos problemas logísticos”, concluiu o ministro.

Coinfra

Antes da apresentação do ministro, o presidente do Coinfra, Rodolpho Tourinho Neto, expôs a visão do setor produtivo . “Para essa casa, a casa da iniciativa privada, a infraestrutura atual é danosa para nossa produção”, afirmou.
Neto afirmou que há dificuldades no programa de concessões. “Mas precisamos trabalhar para dar continuidade ao desenvolvimento”.
De acordo com o presidente do conselho , é importante ressaltar a ampliação do diálogo do setor privado com o governo, com a chegada do ministro. “É fundamental para o setor sentir segurança para investimentos”, disse.
“Minha preocupação é tornar essas propostas viáveis. A iniciativa privada precisa participar e ter uma visão não limitada a uma localidade ou trecho, mas de forma ampla. É nessa direção que precisamos caminhar”, completou Tourinho.
Participaram também da reunião, entre outros conselheiros e convidados, o vice-presidente do Coinfra, Fernando Xavier Ferreira, o embaixador Adhemar Bahadian e Roberto Paranhos do Rio Branco, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex).

Fonte: http://www.fiesp.com.br/noticias/governo-preve-52-bilhoes-de-investimentos-em-30-anos-em-logistica-diz-ministro-dos-transportes-em-reuniao-na-fiesp/

Portal Transporta Brasil - Notícias em transporte e logística

ALL, empresa responsável pela construção dos trilhos, já investiu cerca de R$ 700 milhões no projeto Expansão Malha Norte, que prevê construção do trecho ferroviário ligando Alto Araguaia (MT) a Rondonópolis.
terminal-intermodal-rondono

A ALL (América Latina Logística) informou recentemente que as obras do Complexo Intermodal de Rondonópolis (MT) já estão em fase de conclusão. A terraplanagem de todo o complexo foi finalizada, bem como todo o sistema de drenagem. Ainda falta concluir a tulha de carregamento, a moega, o armazém, o pátio de estacionamento e de classificação. Segundo a empresa, inauguração está prevista para o mês de maio.
Cerca de R$ 700 milhões estão sendo investidos pela ALL no projeto Expansão Malha Norte. O plano prevê a construção do trecho ferroviário ligando Alto Araguaia (MT) a Rondonópolis, ampliando em cerca de 260 quilômetros a extensão da linha férrea. Até o porto de Santos serão 1,7 mil quilômetros.
Aproximadamente três mil empregos diretos e indiretos serão gerados com as operações. Nos 400 hectares de área construída, o atendimento será de 1,2 mil caminhões por dia e a capacidade de carga de 120 vagões em seis horas, com operações independentes, permitindo o embarque simultâneo de dois trens com produtos diferentes.
Fonte: Portal Transporta Brasil

Diretor Comercial da DVA EXPRESS é entrevistado pelo INFOLOGIS e fala sobre o posicionamento comercial da empresa

Transportadora acredita na eficiência como forma de crescer no mercado
Para o Diretor Comercial da DVA Express – Sidelcio Munhoz, que dispõe de uma vasta experiência na área de prestação de serviços, a forma mais simples de explicar o posicionamento comercial da empresa é através da constatação de que quanto maior é a necessidade de agregar valor às mercadorias transportadas, mais afinidade com os serviços embarcadores serão reconhecidos.
O primeiro fato com que se deparam os clientes da DVA Express no modal Rodoviário é sua presença com filiais estrategicamente localizadas em São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto além de unidades distribuidoras nas principais cidades polo do Interior paulista, Rio de Janeiro, Curitiba, Joinville e Porto Alegre.
A divisão Rodo aéreo da DVA Express dispõe de serviços de distribuição porta a porta em prazos recorde de entrega para todo o Brasil, contando ainda com uma filial própria na cidade de Manaus. Outro fator de destaque e diferencial da empresa é a DVA LOG – Logística de Marketing Promocional, que cuida dos processos de preparação das campanhas promocionais com montagem de Kits gestão logistica em nível nacional e armazenagem.
Como forma de exemplificar tal afirmação, a transportadora tem grande know-how na prestação de serviços para os segmentos econômicos da Indústria Cosmética, Moda, Eletro e Eletrônica, Farmacêutica, para o setor Informático, Calçadista e empresas de Telecomunicações.
“Quando realizamos nossos trabalhos, que podem ser resumidos com o compromisso de entregar o produto correto, no local de destino adequado e no tempo estabelecido, estamos ajudando a complementar a importante cadeia da SUPPLY CHAIN, permitindo que as transações comerciais entre remetente e destinatário se renovem” complementa Sidelcio.
A DVA Express vem conseguindo registrar crescimentos sustentáveis nos últimos anos, o que torna a organização cada dia mais conhecida junto ao mercado objetivo de sua atuação comercial. A recente decisão da empresa de iniciar as atividades de sua divisão logística, a DVA LOG, e o constante incremento no modal Rodo aéreo, oferecem ao mercado produtos altamente especializados.
A empresa também investiu na imagem corporativa, recentemente o site para por uma reformulação para facilitar as informações de busca dos usuários que acompanham as expedições em tempo real. “Pensamos em maximizar as relações comerciais com os clientes e prospects. Agora quem acessa nosso site tem a oportunidade de dialogar conosco“ finaliza Sidelcio Munhoz –Diretor Comercial do Grupo.

MRS Logística vai construir terminal intermodal em Mauá, no ABC paulista

Operadora de transporte ferroviário apresentou esta semana projeto do porto seco da cidade, que consistirá em um terminal de contêineres com área entre 30 mil e 40 mil metros quadrados



A cidade de Mauá, no ABC paulista, receberá, em 2014, o novo terminal intermodal da MRS Logística. O projeto, conhecido na cidade como porto seco, consiste em um terminal de contêineres destinados ao Porto de Santos com área entre 30 mil e 40 mil metros quadrados.
Segundo a prefeitura de Mauá, o projeto do terminal prevê sua construção no bairro Capuava, com previsão de início das operações para o final de 2014.

Fonte: Jornal Repórter Diário via ANTF

Novo mapa mostra que malha de hidrovias no país chega a 21 mil km

Um novo mapa traçado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) demonstra que 20,9 mil quilômetros de rios brasileiros já são usados para levar cargas e passageiros de um ponto para outro do interior do país. Até hoje, acreditava-se que as hidrovias alcançassem cerca de 13 mil quilômetros, número usado como referência no setor e mesmo em documentos oficiais.
Agora, descobriu-se que a extensão de rios navegados economicamente é muito maior. O estudo, ainda inédito, indica que 80% da malha está no complexo Solimões-Amazonas. O segundo corredor mais longo é o Paraná-Tietê, com 1.495 quilômetros, o equivalente a 7% de toda a rede.
Embora todas essas vias já sejam exploradas - só não se sabia disso -, o mapeamento, segundo Adalberto Tokarski, superintendente de navegação interior da Antaq, é relevante. "O estudo tem importância para compreender o transporte aquaviário e subsidiar o Ministério dos Transportes na elaboração de políticas públicas, bem como aperfeiçoar a fiscalização e a regulação do setor."
Essa radiografia só foi possível graças a um pente-fino que a agência passou nos registros de operação de cargas de diversos órgãos oficiais. Outra surpresa foi a constatação de que 12,37% das cargas movimentadas nos portos brasileiros passaram pelas hidrovias em 2011. "Falava-se em 4% a 5% do total", diz Tokarski. Foram 109,2 milhões de toneladas. Somente dois produtos representam 38% de tudo o que é transportado: minério de ferro e soja.
Quase dois anos depois da inauguração das eclusas de Tucuruí, no rio Tocantins, nenhuma obra de porte semelhante está sendo construída no país. Mesmo assim, a Antaq acredita na possibilidade de elevar para 29%, até 2025, a participação das hidrovias na matriz total de transportes, como está previsto no Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT).
Para impulsionar esse sistema, o Ministério dos Transportes traçou um plano de investimento de R$ 11,8 bilhões até 2018, com 27 eclusas. No entanto, praticamente nada saiu do papel.
O superintendente da Antaq aponta a necessidade das eclusas, mas diz que a expansão das hidrovias não depende apenas delas. "Temos muito para avançar nas vias já navegadas, com obras de dragagem, sinalização e balizamento", diz Tokarski. No rio Madeira, em Rondônia, as embarcações precisam diminuir o peso em 50% no período da seca, o que evidencia a urgência da dragagem.
No rio Tocantins, apesar das eclusas de Tucuruí, só se pode navegar com as embarcações cheias durante o período de chuvas. Quando o rio baixa, elas correm o risco de ficar travadas no Pedral de São Lourenço, a poucos quilômetros. Para evitar o problema, é preciso fazer a retirada de 693 mil metros cúbicos de rocha.
Algumas obras importantes, no entanto, já estão em curso. A maior delas é na hidrovia do rio Tietê, em São Paulo, com investimento de R$ 1,5 bilhão - compartilhado entre a União e o Estado. Ao todo, 35 intervenções deverão ser concluídas até o fim de 2015. Foram iniciados os trabalhos de adequação de pontes e de canais, além de melhorias em sete eclusas. A movimentação no corredor pode duplicar depois da entrega de 80 barcaças e 20 empurradores encomendados pela Transpetro para o transporte de etanol.
O transporte hidroviário emite um quarto do gás carbônico e consome cerca de 5% do combustível usado no transporte rodoviário para a mesma carga e distância. Cada comboio no Tietê, por exemplo, que é formado por quatro barcaças e um empurrador, possui capacidade equivalente à de 172 carretas ou 86 vagões ferroviários.
"Em cinco anos, também estimamos que vai dobrar o transporte de cargas gerais na Amazônia", afirma Tokarski. Para a hidrovia do Teles Pires-Tapajós, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prepara uma nova licitação para contratar os estudos de viabilidade técnica e econômica, além da elaboração do projeto básico. "Daqui a pouco, talvez possamos ter um belo pacote de hidrovias, alicerçado em bons estudos", diz o superintendente.

Fonte: http://www.canaldotransporte.com.br via Logística Sin Fronteras

Rumo inaugura primeira fase de terminal em Itirapina (SP)

A Rumo Logística, subsidiária da Cosan, inaugurou a primeira etapa do terminal ferroviário de Itirapina, a 230 quilômetros de São Paulo, com um investimento inicial de R$ 100 milhões.
O novo terminal intermodal terá movimentação de 12 milhões de toneladas de açúcar e grãos por ano. “O Brasil tem uma vocação incontestável para produzir commodities, nossa lição de casa é investir em infraestrutura para torná-lo mais eficiente”, disse Marcos Lutz, presidente da Cosan.
A unidade já está em operação e faz parte do pacote de investimentos anunciados para a infraestrutura, de R$ 1,4 bilhão em cinco anos. Há um armazém com capacidade para 110 mil toneladas por ano, o qual receberá o açúcar produzido não só pelas usinas do grupo Cosan, mas também de outras 100 usinas, incluindo unidades daCopersucar e ADM (soja). Com a unidade de Itirapina, sobe para sete o número de terminais da Rumo, todos espalhados pelo estado de São Paulo.
Na nova estrutura também foi construída uma linha férrea, chamada de pera ferroviária, de 5,6 quilômetros de extensão, com capacidade para 250 vagões. Nela, os trens carregam e descarregam em movimento, sem a necessidade de fazer manobras, algo só encontrado no setor de mineração. Assim, cada vagão demora cerca de três minutos para encher ou ser esvaziado. “Com a inauguração dessa primeira etapa de Itirapina, concluímos R$ 1 bilhão em investimentos. Outros R$ 400 milhões virão até 2015”, explicou Júlio Fontana Neto, presidenteda Rumo Logística.
Na segunda etapa do projeto, serão investidos outros R$ 100 milhões na construção de mais três armazéns, também em Itirapina, cada um com capacidade para 110 milhões de toneladas, além de uma moega (estrutura de armazenagem temporária) com capacidade para 30 mil toneladas ao dia e uma tulha (equipamento que faz o carregamento dos vagões) com capacidade para 44 mil toneladas diárias.
A companhia também mantém conversas com os acionistas, desde o início do ano, sobre a aquisição de uma fatia da ALL Logística, por meio de uma parceria para ampliar as operações de transporte. Atualmente, a Rumo já conta com 929 vagões e outras 50 locomotivas para o transporte diário. “Pode ser que até o final desse ano tenhamos a conclusão desse negócio”, diz Lutz.

Fonte: Portal Transporta Brasil

RODOVIA x FERROVIA OU RODOVIA + FERROVIA?

É de conhecimento geral que há tempos o país vem travando uma luta desnecessária, tendo de um lado a rodovia e de outro a ferrovia. A perda com isso é de ambos os modos, em especial, da sociedade brasileira.
 A ferrovia teve início em 1854, e prosperou até o final da década de 40 do século XX. Quando atingiu o seu ápice em tamanho, com 36.000 quilômetros. A partir dai decresceu, tendo hoje 29.000 quilômetros. Podemos conjecturar que sua decadência deveu-se à chegada da indústria automobilística. O que ocorreu na década de 50 do século passado.
 Mas, não pretendemos colocar a indústria automobilística como responsável pela decadência da ferrovia, não faz sentido. Assim, obviamente, essa maravilhosa indústria merece todos os nossos elogios. Até porque, se tivéssemos que escolher apenas um modo de transporte entre todos, eliminando os demais cinco modos, ele seria o veículo rodoviário, sem qualquer dúvida. E pela simples razão de que ele é o único veículo capaz de fazer transporte ponto a ponto. E permite a distribuição de mercadorias levando-as à população em quase todos os lugares.
 Assim, é fácil imaginar o que teria ocorrido com a economia brasileira, e sua chance de crescimento, o que ainda pode acontecer, se dermos mais atenção à ferrovia. E se a utilizarmos nas longas distâncias.
 Essa mudança na matriz de transporte, com transferência de cargas do modo rodoviário para o ferroviário, significaria, de imediato, uma redução nos custos de transporte. Implicando em mercadorias a preços menores nas prateleiras do varejo, com mais consumo, pois é isso que ocorre com qualquer renda extra.
 Assim, não há como se discutir a importância da ferrovia e o que ela pode representar ao país. Portanto, devemos lamentar o Estado ter relegado a ferrovia a essa situação, imaginando-a descartável até 1996. Mas, nem tudo está perdido, já que o Estado foi obrigado a privatizar as suas operações. A ferrovia renasceu a partir disso, tendo passado de 18% a 26% da carga entre 1996-1999 até 2011.
É bom que tanto a rodovia quanto a ferrovia se conscientizem da importância da distribuição de mercadorias para um país como o nosso. Em especial do quanto vale o povo brasileiro, que é a razão de ser de qualquer ação econômica nacional. E o nosso comércio exterior.
 Assim, uma união entre os dois modos apenas traria melhorias e crescimento para ambos. Se houver uma conscientização, e essa levar a uma divisão coerente da carga, com cada um fazendo aquilo que é melhor, ambos ganharão. Não é necessário que, para que um lado ganhe, o outro tenha que perder e, isso, hoje, já é um pensamento mais comum e aceito. Utilizar as competências adequadas de cada um significa apenas dividir a carga de modo a que, ambos, e mais a sociedade, possam tirar disso o melhor proveito.
 A lógica manda que a ferrovia tenha a carga que deve ser transportada a grandes distâncias, com isso reduzindo seus custos finais. A rodovia, por sua vez, deve ficar com a carga a ser transportada entre pequenas distâncias. Com limite julgado ótimo, de máximo de 400/500 quilômetros. Num jargão popular, bastante conhecido “cada macaco no seu galho”. Em que todos ganham sem ninguém perder.
E vide que essas distâncias, além de boas para o custo final de transporte e, por consequência da própria mercadoria, é também ideal para o próprio transportador rodoviário. Aplique-se a isso o mesmo raciocínio que ocorre numa corrida de táxi. Em que as viagens mais curtas são mais rentáveis do ponto de vista preço/quilometragem em face da bandeirada.
Portanto, fácil verificar que se o transportador rodoviário realizar apenas transportes de curta distância, maior será a sua receita relativa, cobrindo melhor seus custos. Assim, o ideal seria a sua perda de cerca de 25/30 pontos percentuais, ou metade de sua carga. Portanto, ficando com apenas cerca de 30% da carga a ser transportada, aquela de ligação com outros modos e de distribuição.
 Deixando para o transporte ferroviário a realização da transferência da carga a grandes distâncias, e com preços mais baixos de fretes e mercadorias - cuja consequência é o aumento da atividade econômica. A economia seria alavancada e cresceria mais sustentadamente.
 Assim, não é difícil perceber que os transportes rodoviário e ferroviário não são, em qualquer hipótese, antagônicos, mas complementares, e cada um precisa do outro. Dessa forma, os dois juntos representam uma poderosíssima arma de logística a serviço da economia nacional. Em que cada um deles deveria investir no outro, por puro interesse econômico.
 Samir Keedi: Há cerca de 2.000 anos um revolucionário mudou o mundo. Acorda Brasil.

Samir Keedi,
Professor da Aduaneiras e universitário e autor de diversos livros e artigos sobre comércio exterior.

Sustentabilidade: planejar é fundamental

 As discussões sobre a sustentabilidade, no transporte, quase sempre são pautadas em torno da indagação de qual modal impacta menos no meio ambiente. No Brasil, pelas suas características geográficas, muitos especialistas apontam que os investimentos deveriam ser voltados às hidrovias e às ferrovias, sendo que existe quase uma unanimidade contrária à concentração tão grande no modal rodoviário. Hoje, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 58% das cargas são transportadas por estradas no País.
Porém, em entrevista exclusiva ao Portal Webtranspo, que encerra a semana da sustentabilidade, Fabio Rubens Soares, professor do curso de Tecnologia em Logística do Centro Universitário Senac, afirmou que, mais importante do que diagnosticar qual modal é mais eficiente ecologicamente, é fundamental saber como trabalhá-lo da melhor forma possível. “Quando falamos em transporte com relação ao impacto ambiental não devemos somente considerar o modal isoladamente, mas também o planejamento, as técnicas de otimização de espaço e recursos e os custos por distância, além obviamente da estratégia das rotas e localização de produção e armazenamento”, afirmou.
Confira a entrevista na íntegra:
Portal Webtranspo: Atualmente, 58% do transporte brasileiro de carga acontece por caminhões, esse percentual não deveria ser menor, pensando em impactar menos no meio ambiente?
Soares: Sim, talvez até um pouco mais de 58% de nosso transporte acontece pelo modal rodoviário, por caminhões. No Brasil este é o meio de transporte mais utilizado certamente por questões econômicas que nos levou a implementar nossa infraestrutura baseada nesse modal sem levar em consideração os impactos ambientais gerados, e sabe-se que este meio de transporte colabora com a emissão dos gases do efeito estufa precursor do aquecimento global. No entanto, quando pensamos em modais de transporte, temos que avaliar algumas variáveis que estão presentes nessa questão: a disponibilidade, custos e impacto ambiental. Assim sendo, qualquer modal de transporte causa impacto ambiental, pois todos eles de uma forma ou de outra utilizam energia para locomoção e essa depende de fontes que hoje em dia predominantemente vêm de combustíveis fósseis.
No Brasil, há um destaque à utilização de combustíveis de fontes renováveis que colaboram com a questão ambiental. No entanto, quando falamos em transporte com relação ao impacto ambiental não devemos somente considerar o modal isoladamente, mas também o planejamento, as técnicas de otimização de espaço e recursos e os custos por distância, além obviamente da estratégia das rotas e localização de produção e armazenamento.
WT: Pelas características geográficas brasileiras, qual modal deveria ser o escolhido tendo em vista a sustentabilidade?
Soares: Se pensássemos em termos econômicos e ambientais somente, o transporte hidroviário deveria ser incentivado.
WT: Hoje qual o modal que impacta mais no meio ambiente e qual menos?
Soares: No meu entender o rodoviário tem maior impacto e o hidroviário menor. No entanto, não podemos simplesmente comparar estes modais sem levar em consideração o seu grau de utilização e a infraestrutura instalada em nosso país.
WT: Qual seria o mix de transporte ideal, pensando na intermodalidade, para agredir menos o meio ambiente?
Soares: O mix dependerá não somente de questões ambientais, mas também, como dito antes, de questões econômicas e de planejamento. Isso quer dizer que embora um determinado modal de transporte possa ter características de menor impacto ambiental, se não for devidamente otimizado em termos de eficiência e aproveitamento em todo o ciclo, desde a origem até o destino, pode causar maior impacto do que um modal de características de maior impacto ambiental.
WT: Qual é o grau de eficiência ecológica, hoje, do transporte brasileiro?
Soares:Embora o nosso modal seja predominantemente rodoviário e considerando nossas características geográficas e condições econômicas, nosso grau de eficiência pode ser considerado responsável, devido ao incentivo na utilização de combustíveis de fontes renováveis, como o álcool e o biodiesel. Isso coloca o Brasil, inclusive, a frente de muitos países ditos de primeiro mundo no que diz respeito à utilização de combustíveis de fontes renováveis. Evidentemente, há espaço para melhorias e é isso que devemos continuar promovendo com parcerias entre o setor público, setor privado e a sociedade.
WT: A questão ambiental do transporte também passa pela ampliação da infraestrutura?
Soares:Sim, hoje em dia as questões ambientais estão presentes em todas as iniciativas, atividades e projetos no contexto de infraestrutura e certamente estão presentes nos estudos de desenvolvimento nos nossos meios de transporte e infraestrutura.
WT: O que mais influi para um transporte mais “verde”: a tecnologia embarcada ou os procedimentos de como ele é feito?
Soares: Eu diria que, tanto a tecnologia embarcada dos produtos quanto a forma pelo qual o transporte é feito, influem igualmente no transporte mais verde. Eu quero dizer com isso, que considerando todo o ciclo entre a produção de bens até a entrega desses bens ao consumidor, todas as atividades deste processo são interdependentes e têm igual importância. Portanto, para o transporte mais “verde”, ou seja, ambientalmente responsável, é preciso levar em consideração a forma como projetamos os produtos a serem transportados e o seu meio de transporte propriamente dito.
WT: Como o senhor avalia o grau de consciência ecológica do mercado de transporte brasileiro?
Soares:No meu entendimento, o grau de consciência ecológica na infraestrutura de transportes no Brasil tem evoluído substancialmente, principalmente, com o incentivo da utilização de combustíveis de fontes renováveis e com a inserção de tecnologias que otimizam a forma como nossos produtos são transportados. Hoje em dia, as organizações têm cada vez mais investido em sistemas de melhoria na eficiência das técnicas de transporte e no seu desempenho, inclusive o aspecto ambiental. A procura no mercado cada vez mais intensa por profissionais especialistas em logística demonstra essa questão.
WT: Hoje, há alguma empresa que se destaque em uma logística mais “verde” desde o trabalho com o seu fornecedor até a entrega do produto final ao consumidor?
Soares:Existem, no Brasil, várias empresas que se destacam na adoção de sistemas logísticos denominados “ verdes” , entre elas por exemplo a AMBEV e a Natura, entre outras.

Fonte: Portal Webtranspo

Rodovias X Ferrovias

Sensacional essa imagem, mostrando a clara capacidade de termos diferentes modais quase que no mesmo espaço. 
Esta imagem reflete os anos -luz à frente que países como os EUA estão no quesito Logística em relação ao Brasil.
Ademais, a imagem mostra também a capacidade de carga que os trens à diretia possuem....imaginem a quantidade de caminhões nas estradas para levar esta mesma quantidade de carga???

Plano de logística propõe integrar rodovias, ferrovias e hidrovias a aeroportos e portos

Para tentar despertar o "espírito animal" dos empresários num quadro de estagnação econômica e, de quebra, estabelecer uma agenda positiva em meio ao julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff prepara o lançamento do Plano Nacional de Logística Integrada (PNLI).
Trata-se de um ambicioso projeto para, nos próximos 30 anos, interligar rodovias, ferrovias e hidrovias a portos e aeroportos. As medidas envolvem mudanças na legislação, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs).
No transporte marítimo, fazem parte do pacote a entrega à iniciativa privada de três novos portos públicos - Manaus (AM), Bahia e Vitória (ES) - e a definição sobre o destino dos cerca de 90 terminais privados cujas concessões estão vencidas ou por vencer. Além disso, o governo prepara um novo modelo de gestão dos portos federais que se encontram delegados aos Estados.
Investimentos de pelo menos R$ 11 bilhões aguardam a definição de um único ponto: o que fazer com os terminais portuários que estão em mãos da iniciativa privada e cujos contratos estão expirando. A cifra diz respeito apenas aos 30 terminais filiados à Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).
Nas conversas internas, o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, vem propondo que eles sejam todos licitados novamente. No entanto, o setor privado pressiona pela prorrogação dos contratos. "O governo não tem condições de licitar 90 terminais no curto prazo", diz o presidente da ABTP, Wilen Manteli. "O terminal de Itaqui, no Maranhão, levou sete anos para ser concedido e há oito anos fazem estudos para um terminal de granéis em Sepetiba, no Rio."

Fontes: Agência Estado / LogWeb

Kuehne + Nagel assume operação logística da TAM

Operador atuará com peças de reposição, equipamentos e consumíveis....

A Kuehne + Nagel anunciou no último dia 2 de agosto, um acordo com a TAM Linhas Aéreas para assumir a logística de peças de reposição, equipamentos e consumíveis da companhia aérea. O operador logístico suíço-alemão atuará na importação de peças e equipamentos da Europa – principalmente França, Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália –, da Ásia e da América do Sul, utilizando os modais aéreo e rodoviário, além de atuar no desembaraço aduaneiro.
Para a nova operação, a Kuehne + Nagel informa que contará com uma equipe especializada dedicada às operações denominadas Supply the Sky, termo utilizado pelo operador para designar o conjunto de soluções customizadas destinado ao atendimento da indústria aeroespacial. A previsão inicial da Kuehne + Nagel é que sejam realizados cerca de 400 embarques todos os meses, dentre exportações e importações.
“Vamos atuar para que a TAM possua os estoques de peças de reposição nos locais onde haja demanda. Dessa forma, contribuiremos para a melhoria dos níveis de serviço em relação à disponibilidade de peças e componentes, facilitando também o processo de entrega”, explica o gerente regional de Vendas do segmento Aeroespacial na América do Sul e Central, Antonio Moraes Pinto. “A efetiva presença global da Kuehne + Nagel proporciona diálogo direto com fornecedores, além da segurança e agilidade nas importações que a TAM precisa”, completa o executivo.
“A TAM opera em 42 aeroportos no Brasil e em 19 no exterior, o que requer uma logística de suprimentos e peças muito eficiente. Fizemos uma ampla pesquisa de mercado, e o histórico da Kuehne + Nagel e sua abrangência operacional foram decisivas em nossa avaliação”, comenta o diretor de Suprimentos e Logística da TAM, Marcelo Arantes. A companhia possui uma frota de 159 aeronaves, sendo 152 equipamentos da Airbus e sete da Boeing. A previsão da TAM é que até 2015 a frota seja composta por um total de 176 aeronaves.
Especializada no atendimento ao setor aéreo, a Kuhne + Nagel, que completa 50 anos de atuação no Brasil, recebeu, no mês de maio, na Inglaterra, a premiação Aircraft Technology Engineering & Maintenance Awards 2012 na categoria Melhor Provedor Logístico. Recentemente, o operador lançou, no aeroporto de Heathrow, também na Inglaterra, um novo serviço para melhorar a logística de peças de reposição para as aeronaves. A solução permite realizar a logística dentro do próprio aeroporto, atendendo às necessidades dos engenheiros e mecânicos que realizam a manutenção dos os equipamentos em solo. O atendimento ocorre no tempo máximo de quinze minutos, o que contribuiu para o aumento da produtividade e redução do tempo de inatividade da aeronave.
“Para oferecer a logística adequada às demandas de uma unidade de manutenção de excelência como a da TAM – a TAM Mantainance, Overhaul and Repair (MRO) –, é necessário estar capacitado para atender todo o ciclo de vida de uma aeronave, além de oferecer serviços diferenciados”, analisa o gerente de Carga Aérea para Logística de Aviação, Marcelo Riso, responsável pela operação com o novo cliente.

Fonte: Tecnologística

Informativo PressLog


TRA - TRANSPORTES DA AMAZÔNIA FAZ DA INTERMODALIDADE A SUA BANDEIRA


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Depois de aeroportos, governo prepara licitações para portos

O governo Dilma Rousseff vai recorrer novamente à iniciativa privada para resolver gargalos de infraestrutura do país. Depois de fazer a concessão dos aeroportos, já prepara licitações de terminais portuários ainda neste ano, mas esse processo pode encontrar dificuldades na Justiça se a União decidir mesmo licitar áreas cujos contratos ainda não venceram.
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, disse à Reuters que o setor portuário passará por uma reformulação, licitando novamente contratos de arrendamento, portos delegados a Estados e municípios e terminais que já estão sob gestão privada.
Na mira do governo estão pelo menos 77 terminais e áreas arrendadas pela iniciativa privada em portos pelo país. As primeiras licitações que devem ser lançadas são para um novo porto de Manaus e, provavelmente, o Porto de Imbituba, em Santa Catarina, cujo contrato vence no final deste ano, segundo Fialho.
Durante as reuniões que manteve sobre infraestrutura no início de janeiro, Dilma disse queria uma solução urgente para os portos.
"Esse é um dos desafios fundamentais para enfrentar em 2012 para o desenvolvimento do país. Temos que destravar o nó dos portos", afirmou Dilma aos ministros que participavam da reunião, segundo relato de uma fonte do governo, que falou com a Reuters sob a condição de anonimato.

Fonte: Portal Exame