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Broker a Nova Realidade

Empresas brasileiras conquistam ganhos com o novo formato de distribuição...
“A salvação da lavoura” para atacadistas e distribuidores, a garantia de que os pontos-de-venda ofereçam um mix de produtos adequado à demanda, e uma forma de comercialização que reduz o preço final da mercadoria graças à redução de custos na cadeia de abastecimento.
“Assim como o auto-serviço substituiu os armazéns nos anos 60, o broker vai mudar o sistema de distribuição tradicional”, afirmou Paulo Ribeiro Nunes, da SINDI Logística. “Somos os braços e as pernas da indústria”, assegurou Cabrini, da Multi Ponto a Ponto. “A palavra mágica é vender. Somos pagos para vender”, enfatizou. A figura do broker também acaba com as “malfadadas” negociações de final de mês, uma vez que é a indústria quem define a política de preços a ser praticada junto ao varejo.
O broker atua como agente de vendas para um seleto grupo de indústrias não-concorrentes, numa estreita relação. Responsabiliza-se pela venda (há objetivos a cumprir, mês a mês), pelo merchandising e por orientar o lojista quanto ao mix e ao layout, e recebe pelos serviços prestados. Nos Estados Unidos e no Canadá, onde o formato já está consolidado (veja resumo da palestra internacional), o broker atua junto a varejos de todos os portes (inclusive grandes redes) e não assume a função de distribuir ou de estocar mercadorias. No Brasil, porém, a atividade está tendo como foco o varejo independente. Isso é ocasionado, por um lado, pela dificuldade da indústria para promover o atendimento direto a esse segmento de mercado e, por outro lado, pelo abastecimento, muitas vezes deficiente, por parte de atacadistas. “O canal atacado trabalha basicamente com produtos top de linha, de maior giro, e não se preocupa em oferecer todo o mix de produtos da indústria”, ressaltou o diretor comercial da Garoto.
Na visão de Nunes, da Sindi, a competitividade do varejo independente está sendo penalizada pelo fato de o segmento ter de arcar com um custo de distribuição mais elevado que os das grandes redes. Ao adquirir mercadorias de atacadistas, o pequeno varejista recolhe impostos em cascata sobre os produtos, o que acaba encarecendo o preço final. Além disso, recebe uma variedade menor de produtos. “A mercadoria chega na loja da rede a preços cerca de 13% mais baixos que nas lojas independentes”, afirmou Nunes. “O custo de venda da indústria para grandes redes é de 3%, enquanto o custo via atacado sobe para 6% a 7%.”
O diretor da Sindi Logística apontou o broker como “a melhor forma de se trabalhar junto ao varejo independente”. “Minas Gerais tem 10 mil pontos-de-venda, e a indústria não tem condições de atendê-los diretamente”, disse, acrescentando que já existem, no Estado, 7 brokers, que representam cerca de 28 indústrias. “A atividade não requer investimentos, apenas capital humano”, ressaltou. O broker representa de 6 a 8 fabricantes não-concorrentes, e é uma forma de reduzir preços ao varejista e de ampliar a participação de alguns produtos nas vendas.
Waldemir Cabrini, da Multi Ponto a Ponto, empresa que atua como distribuidora exclusiva e como broker, apontou ganhos de eficiência (que podem ser repassados ao consumidor) como o principal benefício da atuação do broker. No novo formato de operação, a taxa cobrada da indústria pela Multi Ponto a Ponto gira em torno de 8,78%. Outros 6,5% ficam por conta das despesas com operadores logísticos, para entrega e armazenagem. A somatória dos custos de distribuição totaliza, portanto, 15,28%. “Comparado ao custo da distribuição convencional de 19,5%, a venda direta da indústria, via broker, gera um ganho de eficiência de 4,12%, que pode ser utilizado em forma de verbas para o ponto-de-venda”, explicou o diretor.
No mercado há 72 anos, a Chocolates Garoto, empresa 100% nacional, tem 80 produtos em linha e faturou cerca de R$ 600 milhões em 2000. Em 1998, depois de concluir um pro-jeto de automatização de seus três CDs, decidiu assumir o desafio de se aproximar de supermercados de menor porte, de padarias, do bar da esquina. A opção foi transformar seus distribuidores exclusivos em brokers. “Com isso, procuramos eliminar as deficiências do atacado – que trabalha basicamente com produtos de maior giro –, e dos distribuidores, penalizados com impostos, margens de lucro apertadas e inadimplência”, explicou o diretor comercial Ubiraci Fonseca.
Cada unidade de distribuição tornou-se uma filial da Garoto. “Hoje, são 42 filiais no Brasil”, revelou Fonseca, acrescentando que a estrutura física é das distribuidoras, mas o estoque pertence ao fabricante. “Quem faz a venda é o distribuidor, com sua equipe, mas a política de preços é ditada pela Garoto, que emite a Nota Fiscal e paga comissão ao distribuidor. Isso confere equilíbrio quanto a preços entre os canais de venda”, esclareceu. Apesar de essa forma de comercialização ainda estar em fase de ajustes, os primeiros resultados estão sendo animadores. “O volume faturado duplicou e houve crescimento físico de 17% em tonelagem bruta em 2000, comparado a 1999.”

Fonte: Revista Distribuição

O que são Broker´s ?

Broker é uma empresa que presta serviços à indústria para cuidar das vendas, promoções, merchandising, pesquisas, créditos e cobrança, armazenamento e distribuição junto as lojas de varejo.
Nos Estados Unidos, onde o conceito surgiu na década de 80, foi também denominado "agentes de vendas". O repertório de serviços oferecidos evoluiu para além da venda em nome da indústria propriamente dita, vendendo toda linha de produtos dos fabricantes que representa, acompanhando o giro e a demanda dos produtos nas lojas de varejo, realizando atividades de merchandising, pesquisa de mercado, responsabilidade financeira, armazenamento, CRM, cross docking, distribuição e pós-vendas.
O conhecimento adquirido do mercado e do "cliente do cliente" passou a determinar sua atuação e ser fundamental para o avanço das vendas no varejo e para o fortalecimento das marcas oferecidas. Abre-se então espaço para o Broker ter participação decisiva na indicação do mix adequado, do tamanho dos estoques, no estabelecimento de promoções e no gerenciamento por categoria de produtos, ou seja, tornou-se um agregador de valores à loja. Com o Broker, a indústria transforma o custo fixo de sua equipe de vendas em variável, pois os "agentes de vendas" recebem sobre os negócios efetivados. Além disso, cada um atua na sua área de competência, e com isso a indústria pode dedicar-se mais ao seu core business, deixando a área de vendas nas mãos de um especialista.

Outras definições ditas no mercado de capitais sobre Broker:

Home Broker é um sistema oferecido pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA) utilizado para conectar usuários ao pregão eletrônico no mercado de capitais. Usado como instrumento para negociação no mercado de capitais via internet, ele permite que sejam enviadas ordens de compra e venda através do site de uma corretora na internet.
É uma forma de negociação de papéis em bolsa de valores pelo meio de ordens emitidas em meio eletrônico para corretoras de títulos mobiliários regularmente credenciadas. É a tecnologia que proporciona acesso a negociações em renda variável através da rede mundial de computadores.
Envolve desde o desenvolvimento de códigos fonte, websites, plataformas de negociação, até as conexões com as devidas entidades de negociação.
O início das operações no Brasil, em 1999, marca a real entrada das pessoas físicas na Bolsa democratizando assim o mercado de capitais nacional. Esse dispositivo é mais comumente utilizado pelas bolsas de valores como forma de facilitar a entrada de usuários domésticos em negociações, possibilitando maior participação de pessoas físicas no mercado. Assim, aumenta-se a procura pelos papéis (títulos mobiliários), valorizando-os.
É estimado que 200 mil pessoas físicas compram e vendem ações na BOVESPA via sistema homebroker.

Mobile Broker...
O mobile broker é uma variação do home broker desenvolvida especificamente para dispositivo móvel. Ou seja, são softwares que permitem um usuário se conectar ao pregão eletrônico no mercado de capitais através de seu dispositivo móvel.
Diferente dos home broker, os mobile brokers se caracterizam por possuírem interface leve, recursos de usabilidade específicos para dispositivos móveis e adaptação às especificidades de cada aparelho.

Equipe Infologis

Brokers? O que são?

Broker é uma empresa que presta serviços à indústria para cuidar das vendas, promoções, merchandising, pesquisas, créditos e cobrança, armazenamento e distribuição junto as lojas de varejo. Nos Estados Unidos, onde o conceito surgiu na década de 80, foi também denominado "agentes de vendas".
O repertório de serviços oferecidos evoluiu para além da venda em nome da indústria propriamente dita, vendendo toda linha de produtos dos fabricantes que representa, acompanhando o giro e a demanda dos produtos nas lojas de varejo, realizando atividades de merchandising, pesquisa de mercado, responsabilidade financeira, armazenamento, CRM, cross docking, distribuição e pós-vendas.
O conhecimento adquirido do mercado e do "cliente do cliente" passou a determinar sua atuação e ser fundamental para o avanço das vendas no varejo e para o fortalecimento das marcas oferecidas. Abre-se então espaço para o Broker ter participação decisiva na indicação do mix adequado, do tamanho dos estoques, no estabelecimento de promoções e no gerenciamento por categoria de produtos, ou seja, tornou-se um agregador de valores à loja. Com o Broker, a indústria transforma o custo fixo de sua equipe de vendas em variável, pois os "agentes de vendas" recebem sobre os negócios efetivados. Além disso, cada um atua na sua área de competência, e com isso a indústria pode dedicar-se mais ao seu core business, deixando a área de vendas nas mãos de um especialista.

Equipe Infologis