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Sacolinha e fraude

E lá vamos nós com a questão da sacolinha plástica novamente. Não basta o governo fazer isso diuturnamente, também o setor privado o faz. Todos se aventuram a tirar sua vantagem. Impressionante país que não se leva a sério em hipótese alguma. Principalmente São Paulo, que tem a prefeitura dos sonhos de qualquer exterminador.
Nunca se pensa no consumidor, no cidadão. Sempre em seu proveito próprio. Mas, claro, a culpa não é só deles. É muito mais nossa. Aceitamos tudo como se fôssemos uma grande lata de lixo. Precisamos fazer respeitar nossa inteligência.
A sacolinha plástica virou a vilã da má qualidade de vida. Como se fosse apenas ela. E querem fazer crer que com sua eliminação o planeta estará salvo. Contra a garrafa de tereftalato de polietileno (PET) não se fala ou faz nada. Talvez porque o povo seja a parte fraca, e as grandes companhias de  refrigerantes e os governos das várias esferas a parte forte.
E também as demais mercadorias vendidas a nós diariamente, que estão em plásticos. Por exemplo, os salgadinhos em geral. Também os detergentes têm embalagens plásticas e muitos outros produtos de limpeza. O papel higiênico vem embalado em plástico. O nosso jornal é entregue em casa em um saco plástico.
Há uma infinidade de mercadorias cuja embalagem é plástica, e não vemos  ninguém vociferar contra elas. Talvez porque essas embalagens façam parte do preço de compra e venda, ou seja, não estão sendo dadas. Olhamos nossa despensa e praticamente só tem embalagens plásticas.
Está claro a todos que a questão não é ecológica. É puramente financeira. Não se está pensando no meio ambiente, no futuro do planeta. Todos estão pensando em seus próprios bolsos. Que é tudo que se faz no nosso Brasil. Tudo é sempre contra o povo, cordeiro que somos.

Por: Samir Keedi

Twitter: twitter.com/samirkeedi;

BID avalia críticas de ambientalistas ao Rodoanel

Apesar da aprovação do financiamento de US$ 1,1 bilhão pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Rodoanel Norte, obra viária de 44 quilômetros em São Paulo, o Mecanismo de Investigação e Consulta Independente (Mici) da instituição ainda estuda as críticas dos ambientalistas em relação ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) da obra. A data prevista para o fim do estudo é 16 de dezembro, mas não há garantias de que o resultado interfira na decisão de concessão do financiamento. Em alguns casos, o que é ocorre após uma avaliação como essa é uma reavaliação das condições do acordo.
A reclamação do grupo de especialistas foi enviada ao BID em junho, após o EIA-Rima do projeto ser aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (Consema). O documento, chamado de "Contra-Rima" e elaborado por geólogos, biólogos, engenheiros, advogados e profissionais de saúde, chama atenção para impactos ambientais e urbanos que, segundo os especialistas, não foram considerados pela empresa estadual Desenvolvimento Rodoviário (Dersa). A licença prévia do projeto foi liberada pela Cetesb, agência ambiental paulista, em julho.
O Mici é um órgão independente da administração do BID, que investiga o cumprimento das políticas do banco. Ele pode ser acionado por qualquer pessoa que se sinta prejudicada por projetos financiados pela instituição. Primeiro busca-se uma solução com diálogo entre os reclamantes. Se as partes desejarem, pode ser aberta uma investigação pelo "Painel Independente" do Mici, que foi o que aconteceu no caso do Rodoanel Norte.
Para o advogado Carlos Eduardo de Castro Souza, representante dos moradores do Jardim Itatinga, área paulistana próxima ao traçado do Rodoanel Norte, a investigação do Mici perdeu o sentido após a aprovação do financiamento. "De repente soubemos que o empréstimo tinha sido liberado. Isso esvazia o sentido da investigação dos problemas." Segundo ele, a expectativa era que o banco esperaria uma conclusão das análises para aprovar o empréstimo. O empreendimento também terá investimentos do governo federal (US$ 980 milhões) e do Estado de São Paulo (US$ 890 milhões).
Para manter a pressão contra a obra, o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), integrante do grupo que escreveu o "Contra-Rima", enviou na semana passada à Organização dos Estados Americanos (OEA) uma petição de caráter cautelar alegando que o empreendimento viola os direitos humanos.
Manifestações também estão sendo organizadas por lideranças dos bairros que serão cortados pelo Rodoanel Norte. O primeiro protesto está marcado para 10 de dezembro. Moradores sairão do Jardim Vista Alegre, zona norte de São Paulo, na noite de 9 de dezembro, passarão a noite no centro da cidade e seguirão em passeata no dia seguinte até a sede do governo paulista, no bairro do Morumbi, zona oeste do município.
O trecho norte do Rodoanel deve ficar pronto em novembro de 2014. A obra está em fase de pré-qualificação das empresas, que têm até 13 de dezembro para entregar suas solicitações à Dersa. A licitação sairá em janeiro.


Fonte: Portal Intelog

Empresários pernambucanos implantam indústria de manufatura reversa de geladeiras em Minas Gerais

Fruto de um projeto que surgiu com base no acordo de cooperação técnica estabelecido entre os governos do Brasil e da Alemanha, por intermédio dos ministérios do meio ambiente dos dois países, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) e da Agência de Cooperação Alemã (GTZ), a empresa Revert Brasil inicia suas atividades no dia 24 de novembro de 2010, em Careaçu, cidade ao Sul de Minas Gerais. Constituída por meio de parceria entre três empresas brasileiras, a Revert Brasil irá desenvolver soluções ambientais voltadas para a manufatura reversa (reciclagem) de refrigeradores e condicionadores de ar que fazem uso do gás clorofluorcarbono (CFC) em sua composição.
Com maquinário de última geração, a indústria irá trabalhar produtos manufaturados – geladeiras, frigobares e aparelhos de ar condicionado, a princípio -, realizando os processos de desmontagem, descaracterização e reaproveitamento das partes recicláveis de forma a reduzir o impacto ambiental destes materiais e gerar economia de energia. Os investimentos no projeto de implantação dessa indústria inovadora superam os 22 milhões de reais e a tecnologia de reciclagem implantada é inédita na América do Sul. Do total a ser investido, cerca de 50% foram recursos doados pela GTZ. Os alemães apoiam projetos ambientais que contribuam para a redução dos gases que provocam o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio, em vários lugares do mundo. De imediato, a Revert Brasil vai gerar 80 empregos diretos e cerca de 130 indiretos.
A Revert Brasil tem seu capital social distribuído entre as empresas pernambucanas Publikimagem Projetos e Marketing (67,5%), que tem filiais em Belo Horizonte, Maceió e Teresina, e pela Bom Clima Refrigeração (22,5%), além da mineira Metafik Soluções Ambientais (10%). Entretanto, apesar de sediada em Belo Horizonte, a Metafik também pertence a empresários pernambucanos. As empresas reúnem as principais características necessárias à execução do projeto da Revert Brasil: ter conhecimento e atuar no processo de manufatura reversa; ter capacidade de atuação em vários estados brasileiros e ter executado projetos sociais em comunidades de baixa renda, além de possuir capacidade financeira para investimentos.
De fabricação alemã, o equipamento de manufatura reversa de refrigeradores e condicionadores de ar da Revert Brasil é totalmente automatizado e terá capacidade de processar 450 mil unidades por ano, o que equivale a cerca de 1.500 geladeiras por dia. A eficiência de processamento do equipamento permite retirar mais de 99% dos gases CFCs existentes no refrigerador, tanto no sistema de refrigeração quanto na espuma de isolamento. Utilizando a tecnologia mais atual no mercado mundial, o maquinário também conseguirá separar com até 97% de pureza os demais materiais que compõe o refrigerador, tais como: poliuretano, plástico, ferro, cobre e alumínio.
Primeiro é retirado o óleo do motor do eletrodoméstico, depois os gases CFCs do sistema de refrigeração e da espuma que faz o isolamento da geladeira, que tem quatro vezes mais CFC do que o sistema de refrigeração. Ambos serão tratados para serem reaproveitados. Em seguida, o eletrodoméstico é triturado e o equipamento separa automaticamente todos os materiais. Por conta do alto grau de pureza, essa matéria-prima tem um acréscimo de 40% em seu valor de mercado. Apesar de mais cara, a matéria-prima limpa é a que mais interessa às indústrias.
As máquinas são utilizadas em vários países da Europa e na América do Norte e seguem os padrões alemães de segurança e controle de qualidade e serviço. “Esse equipamento vai retirar quase que totalmente o gás CFC do sistema de refrigeração e do sistema de isolamento das geladeiras antigas, transformando-o para o estado líquido. Isso vai eliminar os gases que destroem a camada de ozônio e contribuem para o aquecimento global”, destaca Pablo Magalhães, diretor executivo da Revert Brasil e um dos diretores da Publikimagem, empresa que executa projetos de eficiência energética em vários estados brasileiros para as respectivas companhias de distribuição de energia.
Faturamento – Inicialmente, as principais clientes da Revert Brasil serão as distribuidoras de energia, incluindo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). As concessionárias pagam pela reciclagem da geladeira com recursos dos seus programas de eficiência energética. O consórcio Revert Brasil espera um faturamento de R$ 40 milhões ao fim de 2012, ano em que está prevista a implantação de outra unidade industrial da empresa no Nordeste.
Responsabilidade social – A Revert Brasil irá vincular seu trabalho a projetos sociais de inclusão econômica para cadeias produtivas menos favorecidas, beneficiando sucateiros, catadores, pequenos e microempresários informais através de uma rede de coleta social em parceria com ONGs atuantes em projetos no setor. Esses colaboradores serão capacitados para o uso correto das ferramentas, métodos e procedimentos, garantindo a segurança e a qualidade no desenvolvimento das atividades. O resultado imediato disso é o benefício para o meio ambiente, com a diminuição dos resíduos nas cidades, além da redução no consumo de energia para produção e reciclagem de novos materiais.
Planejamento estratégico – A empresa já surge contando com pontos de coleta de geladeiras em Alagoas, Pernambuco, Piauí e Minas Gerais, estados onde a Publikimagem atua com projetos de eficiência energética. No início do próximo ano, a Revert Brasil implantará pontos de coleta das geladeiras, frigobares e aparelhos de ar condicionado usados nos estados de São Paulo, Pernambuco, Alagoas e Piauí.
A empresa leva em consideração anexar à unidade industrial em Careaçu um incinerador de gás CFC de última geração, que não produz dioxinas como resíduo da incineração do gás, além de ser de fácil operação e energeticamente eficiente.
O incinerador deve entrar em operação a partir de fevereiro de 2011, fechando o ciclo do projeto. “O nosso equipamento tem uma grande vantagem: a ele podemos acoplar uma unidade de manufatura reversa de eletroeletrônicos (computadores, chuveiros elétricos, liquidificadores, etc). O que amplia o alcance da indústria Revert Brasil. Temos planos de adquirir essa unidade adicional em meados de 2011”, revela Pablo Magalhães.
Logística – A Revert Brasil vai ocupar uma área de 22 mil m² no distrito industrial de Careaçu, no Sul de Minas. O local escolhido para a implantação da primeira unidade da empresa foi definido de forma estratégica por conta de sua logística. O município está localizado a 250 Km da cidade de São Paulo, a 360 Km do Rio de Janeiro e 350 Km de Belo Horizonte, posicionando-se às margens da Rodovia Fernão Dias, o que favorece o transporte das geladeiras antigas para a indústria. "O transporte marítimo é muito caro para esse tipo de material. Uma geladeira tem volume, mas não tem muito peso, o que torna o custo inviável", avalia Magalhães.

Fonte: RMAI - Revista Meio Ambiente Industrial
Postado pelo site Logística Reversa e Sustentabilidade

Empresas se antecipam à lei de resíduos

Varejo e indústria começam a implementar sistemas de logística reversa para recolher lixo eletrônico e eletrodomésticos ao final de sua vida útil [...]
Três meses após a sanção presidencial da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que está em fase de regulamentação, o mercado já se movimenta para colocar em andamento a chamada logística reversa, que é o recolhimento de bens, como eletrodomésticos e eletrônicos, ao final de sua vida útil. Em todo o Brasil surgem iniciativas para ajudar o consumidor a descartar esse tipo de resíduo corretamente.
Componentes de computadores e celulares voltam à indústria; muitos são nobres, como prata e ouro.
Um exemplo, no interior de São Paulo, é a rede de varejo Cybelar, que desde o início do mês passou a oferecer a seus clientes a possibilidade de "comprar" o descarte futuro dos produtos eletrônicos.
Ao adquirir uma TV, geladeira ou celular, o cliente da rede é informado de que pode comprar o futuro descarte do produto que está comprando ou do equipamento que está em casa. O serviço varia de R$ 6,90, no caso do descarte de um celular, e pode chegar a R$ 130 - a retirada de uma geladeira da casa do consumidor.
"A receptividade ao serviço tem sido surpreendentemente boa", afirma Ubirajara Pasquotto, diretor da Cybelar. O serviço começou a ser oferecido desde o início do mês e, desde então, 1 em cada 10 produtos está sendo vendido com o descarte programado. A maioria - 59,8% - das vendas foi para o descarte de celulares.
Segundo Pasquotto, o consumidor brasileiro está disposto a pagar pelo serviço, pois isso representa conveniência e uma consciência mais tranquila. "Há três anos buscávamos soluções para o descarte desse tipo de resíduo. A indústria ainda olha a logística reversa como um custo. Mas se isso não for feito, todos pagamos as consequências" diz.
Especialização
O caminho para assegurar ao consumidor um descarte ambientalmente correto das quinquilharias eletrônicas e das geladeiras velhas passa pela parceria com outra empresa, a Descarte Certo, especializada em gestão da coleta, manejo de resíduos e reciclagem dos componentes dos eletroeletrônicos. Por meio do site da empresa, tanto consumidores quanto empresas podem comprar o descarte dos equipamentos que já não são úteis.
"Criamos diferentes modelos de negócios. Qualquer pessoa pode se cadastrar no site e agendar a coleta dos aparelhos em sua casa", conta Lucio Di Domenico, fundador da Descarte Certo.
Além da retirada em domicílio, a empresa se responsabiliza pelas etapas seguintes - a desmontagem e reciclagem dos componentes, a cargo de empresas como a Oxil, de Paulínia (SP), especializada nesse tipo de serviço. Segundo Domenico, o processo é rigoroso e garante que nenhum resíduo vá parar no lugar errado.
Garantias
Independentemente da obrigatoriedade que será estabelecida pela Lei Nacional de Resíduos, o mercado já se mobiliza para oferecer a logística reversa porque percebeu que é uma maneira de oferecer um serviço ao consumidor. "Há 20 anos se comprava produtos sem garantia, hoje isso é impensável. Imaginei que seria impensável, no futuro próximo, vender produtos sem a garantia do descarte correto", conta Domenico.
Ele acredita que as redes varejistas - além da Cybelar, a Descarte Certo também vende o serviço de descarte programado a clientes do Carrefour - irão liderar o processo de fazer com que o lixo eletrônico volte à cadeia produtiva como uma matéria-prima: "Outras redes já nos procuraram e em breve o serviço estará disponível em mais lojas. Esse tipo de serviço será valorizado pelo consumidor."
Lina Pimentel, advogada especializada em direito ambiental do escritório Mattos Filho, acha mais provável que empresas se organizem em entidades para promover a gestão conjunta desses resíduos, diminuindo os custos do processo. "O que não é correto é que esse ônus seja repassado apenas ao consumidor", diz. Em São Paulo, afirma, a regulamentação da lei estadual de resíduos está caminhando de forma mais rápida e deve impor metas reais de reciclagem às indústrias.

ONDE DESCARTAR

Descarte Certo

No site http://www.descartecerto.com.br/ é possível dar destino aos eletroeletrônicos. O serviço inclui a retirada do equipamento em casa e custa entre R$ 6,90 e R$ 130.

E-lixo Maps

O projeto, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, permite visualizar os postos de coleta de lixo eletrônico em São Paulo. No site http://www.e-lixo/. org, basta colocar o CEP e encontrar o local mais próximo para levar os aparelhos.

USP

Possui o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir). É preciso agendar a entrega pelo email consulta@usp.br.


Geladeira e computador voltam para a indústria
Enquanto a regulamentação da lei de resíduos sólidos não sai, as empresas já buscam modelos para recolher geladeiras ou computadores antigos e reciclar seus componentes.
A fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, criou uma divisão em sua fábrica em Joinville (SC) para desmontar refrigeradores e aparelhos de purificação de água que emprega 25 pessoas. Embora a empresa não possua ainda um canal de recolhimento de geladeiras antigas nas casas dos consumidores, a "matéria-prima" chega via concessionárias de energia elétrica que possuem programas de troca de equipamentos antigos.
De acordo com Vanderlei Niehues, gerente-geral de sustentabilidade da Whirlpool, desde 2005 foram recuperados em torno de 3 mil toneladas de componentes, como aço, plásticos e gases de refrigeração. Ele observa que, com a regulamentação da lei de resíduos, esses volumes tendem a crescer. "Será preciso ampliar parcerias com o varejo ou criar centros de coleta para estimular o consumidor a dar um fim correto a esses equipamentos antigos", diz.
No caso de computadores, há empresas que se especializaram em recolher os equipamentos nas empresas e reciclar os componentes. A Ceva Logistics é uma delas - fechou contratos com grandes fabricantes de computadores para retirar os equipamentos em empresas. Por mês, são recolhidos 5 mil equipamentos de informática, especialmente computadores e impressoras.
Em um galpão localizado em Jundiaí, a empresa faz a desmontagem dos aparelhos. Muitos são recondicionados e voltam ao mercado. Outros vão para a etapa final de reciclagem, que é feita nos Estados Unidos, onde os metais nobres, como ouro e prata, são separados e reaproveitados.
Montanha
De acordo com Gustavo Paschoa, gerente de desenvolvimento de negócios da Ceva Logistics, prestar esse tipo de serviço já é um imperativo. "Só este ano serão comercializados 13,5 milhões de computadores no Brasil. Imagine a montanha de lixo eletrônico que teremos nos próximos anos", diz.

Fonte: O Estado de São Paulo

Braskem dá a largada para campanha de reciclagem

Reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade, a Braskem dá a largada para a campanha GP de Reciclagem Braskem. A iniciativa consiste em mobilizar os cidadãos de São Paulo a fazerem o descarte seletivo dos resíduos plásticos em postos de coletas específicos. Por este gesto positivo de cidadania e de respeito ao meio ambiente, a cidade de São Paulo receberá 500 unidades de mobília urbana, como bancos, jardineiras e lixeira, entre outros. Os móveis serão produzidos a partir de plástico reciclado semelhante à madeira, batizado de plástico madeira.
A ação terá início em 4 de novembro, estendendo-se até o dia 28 do mesmo mês. Emerson Fittipaldi, que será homenageado pelo GP Brasil 2010 pelos 40 anos da primeira vitória do Brasil na Fórmula 1, será o divulgador da campanha de mobilização. A entrega da mobília urbana será feita no aniversário da cidade – no dia 25 de janeiro.
Tendo início na véspera dos treinos livres do GP Brasil de Fórmula 1 2010, a campanha irá coletar todos os resíduos descartados no autódromo durante os três dias da etapa brasileira da competição – 5, 6 e 7 de novembro. No restante da cidade, a coleta será realizada até o dia 28 de novembro, em cinco parques localizados em diferentes regiões de São Paulo: Parque do Ibirapuera, da Luz, do Carmo, do Trote e Alfredo Volpi. Nestes parques estarão disponíveis 12 postos de coleta dos resíduos plásticos para a população e visitantes fazerem seu gesto de cidadania. Esta ação é uma parceria entre a Braskem, a Prefeitura de São Paulo e a Plastivida.
Para separar o lixo coletado, a Braskem fechou acordo com cinco cooperativas que farão a seleção dos materiais e a pesagem dos mesmos. As cooperativas escolhidas para essa ação são a Cooperativa da Capela do Socorro, Corpore Centro, União de Itaquera, Central do Tietê e Coperviva Bem. Cada uma será responsável por separar o lixo da sua respectiva região. No autódromo a coleta seletiva ficará a cargo da Coopercaps.
Em cada um dos postos de coleta dos parques haverá uma equipe formada por promotores que darão orientações ao público, um responsável pelo apoio, que fará as vistorias e será responsável por levar o volume coletado a um contêiner, que posteriormente será depositado em um caminhão para ser transportado até a respectiva cooperativa.
Durante os três dias da etapa brasileira da Fórmula 1, Braskem e Plásticos Suzuki irão apresentar ao público uma mini usina de reciclagem que será montada no autódromo de Interlagos. É uma forma lúdica de mostrar como é feita a reciclagem até a produção do plástico madeira. A mini usina estará em exposição, próxima aos paddocks, sendo permitida a visita àqueles que possuírem a devida credencial de acesso ao local onde está exposta.
A usina da empresa Plásticos Suzuki será responsável por fazer os móveis de plástico reciclados que serão doados aos parques públicos da cidade de São Paulo, como bancos, lixeiras e jardineiras.
Para reforçar a mobilização dos paulistanos, uma campanha publicitária irá ao ar a partir do dia 03 de novembro, tendo Fittipaldi como divulgador do GP de Reciclagem Braskem, que convocará a população a participar, reforçando que “o vencedor deste Grande Prêmio é você”. A campanha é produzida pela agência WMccann.
A ação também poderá ser acompanhada pela internet. Foi criado o hotsite [http://www.braskem.com.br/gpreciclagem], onde o internauta poderá acompanhar toda a ação e conhecer as peças da campanha publicitária.
A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Com 31 plantas industriais distribuídas pelo Brasil e Estados Unidos, a empresa produz anualmente mais de 15 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos.

Fonte: Portal Fator Brasil

Ferrovia Tereza Cristina amplia os ganhos com os vagões de plástico

A preservação da natureza foi um dos maiores ganhos obtidos com o desenvolvimento do novo vagão de "plástico" utilizado na Ferrovia Tereza Cristina (FTC), de Santa Catarina. Desenvolvido pela equipe de manutenção de vagões da empresa, a parte interna do equipamento, que era confeccionado em madeira de lei, e o assoalho em chapa de aço, foram substituídos por plástico reciclado.
O gerente da Divisão de Manutenção, Abel Passagnolo destaca que o maior benefício do desenvolvimento da tecnologia é a preservação da mata, pois para a fabricação de cada vagão era necessário sacrificar duas árvores adultas, com diâmetro médio de 90 cm, de madeira de lei como cedro, angelim ou canela. A outra grande vantagem é que a matéria-prima usada para fazer o plástico reciclado é retirada dos lixões. São embalagens de defensivo agrícola, controladas pelo governo, sacos plásticos, tubos de xampus e de sabonetes, todos materiais compostos de polietileno de alta densidade que levariam muitos anos para se decompor se descartados na natureza. "Com a fabricação do vagão damos uma destinação mais nobre para este material, que é lixo", diz Passagnolo.
Operacionalmente as vantagens também são muitas na comparação com a madeira. "Aumentou a estanqueidade do revestimento. O plástico não incha em contato com a água da chuva. As frestas que se abriam na madeira provocavam muitas perdas. Além disso, o plástico é mais resistente à degradação. A estimativa é que dure mais de 30 anos", afirma Passagnolo. Sem contar que a madeira, depois de comprada, precisa passar pelo menos oito meses secando para evitar que com o aproveitamento ainda verde ela encolha ou mude sua forma.
Outro ganho foi com a redução de peso. De 22 toneladas, o vagão baixou para a 20,5 toneladas. Com isso, o equipamento que transportava 59,5 de carvão mineral passou a carregar 61 toneladas, o que garante uma importante vantagem econômica. Passagnolo conta que depois de começar a operar com o vagão de "plástico, foram descobertos ainda novos ganhos operacionais. "Na descarga do material, como o plástico é liso, o carvão desliza com mais facilidade. Quando era revestido internamente com madeira, o produto aderia às paredes do vagão e era necessário usar um vibrador para que o produto se descolasse. "Com a eliminação do uso do vibrador houve uma redução do barulho, ou seja, reduziu-se o impacto ambiental", afirma Passagnolo.
Como o plástico reciclado já vem pigmentado, o novo vagão não precisa ser pintado, o que representa outro importante ganho econômico, além de ganho ambiental. "Os solventes usados nas tintas liberam gases contaminantes que são emanados para a atmosfera", explica Passagnolo. "O plástico também pode ser utilizado como revestimento de outros tipos de vagões, substituindo a madeira ou placa compensada, desde que se façam as adequações de engenharia necessárias para o uso do novo material". Com 164 quilômetros de malha que cortam 12 municípios catarinenses, entre Imbituba e Siderópolis, a FTC utiliza atualmente 62 unidades do vagão de plástico no transporte de uma média de 200 mil toneladas de carvão mineral por mês.

Maiores informações: http://www.ftc.com.br/

Fonte: Jornal do Comércio / Brazil Modal / ANTF

Logística Verde

UPS oferece aos clientes de 35 países a opção de compensar a emissão de carbono de suas encomendas mediante pequena taxa....
A UPS estendeu a mais 34 países na América, na Ásia e na Europa, um serviço voltado para a sustentabilidade que estava disponível nos Estados Unidos desde o ano passado. Trata-se da opção oferecida ao cliente de, mediante o pagamento de uma pequena taxa, compensar a emissão de carbono gerada pela entrega de sua remessa. “Nossos clientes queriam uma ferramenta conveniente e eficaz de combater as alterações climáticas e contribuir com o meio ambiente de forma real e tangível”, justifica Bob Stoffel, vice-presidente Sênior e responsável pelo programa de sustentabilidade da empresa.
A taxa cobrada pelo UPS Carbon Neutral, que começa a funcionar em território estendido a partir da próxima segunda-feira, varia de país para país e conforme a distância. No Brasil, por exemplo, será de US$ 0,20 para remessas domésticas e US$ 0,75 para internacionais; para efeito de comparação, os valores nos Estados Unidos ficam entre US$ 0,05 e US$ 0,75. A empresa estima que o total arrecadado pelo serviço em 2010 chegue a US$ 1 milhão no mundo.
O cálculo para medir a emissão de carbono das remessas dos clientes se baseia em um inventário global de carbono e dados operacionais atuais e históricos, como distância e modal de transporte. A metodologia de cálculo e os processos da UPS são verificados pela Société Générale de Surveillance (SGS) e pela The CarbonNeutral Company. A princípio os créditos de carbono comprados pela empresa são do Projeto de Ação Climática da Floresta do Rio Garcia, nos Estados Unidos, mas futuramente serão contempladas outras regiões.
O UPS Carbon Neutral funcionará nas seguintes localidades, além dos Estados Unidos: Brasil, Argentina, República Dominicana, México, Canadá, Porto Rico, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, Austrália, Hong Kong, Japão, Malásia, Cingapura, Taiwan, Tailândia, Índia, Indonésia, Filipinas, Coreia do Sul, China e Macau.

Fonte: Tecnologística