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Gerenciar bem estoque pode render até 20% de economia

Existe um ditado que diz que mercadoria parada é dinheiro parado. Mas uma boa administração de estoque vai além dessa premissa. Independentemente do setor, empresas que não consideram o estoque um dos assuntos mais importantes podem se prejudicar. O empreendedor que fizer o gerenciamento correto dessa questão poderá notar diferenças consideráveis no balanço final.
"O empreendedor deve ter claro que existem três tipos de estoque. Matéria-prima, produto acabado e material de processo - que são, em um restaurante, por exemplo, os produtos de limpeza, uniformes e utensílios descartáveis. Com isso, existem três áreas da empresa para administrar", explica Batista Salgado Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e coordenador de franquias do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para auxiliar na administração, existem alternativas de organização e até softwares específicos. "O controle de estoque ajuda em outras coisas na gestão. Por exemplo, na compra, no controle da operação do negócio e no controle no marketing", alerta Batista. "A gestão de estoque não é simples como as pessoas pensam", completa.
Levantamento e análise de dados
O primeiro passo é o levantamento do que existe no estoque. Deve-se analisar data de aquisição do produto, tipo e tempo em estoque. "Você precisa ter um processo claro de recebimento e saída", destaca Batista. Uma alternativa para auxiliar nesse levantamento são os softwares de gestão. Mas ele alerta que o software deve ajudar apenas no levantamento de dados. "A análise deve partir do empresário e da sua equipe, que deve estar bem preparada para isso", afirma.
Controle de giro
"Se o estoque demora seis meses para girar, se tem muito dinheiro empatado e uma necessidade de capital de giro muito alta", destaca Batista. Ele explica que, mesmo com o uso do software, alguns empresários não fazem a análise crítica dos resultados e aumentam o estoque. "O comprador deve estar esperto na hora de repor. Vendeu um, baixou um no software. Mas se ele não verifica pessoalmente o estoque, acaba comprando produto sem necessidade", aponta.
Negociação com o fornecedor
A negociação com o fornecedor é uma etapa fundamental. "Dependendo do giro do produto, vai haver um custo financeiro alto. Negociar prazo de pagamento, entrega e preço é fundamental", explica Batista. Uma alternativa é usar o conceito just in time, um processo de entrega de acordo com a necessidade. Dessa forma, diminui-se o volume de estoque, o desperdício, melhora-se o fluxo de caixa e economiza-se no custo de estocagem. "O ideal é ter tudo em just in time. Dessa forma, ele só paga o que ele usa. E não fica com dinheiro empatado", sugere Batista.
Consignação
Negociar consignações de produtos também é uma alternativa. "Muitas vezes, as empresas conseguem fechar acordos que permitem renovar a linha sem investimentos em curto prazo", explica Batista. Mas esse método deve ser utilizado para produtos de grande vendagem. "Muita gente acha que consignação não tem custo, mas tem. Você está estocando o consignado e tem um custo pela estocagem e administração dele", orienta.
Queima de estoque
Essa é uma questão que deve ser analisada caso a caso. Ela vale a pena quando o estoque está parado por muito tempo e perto do seu limite de custo. "Se uma mercadoria, pelo custo financeiro, deve girar mensalmente e está girando a cada três meses, vale mais a pena dar um desconto e queimar do que pagar o aluguel pela estocagem", exemplifica Batista.
Empresa reduziu 20% custo mensal
A empresa de produtos sustentáveis Nação Verde, de São Paulo, que tem lojas franqueadas e e-commerce, investiu em um software próprio para a administração do seu estoque. E já vê resultados. "Tivemos uma redução de custo na mão de obra. Isso representa uma economia de 20% sobre o faturamento mensal. Um bom software é um excelente investimento", afirma Ricardo Cruz, sócio fundador da marca.
O desenvolvimento do software levou um ano e foi feito em parceria com uma empresa do ramo. "Ele emite relatórios diários mostrando os produtos que mais saem. Dessa forma, cruzamos informações e temos, a partir do estoque, um panorama do nosso cliente", aponta.
A empresa também aposta em reuniões diárias para discutir o estoque. "Fazemos reuniões de 10 minutos somente sobre estoque. Ele é uma coisa muito importante e requer reuniões rápidas, mas diárias, para que funcione. Caso contrário, você não consegue perceber onde estão os problemas nem criar novas oportunidade", defende Ricardo.
Outra estratégia adotada é o giro constante de estoque. "Privilegiamos o giro de estoque mais do que a lucratividade Se ganharmos 20% a menos, mas girarmos mais, eu vou optar pelo giro", afirma.

Fonte: Portal Terra

Aumento de estoques estimula férias na indústria e promoções no comércio

Porcentual de empresas com estoques excessivos aumentou em junho, pelo segundo mês seguido, em 9 entre 14 setores pesquisados...
O descompasso entre o ritmo de produção das fábricas e as vendas do varejo provocou um aumento dos estoques em setores importantes, como carros, embalagens, materiais de construção e até alimentos na virada do semestre. Com encalhe crescente, houve indústrias que iniciaram o mês dando férias ou cortando hora extra. O comércio reduziu pedidos e optou por promoções nas quais na compra de um item, o segundo é de graça.

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Dados da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que, pelo segundo mês seguido, a fatia de empresas com estoques excessivos aumentou em junho e atingiu 5,3%. De 14 setores pesquisados, em 9 cresceu o porcentual de companhias que declararam ter estoques acima do normal na comparação com maio. A pesquisa já desconta o comportamento típico de cada mês. Quando se leva em conta junho de 2010, o período mais recente de estoques baixos, o volume de produtos indesejáveis cresceu em todos os setores pesquisados, exceto nos eletrônicos, observa o responsável técnico pela pesquisa, Jorge Ferreira Braga.

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Quase todos os segmentos de embalagens registraram em junho um aumento da parcela das empresas com estoques excessivos. Em junho, 52,5% dos fabricantes de embalagens metálicas e 15,9% das indústrias de material plástico para embalagens informaram que estavam com volumes excessivos de produtos.
Segundo Braga, o aumento dos estoques de embalagens é um termômetro importante de outros setores. Está relacionado com a redução da demanda interna por bens duráveis e não duráveis, em resposta ao aperto no crédito dado no fim de 2010 e aos aumentos sucessivos na taxa de juros desde janeiro. "A demanda diminuiu, mas a produção continuou no ritmo anterior. É claro que esse movimento acabaria provocando acúmulo de estoque", diz o economista.
Braga exemplifica o descompasso entre demanda e produção. Em maio, por exemplo, 38,5% das indústrias em geral planejavam aumentar a produção entre maio e julho. No mês seguinte, esse índice subiu para 38,6%. Já a parcela de empresas que consideravam a demanda forte em maio estava em 19,2% e recuou para 15,3% em junho.
"Todo mundo hoje está com estoque porque o crescimento do PIB vai ser menor", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Ricardo Roriz Coelho. Ele conta que os estoques do setor chegaram a 25 dias e o normal é 20. Esse acréscimo, segundo ele, ocorreu por causa da redução das encomendas das indústrias de alimentos, da construção civil e das montadoras de veículos.
Na semana passada, a Fiat deu férias coletivas para um turno dos trabalhadores da fábrica de Betim (MG). Segundo a FGV, 8,9% das montadoras tinham estoques excessivos em junho ante 0,5% em maio. Entre indústrias e concessionárias, há o equivalente a 33 dias de vendas de carros nos pátios, um volume muito próximo do considerado crítico para o setor, que é de 35 dias.
O encalhe de veículos fez revendas de três marcas concorrentes (GM, Nissan e Fiat) se unirem para desovar cerca de 2 mil carros. Três concessionárias decidiram fazer hoje e amanhã o primeiro feirão de rua, na Avenida Nazaré, no Ipiranga. "A expectativa é vender 400 carros", diz o diretor da Itororó, Gilberto Antonialli. Entre as vantagens oferecidas está o primeiro pagamento só para novembro, quando é a paga a 1.ª parcela do 13.º salário.

Fonte: Estadão


Jungheinrich Apresenta Sistema de Movimentação sem Operador

Nos últimos meses uma nova solução Jungheinrich - o "Auto Pallet Mover" - está sendo testada com sucesso em diversas operações. O lançamento oficial será na CeMAT Hannover 2011.
O "Auto Pallet Mover" (APM) é uma solução automatizada desenvolvida para se mover independentemente dentro de um armazém. A principal aplicação para esta solução inteligente é lidar com as rotinas de armazenamento - da chegada da mercadoria ao armazenamento nas estruturas de armazenagem. A matriz do grupo Jungheinrich irá realizar o lançamento mundial desta solução inovadora em uma coletiva na CeMAT Hannover 2011. O APM proporciona um grande aumento na produtividade.
O sistema do APM não assegura apenas um planejamento de rota adequado, mas também otimiza este fluxo. Diversos recursos de segurança do sistema garantem que as operações trabalhem livre de colisões e com segurança garantida em todos os ambientes. O APM pode ser operado como uma solução separada, com seu próprio sistema de gerenciamento, ou integrado ao sistema já existente.
Jungheinrich se destaca entre as empresas líderes em manuseio de equipamentos e soluções logísticas, oferecendo a seus clientes uma extensa linha de empilhadeiras, transpaleteiras, estruturas de armazenagem, locação e assistência técnica .

Fonte: Mundo da Logística

A Arte de Inventariar... e de Obter Resultados Diferenciados na Acuracidade dos Estoques

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda.

Não é, não foi e nunca será fácil inventariar estoques, sejam eles peças e componentes, matérias-primas e outros insumos produtivos ou produtos acabados. E mesmo a automação desse processo, com a utilização de soluções WMS (Warehouse Management System) e código de barras, poderá não produzir os resultados esperados.
Inventariar é antes de qualquer coisa, um processo, portanto compreende uma seqüência ordenada de atividades, prazos, responsabilidades e objetivos a serem alcançados. Sua empresa conta com um processo formal para a realização do inventário? Esse processo é de conhecimento de todos? O processo é respeitado?
A arte de inventariar envolve conceitos técnicos. A sua empresa tem total conhecimento das melhores práticas de inventário rotativo e geral? A equipe foi treinada nesses conceitos? Muitas empresas “herdam” uma forma de inventariar e nunca questionam os meios com os quais buscam uma melhor acuracidade.
Para se aproximar das melhores práticas mundiais, é importante contar com um processo disciplinado. O que acontece, por exemplo, dentro de uma sistemática de inventário cíclico ou rotativo, quando certo item deve ser contado em uma determinada data e isso não acontece? É gerada uma lista com pendências? Esse “atraso” será recuperado sem comprometer as demais contagens? E quando, no mesmo processo, um item deixa de ser “A” na curva ABC e passa a ser “B” alterando a sua freqüência de contagem para, por exemplo, de diário para semanal? Isso é atualizado rapidamente?
Além de ser um processo disciplinado, o inventário deve ser tratado como um processo de melhoria contínua. A cada não conformidade identificada, o que é feito? Simplesmente ajustamos as informações de endereço ou quantidade? Ou é aberto um PDCA (Plan-Do-Control-Action) ou um 5W2H (What-Why-When-Who-Where-How-How Much) para uma investigação detalhada do problema? Sua equipe foi treinada nas ferramentas da Qualidade Total?
E dentro da visão de melhoria contínua, a utilização de indicadores de desempenho é fundamental. Você sabia que existem pelo menos cinco medidas de performance para a avaliação da sua eficácia na busca pela acuracidade de estoques?
Inventariar depende de pessoas. As pessoas reagem de diferentes formas a um input, podendo produzir diferentes outputs. Está claro quem deve fazer o que e quais os resultados pretendidos? Existe feedback adequado? A liderança atua de forma positiva? A melhoria na acuracidade dos estoques deve ser entendida como uma tarefa de TODOS e não apenas de um gerente ou de um grupo de analistas de estoques. Deve envolver a área de logística e suas interfaces, que direta ou indiretamente colaboram para a melhoria do indicador, como Produção, Vendas, PCP, Qualidade Total, etc.
Bons indicadores dependem também da organização física e das condições de trabalho da área destinada à estocagem. Ambientes barulhentos, sujos e desorganizados, quente e mal iluminados afetam diretamente a acuracidade do estoque. Quanto maiores os problemas, maiores as dificuldades para inventariar.
Sem essas condições mínimas, de nada adiantará você possuir a melhor ferramenta (WMS) para a gestão de armazéns.
Antes de tecnologia, pense simples, pense em PROCESSOS. Mas não deixei também de pensar em PESSOAS. E recicle. Busque conhecimento!

Contribuição do amigo Valdenir Rodrigues dos Santos - Onix CD