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Professor da Esalq recebe prêmio por conjunto da obra voltado à logística

Reconhecimento valoriza o mérito da produção acadêmica de profissionais que contribuem para o desenvolvimento da cultura e das ciências no Brasil

O professor e doutor José Vicente Caixeta Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (Usp) localizada em Piracicaba (SP), foi o vencedor da categoria Vida e Obra na área Ciências Exatas e Tecnológicas da 61ª edição do Prêmio Fundação Bunge. Apesar de a cerimônia oficial da premiação acontecer somente no dia 23 de novembro, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o resultado foi revelado no mês de julho.
O prêmio, um dos mais importantes e respeitados da área acadêmica brasileira, busca valorizar e reconhecer o mérito dos profissionais que contribuem para o desenvolvimento da cultura e das ciências no Brasil. Caixeta é o primeiro premiado na área das Ciências Exatas e Tecnológicas ligado à logística. Os vencedores do prêmio em outras oportunidades foram reconhecidos por suas atividades no ramo das ciências agrárias.
José Vicente Caixeta Filho
Além de professor titular do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq, ele é coordenador do Esalq-Log, o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da instituição. Para a Esalq, o reconhecimento mostra a acertada decisão de acreditar no pioneirismo de Caixeta quando, há mais de 15 anos, incorporou os estudos e pesquisas em Transporte e Logística Agroindustrial aos cursos da instituição, fundando o grupo.
Anualmente, o reconhecimento premia seis áreas: Ciências Biológicas, Ecológicas e da Saúde; Ciências Exatas e Tecnológicas; Ciências Agrárias; Ciências Humanas e Sociais; Letras; e Artes. A área de Ciências Agrárias é fixa, sendo contemplada todos os anos, enquanto as demais seguem um sistema de rodízio.
Caixeta foi selecionado por suas pesquisas e produções ligadas ao tema Infraestrutura de Transportes. “A importância pessoal desse prêmio coincide com o reconhecimento da qualidade do trabalho em uma área bastante específica, por um grupo de profissionais extremamente qualificados, conduzidos pela Fundação Bunge”, disse. O professor ressaltou ainda o fato de ser premiado em uma área relativamente recente no escopo da instituição. “A Esalq, ao longo dos últimos tempos, tem diversificado suas áreas de atuação e, portanto, ser reconhecido na área de Infraestrutura de Transportes é relevante pela novidade”.


Maior navio boiadeiro do mundo, Ocean Shearer está no Brasil embarcando 22mil cabeças de gado

O maior navio boiadeiro do mundo! O Ocean Shearer tem 189m por 33m e capacidade para aproximadamente 22.500 cabeças de gado, sim, um curral com capacidade pra mais de 22 mil animais e ainda flutuante!  Ele está atracado neste momento em São Sebastião/SP fazendo o carregamento de animais e ração! Com capacidade total de 33.000 toneladas!
O gado é da multinacional australiana Wellard que está realizando seu primeiro embarque de gado vivo pelo Porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Segundo a Scot Consultoria, o perfil dos bovinos dessa primeira operação é de animais novos, de até 300 quilos, produtos de cruzamento industrial, além de anelorados e das raças Angus, Bradford, Hereford e outras europeias. A área de prospecção abrange os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, afirma a consultoria. Os embarques devem ser feitos em dois navios da empresa, construídos especialmente para a atividade de transporte de carga viva, sendo um com capacidade para 22 mil cabeças e o outro, para 7,5 mil.


Fonte: Compre Rural

Setor não sabe quantificar perdas no transporte em Mato Grosso






O Brasil perde em média R$ 10 bilhões em grãos pelas rodovias, mas não se sabe quanto Mato Grosso, o maior produtor de grãos do País, perde na BR-163, principal rodovia do Estado para escoamento da safra.
Em dados divulgados em 2013, o Estado perdeu 14 milhões de toneladas de grãos que poderiam abastecer 488 caminhões. Mas essas perdas não acontecem apenas nas rodovias. Elas acontecem no campo, na colheita, no trajeto até os armazéns e dentro deles. Todos esses dados, que deveriam ser disponibilizados e atualizados, não existem.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa) e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) ainda não disponibilizam essas informações.
De acordo com o professor doutor Carlos Canapelle, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a perda de grãos no transporte rodoviário no Estado deve ficar em torno de 0,5%. “Essa estimativa se dá porque existe a chamada Tolerância de Balança que é de 27 kg por caminhão. Esse percentual estimado é mensurado na pesagem no início da viagem e ao final dela. Se der uma diferença de 27 kg não é considerado perda, mas se ficar acima desse valor considera-se perda”, segundo explica o professor.
Pesquisa realizada numa parceria entre a UFMT e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em 2015 sobre a perda de grãos na colheita mostra que de 16 máquinas analisadas, a maioria nova, 69% foram avaliadas como apresentando um nível aceitável de perda, de até 60 kg por hectares (valor aceitável). Mas, a perda total da região Médio-Norte ficou acima de 70 kg por hectare, devido às máquinas velhas e em estados de conservação inadequados para a colheita. Os dados foram recolhidos na safra de 2012/2013 em 12 fazendas de sete municípios mato-grossense.
Maquinários velhos, condições precárias nas estradas, carregamento inadequado e acima do permitido, falta de conservação dos pneus e falta de capacitação adequada aos caminhoneiros são problemas que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acarretam as perdas nas rodovias.

Conab e UFMT realizam pesquisa
A Conab, demandada pelos órgãos de controle, em parceria com Universidades e Instituições de Pesquisa nacional, iniciou em 2015 um estudo para saber quanto o Brasil perde especificamente durante o armazenamento dos grãos de milho, arroz e trigo e quantos desses grãos perdemos nas estradas.
A partir de então a Conab junto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CPNq), começaram uma pesquisa quantitativa sobre as perdas em estradas de três Estados: Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.
O estudo realizado irá mensurar a perda dos principais produtos trabalhados pela Conab. Em Mato Grosso, a UFMT fará a pesquisa de quantos grãos de milho são perdidos pela BR-163 que liga Mato Grosso ao Pará. A escolha do grão, segundo explicou a Superintendente de Armazenagem da Conab em Brasília, Deise Menezes, é pela “maior movimentação nas rodovias realizada pela Conab”.
A pesquisa deve ser concluída até 2017. Além de mensurar as perdas, a UFMT também terá que apresentar metodologias para minimizar os problemas como explicou Menezes. “Acontece que o estado das estradas é um fator preponderante para as perdas, mas há também o tipo de transporte e pontos críticos como curvas e lombadas. Tudo isso será identificado. Assim serão apontados os principais fatores que causam essas perdas e a proposta para minimiza-las”, contou a superintendente.

Levantamento será feito em 4 estágios
O professor Carlos Canapelle é o coordenador da pesquisa realizada pela UFMT. A equipe é composta por estudantes de graduação, mestrado e doutorado e levanta dados da perda do milho divididos em quatro estágios: avaliação do peso no início e no final do processo; aplicação de questionário aos motoristas de caminhões; envelopamento das carrocerias dos caminhões que transportam o grão e realização do percurso por onde passam as cargas.
“Nós não estamos conseguindo ainda um índice de perda, porque na realidade o que nós precisamos buscar, junto do projeto, é a estimativa de perda e Mato Grosso perde muito produto”, contou Canapelle. Até agora, a UFMT já entregou um relatório semestral para a Conab e se prepara para encaminhar o segundo. Os dados, porém, ainda não foram divulgados, nem adiantados.

Pesquisa vai ajudar a minimizar as perdas
Deise Menezes, superintendente de armazenagem da Conab, afirma que a pesquisa vai ser importante para minimizar as perdas. “Nós temos transportes rodoviários de forma inadequada que dificulta o desenvolvimento do agronegócio. Temos, também, históricos de prejuízos para os produtores rurais e órgãos públicos com perda de grãos em função dessa deficiência no sistema de transporte”, informou.
Com o diagnóstico dos impactos causados pela perda de grãos, o mercado financeiro será o maior impactado positivamente, afirma Menezes. “O retorno financeiro irá beneficiar tanto os produtores quanto o governo. Além disso, temos a possibilidade de crescimento e desenvolvimento do agronegócio nacional”, finalizou.

Fonte: Log Web

Sapec Agro investe em sistema da Ramada Storax

 
 A Sapec Agro, cliente de longa data da Ramada Storax na Península Ibérica, investiu num sistema drive-in e drive-through daquela empresa.
“Esta solução SP Racking foi instalada numa tenda industrial com cerca de 2.400m2, que permitirá ao nosso cliente um armazenamento de cerca de 4.000 paletes de produtos químicos”, avança a Ramada Storax, justificando que “este tipo de construção pouco habitual (tenda) serviu bem este projeto de armazenagem”.
A conjugação de dois sistemas de armazenagem de alta densidade – o drive-in e o drive-through, “garantiram a utilização máxima do volume disponível, com a redução de corredores para empilhadores”. Este é um sistema “particularmente indicado quando o espaço é muito limitado e quando os produtos possuem pouca variedade (baixo número de referências)” e assume-se como “uma boa solução para acumulação, a baixo custo, garantindo o máximo aproveitamento com eficiência e segurança”.
Recorde-se que a Sapec Agro possui instalações Ramada em Portugal e Espanha e tem mais de 17.000 paletes em drive e powerack Ramada Storax. A Ramada acaba também de lançar uma nova versão de software para os shuttles Ranger, onde além das funções anteriores, permite agora o mapeamento de túneis palete a palete.
“O WMS (sistema de gestão de armazém) vendido com a nova versão Ranger permite a leitura por código de barras da palete e a sua alocação automática por túnel”. Com esta versão “será possível utilizar o mapeamento a 100% de todas as paletes e de forma individual, podendo este software trabalhar de forma autônoma e satisfazer, por completo, as necessidades de mapeamento de armazém”.
Esta versão utiliza a rede wi-fi do cliente ou poderá ser instalada de raiz pela Ramada, “permitindo a sua instalação em servidores locais ou em servidor a fornecer pela Ramada Storax e assessorados por leitores de código de barras (PDT com Windows mobile)”.



Arco Norte é aposta logística do agronegócio brasileiro

Principal aposta logística do agronegócio brasileiro para a próxima década, o chamado Arco Norte – região que compreende os estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e segue até o Maranhão – foi tema do fórum de debates realizado no município de Santarém, no Estado do Pará, no dia 24 de junho último. Promovido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes), o evento
contou com a participação do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.
O encontro teve como objetivo ouvir os principais atores públicos e privados, além de aprofundar os debates e colher sugestões para o estudo que abrange a viabilidade dos projetos, que já estão em andamento, e irão conectar por rodovias, ferrovias e hidrovias a produção do Centro-Oeste aos portos do Norte.
Durante o evento, Quintella destacou a importância de viabilizar de forma efetiva o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte. “Hoje, 80% do escoamento ainda são feitos pelas regiões sul e sudeste. Precisamos equilibrar esta distribuição de riqueza, passando a utilizar o corredor norte como saída prioritária da produção, aproximando o nosso mercado ao mercado asiático”, ressaltou o ministro.
A proposta de estudos logísticos voltados para o Arco Norte foi levada pelo presidente do Cedes, deputado Lúcio Vale (PR/PA), como sugestão ao Poder Executivo, para que sejam agilizadas as ações governamentais em direção ao incremento do corredor norte para o escoamento de produção.
O ministro Quintella também destacou que “a abertura da logística de transporte do Arco Norte amplia o potencial de escoamento e a competitividade da produção nacional e possibilita ao produtor menores custos em transporte, além de potencializar o crescimento e o desenvolvimento econômico da região centro-norte”.

Intermodalidade

Para a viabilização dos projetos ligados ao Arco Norte, o ministro Quintella, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, também presente no debate, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Valter Casimiro, assinaram uma ordem de serviço para início dos estudos de viabilidade para obras das rodovias BR-210 e BR-163.
De acordo com Casimiro, a União está trabalhando para concretizar os projetos que irão conectar, por meio de rodovias, ferrovias e hidrovias, a produção do Centro-Oeste aos portos do Norte. “O governo federal vai priorizar a área de infraestrutura. Com isso, poderemos tocar importantes obras como a BR 163/MT, a BR 230/MA e BR 319, além da Ferrovia Norte-Sul e da hidrovia do Rio Tocantins. Todas essas obras vão dar continuidade ao padrão de investimentos do Arco Norte e contribuirão para integrar a Região Norte ao restante do País”, ressaltou Casimiro.
Participaram do evento ainda o secretário de Gestão dos Programas de Transportes, Luciano Castro, e o secretário de Políticas Portuárias da Secretaria de Portos, Luiz Fernando Garcia.

Fonte: PortoGente

Porto de São Francisco do Sul bate recorde de movimentação de cargas

Com mais de 13,3 milhões de toneladas movimentadas, Porto mantém crescimento e alcança o melhor resultado desde o início das operações [...]

O Porto de São Francisco do Sul bateu novo recorde histórico em 2014 ao registrar 13.301.540 toneladas movimentadas, volume 2% superior ao recorde anterior, registrado em 2013. A alta foi impulsionada pela exportação de soja, que ultrapassou a marca de 4,7 milhões de toneladas, e pela importação de fertilizantes, que movimentou 1,8 milhão de toneladas entre janeiro e dezembro de 2014.
Historicamente, o Porto de São Francisco do Sul destaca-se pela movimentação de granéis sólidos, movimentando uma quantidade importante de commodities. Nos últimos anos, assim como nos demais portos de todo o mundo, vê crescer a participação de cargas gerais, como a exportação de estruturas de aço e madeira e a importação de fios de aço.

Para o presidente do Porto, Paulo Corsi, o contínuo crescimento da movimentação reforça a condição de segundo principal movimentador de carga não conteinerizada do país e é reflexo dos investimentos na modernização do empreendimento. “Batemos recorde histórico em 2013 e em 2014. Continuamos investindo no Porto e, em 2014, inauguramos um novo berço. Hoje, 10% da soja exportada pelo Brasil passa por aqui”, destaca.
Em 2014, as cargas destinadas a outros países somaram 7.852.277 toneladas e, no fluxo contrário, desembarcaram 5.449.263 toneladas. Além de fertilizante, também figuram entre as principais importações soda e chapas de aço. Nas cargas destinadas a outros países o destaque são os embarques de soja, milho, madeira, motores, ferro e aço. Entre os principais destinos estão a Ásia, Estados Unidos, África, Europa, Oriente Médio e Mercosul.

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Só em 2017 obras de logística devem refletir no agronegócio

Os transportes ferroviário, hidroviário e rodoviário passarão por melhorias no próximo ano, mas ainda não haverá redução de frete ao produtor. Meta é expandir o escoamento pela região Norte.
O setor agrícola reconhece as melhorias que estão em andamento em algumas das principais vias de escoamento de grãos cultivados, em sua maioria, no Centro-Oeste. Uma série de projetos e investimentos pulverizados visa à redução de frete ao agricultor, porém, esse resultado não deve vir em 2015. A previsão é que os reflexos aconteçam, de fato, e baixem os custos de produção, em 2017.
A avaliação é do diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, organização presidida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Ele explica que a diminuição nos valores de frete deve vir por meio de expansão do escoamento pelo Norte e é para esse sentido que estão voltados os trabalhos de logística no agronegócio.
“Temos um mercado com sinalizações baixistas, custos de produção altos e a infraestrutura logística dificulta o transporte. Esse é um item muito importante e continua sendo um entrave para o setor. Para 2015, diversas medidas não podem ser deixadas de lado, como mais agilidade nos portos”, acrescenta o diretor técnico da Aprosoja-MT, Luiz Nery Ribas.
Além disso, vale ressaltar o avanço nas culturas de grãos do complexo regional Matopiba, que compreende o Sul do Maranhão, o Leste do Tocantins, o Sudoeste do Piauí e o extremo Oeste da Bahia. Apesar de o Centro-Oeste ainda ser o maior produtor dessas commodities, um estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA), com informações consolidadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que os Estados do Matopiba foram os que mais cresceram em áreas agriculturáveis, entre os anos de 2009 e 2014. O cultivo de soja, por exemplo, saltou 112% em área e 108% em produção no Tocantins, enquanto o Mato Grosso variou 47% nos dois segmentos avaliados. Esses resultados também colaboraram para o desenvolvimento em portos do Norte, como os localizados nos municípios paraenses, Barcarena e Santarém.
Para 2015No transporte rodoviário, Ferreira destaca a continuidade nas obras da BR-242, o início na BR-158 e a conclusão na duplicação da BR-163. “Na 158, existe o contorno de uma reserva ambiental que precisa começar no ano que vem.” A rodovia BR-163 atravessa o Médio-Norte, principal região produtora do Centro-Oeste, e permitirá que a colheita siga para o Pará e, depois, para os portos do Norte e Nordeste.
“No ferroviário, deve acontecer a licitação da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) já no primeiro semestre e, no segundo, a que corresponde ao trecho Açailândia-Vila do Conde. Também teremos o início da adequação de capacidade da Ferronorte, que hoje transporta 14 milhões de toneladas de Rondonópolis para Santos e passará a levar 25 milhões de toneladas, com obras principalmente em São Paulo”, comenta o diretor do Pró-Logística.
Em relação aos portos, estima-se que as licitações no Vila do Conde, em Barcarena, e Santarém devam acontecer em meados de abril, visto que dependem apenas da liberação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Ferreira, também é esperada uma licença ambiental para o complexo portuário de Miritituba.
Atualmente, estão sendo realizados Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) em rios como o Tietê, São Francisco, Bacia do Mercosul e Parnaíba, o que permitirá projetos que viabilizem a navegação. “Esperamos a conclusão dessas análises e os projetos prometidos para esses complexos hidroviários, além da retomada no transporte da hidrovia Tietê-Paraná.”
BalançoFerreira reconhece que, em 2014, foram feitas algumas evoluções no transporte, entre elas o avanço na pavimentação da BR-163 e o início de sua duplicação. Um concessionário assumiu a divisa de Mato Grosso do Sul a Rondonópolis, no Mato Grosso, gerando melhoria no tráfego até o município de Sinop. “Esse trecho é o que melhorará o fluxo do escoamento da safra deste ano”, ressalta Edeon.
Na BR-158, houve a pavimentação em torno de Vila Rica, além da recuperação da BR-155. Na parte ferroviária, foi feito o início da duplicação no trecho de Campinas a Santos, além da resolução dos projetos da Fico, para que ficasse pronta para a licitação.
“Na navegação portuária, está em operação a estação de transbordo de carga em Miritituba, ainda existem duas em construção, e em Vila do Conde são mais dois terminais em funcionamento”, completa Edeon.

Fonte: DCI

MT - É necessário destravar a logística! Mas como?

O crescimento vertiginoso da produção agrícola mato-grossense na última década tornou visível o quanto a logística mato-grossense é deficiente, tendo ficado parada no tempo, sem investimentos adequados por décadas. Apesar de ter avançado da porteira para dentro, se tornando o maior produtor nacional de grãos, Mato Grosso alcançou a pecha de pior logística do Brasil, encarecendo o custo de produção e tirando a competividade dos produtores.
Faltam armazéns, rodovias secundárias em bom estado de conservação/trafegabilidade e rodovias-tronco devidamente asfaltadas em todas as regiões do Estado. E o principal: promover a integração dessas rodovias principais para diferentes opções de ferrovias em cada região. Hoje a única opção ferroviária para escoamento da nossa produção é pela Ferrovia Vicente Vuolo, que chega até Rondonópolis, seguindo rumo à região Sudeste do Brasil. Algum projeto de escoamento por hidrovia está mais atrasado ainda.
É nessa realidade que destacamos a necessidade de valorização dos projetos de multimodais (envolvendo os transportes rodoviário, hidroviário e ferroviário) em Mato Grosso. Vale informar que os principais projetos nesta área, para promover o escoamento da produção mato-grossense, estão traçados, existem no papel. No campo rodoviário, temos a necessidade da viabilização das BRs 242 e 158 e da refederalização da antiga BR-080, bem como pavimentação de rodovias estaduais estratégicas para o escoamento da produção.
No campo ferroviário, citamos os projetos das ferrovias Sapezal – Porto Velho, Sinop – Miritituba e Lucas do Rio Verde – Campinorte (Ferrovia da Integração do Centro-Oeste), além do projeto de expansão da Ferronorte até Cuiabá. Na área de hidrovias, temos a necessidade de viabilizar a navegação pelos rios Teles Pires – Tapajós e pelo Araguaia – Tocantins.
Com a definição dos projetos prioritários, a campanha atual para eleições para Presidente da República, Senador, Governador, Deputados Federais e Deputados Estaduais é o momento ideal e decisivo para que a sociedade mato-grossense possa cobrar dos seus representantes o firmamento de um compromisso em prol desta área, visando destravar a logística do nosso Estado nos próximos anos.
Diante da nossa realidade atual, a busca da solução dos nossos gargalos logísticos deve ser um anseio não apenas da sociedade organizada, mas deve ser uma meta e uma luta constante da bancada mato-grossense e cabe aos eleitores de Mato Grosso sabe escolher bem aqueles que podem defender essa bandeira no Congresso Nacional. Caso contrário, não teremos avanços!

Fonte: A Tribuna

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ALL e Rumo selam fusão e encerram litígio bilionário

09/05/14 - O futuro da maior ferrovia do país, a ALL, foi decidido numa típica assembleia de acionistas brasileira. Um evento protocolar, na sede da empresa em Curitiba e que durou apenas sete minutos, aprovou a incorporação pela Rumo, para fusão dos negócios, com a presença de 75% do capital e o aval de 67%. Assim, desde ontem, ainda que sem a maioria absoluta das ações, a principal malha ferroviária do país está nas mãos do empresário Rubens Ometto, dono da Cosan, que terá maioria no conselho de administração da empresa.

O resultado desta combinação é que a ALL retoma sua capacidade de investimento e expansão. Embora a consumação da fusão dependa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), já há um plano sendo desenhado, com previsão de investimento de R$ 5 bilhões para ampliação de capacidade de transporte, dentro dos próximos cinco a oito anos. Esse valor pode alcançar R$ 8 bilhões, a depender de uma potencial extensão dos prazos de concessão da ferrovia. Os detalhes exatos ainda não foram fechados.

Sem dar detalhes, Ometto disse ao Valor que a Rumo está concluindo um projeto de expansão ferroviária que vai "mudar o paradigma logístico do agronegócio no país" e que o sucesso da fusão é fruto de um "trabalho árduo".

Atualmente, a capacidade da malha é de 17 milhões toneladas anuais (na chamada bitola larga). Com o fim da duplicação do trecho Campinas-Santos, deve alcançar 35 milhões e, com os novos investimentos, o almejado é chegar a 70 milhões no longo prazo.

À frente dessa nova ALL, permanece Alexandre Santoro, que ocupa o cargo desde junho de 2013.

A combinação dos negócios foi apadrinhada por Beto Sicupira, do trio criador da AmBev (com Marcel Telles e Jorge Paulo Lemann), e um dos fundadores e ex-sócio da GP Investimentos - principal acionista da ALL até 2009, quando vendeu sua fatia à gestora BRZ.

Foi Sicupira quem triangulou a retomada do diálogo entre Ometto e Wilson De Lara, do bloco controlador da ALL. A ideia era que buscassem uma solução negocial para a disputa bilionária em torno de um contrato de transporte de açúcar firmado em 2009. Ricardo Arduini, também controlador da ferrovia, ajudou no restabelecimento das conversas.

A briga começou em outubro do ano passado, logo depois que uma desgastante negociação de 18 meses para que Ometto entrasse no bloco de comando da ALL, comprando ações, terminou frustrada. As conversas não tiveram um final feliz, mas permaneceu nestes três empresários o desejo de uma associação. Mesmo naquela primeira conversa já se vislumbrava a fusão.

Rapidamente a disputa em torno do contrato se tornou belicosa e foi parar na Justiça e instalada uma arbitragem. A briga tinha potencial de destruir valor para ambas as companhias. Em novembro, Pércio de Souza, dono da butique de negócios Estáter, foi contratado pela ALL para buscar uma solução.

Pouco mais de um mês após a contratação da Estáter, ambos os lados se deram conta de que mesmo uma solução pacífica e negociada em torno do contrato poderia prejudicar a avaliação tanto de Rumo como de ALL. Além de ser muito difícil, dada a complexidade do acordo. O caminho seria buscar um consenso para a fusão, a despeito do clima de desconfiança entre os acionistas, por conta da infrutífera negociação anterior.

Nascia, então, o que passou a ser chamado de "Projeto Atlas". O nome - batizado dentro da Estáter - foi inspirado no livro "A Revolta de Atlas", da filósofa e escritora americana de origem russa Ayn Rand, cuja trama se desenrola em torno da companhia de ferrovias Taggart Transcontinental.

Poucos dias antes do Natal, o grupo de acionistas do bloco controlador da ALL - liderado por De Lara e Ricardo Arduini, mas que conta ainda com o BNDES, Previ, Funcef e BRZ - acordava que se buscasse uma fusão com a Rumo.

O desenho principal foi definido próximo às festas de fim de ano, quando todos estavam de férias, numa quantidade sem fim de telefonemas e e-mails transcontinentais. Ometto estava em Nova York (EUA). De Lara, em Angra dos Reis (RJ), e Souza, na Austrália. Marcos Lutz, presidente da Cosan, estava em Miami (EUA), e Santoro, dividiu-se entre Curitiba e uma tentativa de férias no Caribe.

No começo, havia uma disparidade nos desejos de cada um dos lados. Os acionistas da ALL aceitavam que a Rumo representasse 36% da nova empresa combinada, mas ela viria com R$ 1 bilhão em dinheiro novo, que seria aportado por fundos de investimentos.

Já a Cosan e os minoritários da Rumo, a gestora de recursos Gávea e o fundo Texas Pacific Group (TPG), acreditavam que a empresa de logística deveria ficar com 45% a 50% da soma dos negócios.

Entre o começo de janeiro e o dia 24 de fevereiro, quando foi oficialmente lançada a proposta pela Cosan (aprovada ontem na assembleia de ALL), houve de tudo. Caíram fora das conversas o dinheiro novo na Rumo e também uma diligência completa na ALL. Então, os percentuais desejados começaram a se aproximar.

O modelo final ficou estabelecido numa proposta vinculante (da qual não se pode desistir) e porteira fechada (sem ajustes futuros em casos de contingências, mesmo sem a diligência), em que os acionistas da Rumo ficam com 36,5% do negócio e os da ALL, controladores e minoritários, com 63,5%.

Esta foi a forma encontrada para acabar com o ceticismo dos acionistas da ALL de que Ometto poderia sair da mesa - como ocorreu na negociação anterior - e ainda agilizar a aceitação do heterogêneo grupo controlador da companhia de ferrovias. Assim como a execução da assembleia antes do Cade foi a saída usada para se evitar o risco do que houve no caso da fusão das empresas educacionais Kroton e Anhanguera.

A solução para o contrato de 2009 foi o combustível essencial para a fusão. Foi essa parceria, firmada pela gestão anterior da ALL, que terminou por levar a empresa ao seu destino final, debaixo do Grupo Cosan.

A companhia de Ometto terá pouco menos de 27,5% da companhia final, mas nove de 17 membros do conselho de administração. Haverá um novo acordo de acionistas, em que será acompanhada do BNDES (apesar de menos influente, é investidor com maior fatia na ALL), Gávea e TPG. Juntos, somarão 44% da nova ALL.

O valor que o contrato teve dentro da negociação é mantido a sete-chaves pelos envolvidos. Mas o Valor apurou que ele representou, pelo menos, metade da avaliação da Rumo, de R$ 4 bilhões, dentro da transação - ou seja, ao menos R$ 2 bilhões. A ALL foi avaliada em cerca de R$ 7 bilhões.

Em 2009, o contrato parecia bom para ambas as partes. Mas hoje, cinco anos depois, o que se diz - também dos dois lados - é que a parceria era ótima para a Rumo, pois foi o que tornou a companhia viável e a razão principal do aporte de R$ 400 milhões por Gávea e TPG, em 2010. Para a ALL, se tudo tivesse saído como planejado, seria apenas ´bom´.

Na época, contudo, foi a melhor forma que a empresa encontrou de conseguir R$ 1 bilhão para investir em aumento de capacidade - malha, vagões e locomotivas. Essa era a contrapartida da Rumo para o compromisso de a ALL transportar, em volumes crescentes, o que hoje estaria em 9 milhões de toneladas. A realidade é que, por não ter conseguido duplicar todo trecho até o Porto de Santos no prazo previsto, hoje apenas dois milhões de toneladas de açúcar passam pela ferrovia.

O problema é que esse contrato contém, além de uma remuneração atrativa para a Rumo, na forma de uma taxa por tonelada transportada, multas pesadas em caso de descumprimento pela ALL. E essas penalidades começaram a ser cobradas na ponta do lápis após o fim das primeiras negociações entre Ometto e ALL em 2013. Não havia, no contrato, a simples previsão de que a capacidade solicitada pela Rumo só seria atendida após a conclusão das obras necessárias.

Com a fusão, entre ganho de eficiência com a substituição do transporte de açúcar por commodities com fretes maiores e o fim das perdas e gastos com o contrato, a nova ALL terá potencial de gerar dez vezes mais caixa do que a atual - podendo passar para R$ 500 milhões anuais de fluxo de caixa operacional.

Essa nova realidade é o que deve permitir que a companhia possa se financiar buscando novas dívidas, inclusive no BNDES. Ao fim de março, a dívida líquida da ALL estava em R$ 4,6 bilhões, equivalente a 2,3 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) dos últimos 12 meses. Com a incorporação, o indicador deve cair para cerca de 1,6 vez.

No caso de ser necessária uma capitalização, além das condições do negócio estarem mais atrativas para um eventual acesso ao mercado, o fundo canadense Canada Pension Plan (CPP) ainda tem interesse no negócio. A fundação mantém negociação há cerca de dois anos para entrar na Rumo e estaria interessada até na comprar da fatia do Gávea. As conversas foram paralisadas, aguardando a fusão.

Fonte: Valor Econômico via UDOP

Navio gigante da Vale aporta pela 1ª vez em centro de distribuição na Malásia

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, informou nesta segunda-feira que um de seus mega navios aportou pela primeira vez no terminal marítimo e centro de distribuição Teluk Rubiah, na Malásia, um fato marcante para a estratégia da mineradora de redução de custos.
 A chegada do navio Berge Everest, da classe Valemax --o maior navio mineraleiro do mundo, com capacidade para 400 mil toneladas--, ao terminal "representa um marco importante para a empresa, que prevê iniciar as operações do centro de distribuição no segundo semestre de 2014", disse a Vale.
Em sua viagem inaugural para a Malásia, o navio foi carregado com 382,5 mil toneladas de minério de ferro, que serão armazenados no centro de distribuição para futuros embarques comerciais.
Com um investimento total de 1,37 bilhão de dólares, o centro de distribuição Teluk Rubiah faz parte da estratégia de negócios da Vale de atender melhor os clientes da Ásia, o principal destino do minério de ferro da companhia, e de reduzir custos logísticos, que respondem por quase 80 por cento das despesas no segmento.
"Entendemos que o preço do minério tende a ter volatilidade grande e precisamos ter custo baixo para ser rentável mesmo em períodos em que o preço se reduz... Falar em redução de custo, em controle de custos na atividade, é falar em custos logísticos", disse diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, em mensagem de vídeo divulgada à imprensa.
Martins lembrou que o Brasil está distante dos mercados de minério da Ásia, enquanto os principais concorrentes da Vale, na Austrália, estão mais próximos e têm menores custos logísticos.
Enquanto a distância média da mina da Vale até o porto, considerando todos os sistemas, é de 700 km, a dos concorrentes não chega a 400 km. Além dessa vantagem, os competidores da companhia brasileira estão a cerca de dez dias de viagem marítima até a Ásia, contra pelo menos 40 dias no caso do Brasil.
"Então, a estratégia da Vale busca reduzir essa vantagem competitiva, principalmente com escala, não somente na mina, mas também com escala de navios, quanto maiores os navios, menores serão os custos operacionais", disse o executivo.
As instalações no centro de distribuição são compostas de um porto de águas profundas e um pátio de estocagem, onde diferentes tipos de minério de ferro podem ser misturados e customizados de acordo com as necessidades das siderúrgicas.

Quando concluída, a primeira fase do centro de distribuição da Malásia terá uma capacidade de 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, disse a Vale --o volume representa um bom mês de todas as exportações mensais do Brasil.
"Distância é tempo... então estamos levando o nosso minério mais para próximo do cliente, para isso precisamos do centro de distribuição como este que estamos inaugurando na Malásia. E precisamos de uma frota de navios, que funciona como um estoque flutuante. Basicamente, esta é a estratégia da Vale, é muito simples", disse.
A propósito da frota de navios gigantes, a Vale observou que, até fevereiro de 2014, os Valemax realizaram 170 operações de descarga em dez diferentes portos ao redor do mundo, além das duas estações de transferência de minério nas Filipinas.
A Vale já exportou cerca de 56 milhões de toneladas de minério de ferro por meio desses navios. Atualmente, 30 navios Valemax (próprios e afretados) estão em operação.

Fonte: Reuters 


Dois terços dos acidentes no transporte rodoviário de cargas estão relacionados a falhas humanas

A corretora MDS Consultores de Seguros e Riscos divulgou um estudo acerca dos acidentes envolvendo transporte de cargas, e constatou que 67% dos eventos estão relacionados de alguma maneira a falhas humanas e de processos.
Segundo a empresa, para se chegar a essa conclusão, foi utilizado como parâmetro um universo de 1550 sinistros ocorridos entre novembro de 2012 e outubro de 2013. A MDS considerou incidentes em operações logísticas que tiveram acidentes durante trajeto, operação de carga e descarga, transbordo e permanência em entrepostos.
Dentre os casos que abrangem os 67% citados anteriormente, cerca de 56% dos prejuízos foram originados por conta de tombamento, capotagem e colisão devido a fatores como a velocidade incompatível com o trecho somada à fadiga do motorista, desrespeito às leis de trânsito ou às normas de segurança, distração, imperícia na manobra, falta de qualificação profissional, defeito mecânico e uso de medicamentos.
caminhao-rs-setcergVictor Garibaldi, diretor da corretora MDS e responsável pelo estudo, afirma que o restante do percentual (que abrange 33% dos incidentes) ocorre por haver problemas no manuseio e acondicionamento de cargas, com sinistros muitas vezes procedentes de desrespeito à simbologia impressa nas embalagens, falta de habilidade técnica na movimentação e armazenagem dos volumes, ou até mesmo utilização de equipamentos inadequados e desqualificação do profissional responsável.
Para amenizar o índice, empresas especialistas no segmento têm procurado aplicar novas metodologias às operações, como explica Garibaldi sobre um caso de uma companhia de equipamentos de alto valor agregado, relacionados à infraestrutura no segmento de energia, cujo transporte é realizado em veículos especiais.
“Foram implementadas medidas de prevenção de perdas como, por exemplo, a inclusão de batedores à frente do veículo que transporta a carga, para possibilitar o controle do trajeto, parametrização da velocidade de deslocamento aferida pelo sistema de rastreamento do caminhão, distâncias seguras dos demais veículos na via, -, desenvolvimento de um plano de rotas mais seguro e com menos limitações e exposições, além de um sistema de premiação que beneficia o motorista proporcionalmente ao sucesso do transporte sem danos à mercadoria, o que refletiu em uma redução de 80% nos prejuízos decorrentes de acidentes”, finaliza.
Apesar do alto índice de acidentes que envolverem falha humana, é importante destacar que a precária condição da infraestrutura do modal rodoviário no Brasil permanece sendo o fator crucial para que o número de acidentes permaneça alto e cresça cada vez mais.
Pesquisa mais recente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), divulgada no final de 2013, mostrou que 63,8% dos 96.714 quilômetros de rodovias avaliadas apresentam alguma deficiência, seja no pavimento, na sinalização ou na geometria da via.
O mesmo índice havia sido de 62,7% na pesquisa de 2012, o que significa piora no risco que o modal proporciona.

Fonte: Transporta Brasil

Falta de planejamento


Por Milton Lourenço | @comexblog

Depois de tomar uma série de medidas que resultaram inócuas para acabar com os congestionamentos que tumultuam a vida dos moradores e causam incalculáveis prejuízos às empresas, o governo federal, em mais um exemplo de insensibilidade, continua a insistir em manter o embarque de grãos na área da Ponta da Praia, no porto de Santos.
Se trabalhasse com planejamento, a Secretaria Especial de Portos (SEP), muito antes da promulgação da nova Lei dos Portos (12.815/13), já teria concluído que a melhor opção para o embarque de granéis no porto de Santos seria o deslocamento dos terminais para a área continental do município, que dispõe de 241 quilômetros quadrados para receber essa e outras atividades portuárias, sem causar problemas aos moradores da zona urbana.
AgronegócioExportaçãoSojaParanaguáExportaçãoNavioEmbarquePorão2Já que nada fez durante esse período de discussão, a SEP agora alega que seria necessário muito tempo para a implantação dos terminais na área continental, insistindo em manter as licitações, que estão previstas para abril de 2014. Se a SEP levar a ferro e fogo essa medida, inclusive com o apoio do Supremo Tribunal Federal (STF), fatalmente, a vida naquelas imediações da Ponta da Praia vai se tornar um inferno, tais os danos ao meio ambiente e os problemas viários que irá acarretar.
Até porque ninguém acredita que o governo tenha meios para fazer cumprir a legislação que obriga as atuais e futuras instalações a evitar a emissão de partículas. Essa incapacidade do governo de fazer cumprir suas determinações ficou clara recentemente em sua tentativa de disciplinar o tráfego de caminhões em direção ao porto de Santos.
Insensíveis – provavelmente, porque isolados no Planalto Central –, os ministros do STF concederam liminar que suspende lei municipal que proíbe a movimentação de grãos na Ponta da Praia, num flagrante desrespeito à população da cidade de Santos. Agora, esgotadas todas as instâncias de diálogo institucional, só resta à Prefeitura local recorrer à esfera jurídica para tentar reverter essa situação, o que significa mais perda de tempo.
Esse problema também mostra que estavam cobertos de razão os setores que defenderam em outros tempos a estadualização da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e maior autonomia para o Conselho de Autoridade Portuária (CAP), com predomínio da comunidade local sobre os destinos do porto de Santos, a exemplo do que ocorre nos mais eficientes complexos portuários da Europa. A intensificação da federalização do porto de Santos, como resultado da nova Lei dos Portos, tem se mostrado contraproducente. Só falta a Codesp voltar a funcionar como moeda de troca no jogo político-partidário, como aconteceu por largos anos.

Fonte: ComexBlog

Hidrovia Tietê-Paraná recebe novas cargas

A Hidrovia Tietê-Paraná, utilizada essencialmente para o escoamento da produção agrícola dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Tocantins e Minas Gerais, começou a transportar, no primeiro semestre de 2013, dois novos tipos de carga.
De janeiro a junho deste ano, foram movimentadas pela hidrovia 210 mil t de madeira e 54 mil t de celulose. A carga de madeira tem origem na cidade de Anhembi (SP) e é destinada a Três Lagoas (MS). Já a celulose sai do terminal de Três Lagoas, onde é processada, para desembarque em Pederneiras (SP).
De acordo com Casemiro Tércio Carvalho, diretor do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, administradora da hidrovia no trecho paulista, a utilização da Tietê-Paraná traz benefícios importantes não só aos produtores e empresários, mas também à população. “A hidrovia retira os caminhões das estradas. É um meio de transporte mais seguro, econômico e que respeita o meio ambiente por emitir menos gases poluentes”, explica.
Nos seis primeiros meses de 2013 a Hidrovia Tietê-Paraná transportou 2,4 milhões de t de cargas. Entre os principais produtos estão soja, cana, milho e areia. A movimentação aumentou 50% nos seis últimos anos na hidrovia, passando de 3,9 milhões de t em 2006 para 6,2 milhões de t no acumulado de 2012.

Fonte: Tecnologística

Estrutura de armazenagem e movimentação de grãos é ampliada para atender as exportações do Porto de Paranaguá

A estrutura de armazenagem e logística para atender a exportação de grãos pelo Porto de Paranaguá está maior. Mais um terminal graneleiro, com capacidade de armazenar mais de 80 mil toneladas e de movimentar 1,5 milhões de toneladas ao ano, passa a funcionar integralmente ainda este mês. Trata-se de um investimento privado de R$ 50 milhões e uma área de 8,7 mil metros quadrados para dar ainda mais agilidade às exportações pelo porto paranaense.
O novo terminal da Seara opera desde abril em fase de teste e adaptação. Até o final deste mês, o complexo em Paranaguá será inaugurado oficialmente. A partir de então, segundo o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, as exportações de grãos pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá ganham mais fôlego.
“Com mais um terminal bem estruturado na retroárea, o Porto de Paranaguá pode continuar ampliando o atendimento ao setor produtivo do país. Como temos mostrado nas reuniões com os produtores rurais do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, nosso objetivo é dar resposta à produtividade que o campo vem apresentando. Para isso, queremos ampliar ainda mais a estrutura com novos espaços para transferência de cargas, licitação de novos terminais portuários ainda este ano e estabelecimento de terminais privados até 2016/17, entre outras medidas que já temos planejado”, afirma Dividino.
ESTRUTURA - Instalado a cinco quilômetros do Porto, o novo terminal da Seara, em Paranaguá, tem, também, capacidade de beneficiar até 300 toneladas de grãos por hora. Atualmente, são sete silos verticais, somando capacidade estática de quase 80 mil toneladas. Porém, até 2014, a intenção é construir mais dois e chegar a 100 mil toneladas.
Internamente, o transporte dos grãos – até o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, por onde será escoado – é feito preferencialmente por frotas exclusivas de cinquenta vagões e uma locomotiva, com possibilidade de escoar pelo modal rodoviário. De acordo o gerente, Justino Francisco Neto, o novo terminal – que recebe soja e milho majoritariamente do Paraná e algum volume do Mato Grosso – vai dar mais agilidade ao escoamento da produção do campo. “A nossa expectativa é exportar mais de 1,5 milhão de tonelada de grãos pelo Porto de Paranaguá”, afirma.
Além de receber mercadoria do próprio terminal, a Seara também armazena carga dos outros terminais do Corredor de Exportação que, em dias de chuva ou quando estão cheios, têm uma alternativa. “Por isso, falamos que o terminal será um pulmão para todo o complexo”, conclui.
GRÃOS – O Corredor de Exportação – por onde são escoados boa parte do soja, do milho e do farelo de soja, no Porto de Paranaguá – tem um conjunto de silos verticais e horizontais, públicos (dois) e privados (sete), que soma capacidade estática de armazenagem de quase um milhão de toneladas.
No complexo, os grãos são exportados por três berços (212, 213 e 214), com operação de seis shiploaders de capacidade de 1500 toneladas/hora cada. Quatro desses seis equipamentos estão sendo substituídos, passando a ter capacidade nominal para embarcar duas mil toneladas de grãos por hora, gerando a possibilidade de ganho na produtividade na ordem de 30%.
Além dos berços do Corredor, outros três berços na extremidade oeste do cais também são destinados à exportação de grãos. 

Veja algumas fotos:






Fonte: www.portosdoparana.pr.gov.br

Produção nacional de grãos bate recorde e chega a 186 milhões de toneladas

soja
Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra nacional de grãos do período 2012/2013 bateu recorde de produção ao somar 186,15 milhões de toneladas. O aumento foi de 12,1% em relação ao mesmo período no ano anterior, quando chegou a 166,20 milhões de toneladas.

O aumento se deve, sobretudo, às culturas de soja e milho segunda safra, que apresentam crescimento nas áreas cultivadas de 10,7 e 17,6%, respectivamente. Quanto à produção, a soja teve aumento expressivo, com incremento de 22,7%, passando de 66,38 para 81,46 milhões de toneladas. Já o milho 2ª safra teve um crescimento de 15,4% e produção estimada em 45,14 milhões de toneladas.

O total da área cultivada chega a 53,27 milhões de hectares. O destaque é da cultura de soja, que ocupa o maior espaço com 27,72 milhões de hectares, 10,7% maior que o do último período. O milho 2ª safra teve também bom desempenho, com 8,96 milhões de hectares e crescimento de 17,6%. Mais culturas como a do amendoim, da cevada e da aveia tiveram leves aumentos em relação à área.

Fonte: Transporta Brasil

Por que produzir nos EUA é mais fácil?

Quando vamos aos EUA e percorremos as lavouras, visitamos as propriedades, falamos com os produtores, voltamos com um pouco de depressão, pois a diferença de valores é imensa. E não é só financeira ou estrutural, o que mais deprime é ver a valorização dada ao produtor Norte Americano, seja pelo governo, ou pelas próprias empresa. E olha que na composição do PIB Norte Americano a agricultura responde por 1,2%, enquanto no Brasil representa 5,8%.
Mas se não bastasse à questão de valorização do produtor, tem toda a conjuntural de produção e de país. É verdade que eles poderiam estar em situações melhores que a nossa, mas falando em termos de país, solo, clima, riquezas naturais, não teríamos o porquê de tanta diferença. Eles são o terceiro país em tamanho e nós o quarto, mas a pouca diferença acaba aí.
Talvez, um dos fatores de sucesso dos EUA seja a educação, pois os índices são muito diferentes do Brasil, e olha que evoluímos muito nos últimos dez anos. Mas nosso analfabetismo ainda é de 11,4%, enquanto o deles é 1%. Outro ponto importante é referente ao peso dos impostos no PIB: no Brasil são 39,9% do PIB e nos EUA 15,3%. E ainda que tenham caído bastante, os juros oficiais para agricultura no Brasil ainda ficam acima. Aqui são 5,5% contra 3% nos EUA. Sem falar que o PIB per capita dos EUA que é quatro vezes o nosso.
Para produzir, como colocado os juros brasileiros são o dobro e enquanto temos 28 mil km de ferrovias eles têm 224 mil km. Rodovias, nós temos 96 mil km asfaltados e eles, três milhões de km asfaltados. Bom, mas em hidrovias potenciais temos mais que eles, nosso potencial é de 50 mil km de hidrovias, mas utilizamos, segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT) 13 mil km, enquanto eles usam 19,3 mil km.
Temos o modal de transporte mais desfavorável do mundo. No Brasil a soja anda em média 1.100 km para chegar ao porto, nos EUA 1.000 km. A diferença é que o custo médio nos EUA é de 23 dólares e no Brasil 90 dólares. Segundo estudo da FIESP, estamos perdendo quatro bilhões de dólares por ano com nossa ineficiência logística.
O problema todo é que enquanto nos EUA o modal de transporte é formado de 60% hidrovia, 35% por ferrovias e apenas 5% de rodoviário, no Brasil são totalmente invertidos sendo apenas 11% de hidrovias, 36% de ferrovias e 53% por rodovias. E para agravar, o modelo de concessão ferroviária não gera competitividade, com um custo ferroviário igual ao rodoviário.
Armazenagem é outro gargalo, toda propriedade dos EUA tem seu armazém. Os Estados Unidos têm capacidade armazenadora para 130% da sua produção de grãos, ou seja, mais do que recomendado pela FAO que é de 120%. Já no Brasil, a capacidade de armazenagem é de 74%. Talvez, o fator desta diferença sejam os custos dos armazéns que lá custam à metade do armazém brasileiro.
Andando pelos EUA sentimos a diferença, percorri a poucos dias mais de três mil quilômetros por estradas com quatro pistas de cada lado. A todo o momento vemos trilhos que andam laterais as estradas e ao passar por rios vemos as barcaças. Sem falar que nas estradas a cada 50 km encontramos áreas para descanso de motoristas com água gelada e banheiros limpos.
A outra grande diferença é o custo, não só da produção, mas de tudo. A matriz energética dos EUA é totalmente baseada no carvão, são termoelétricas. Eles têm poucas hidrelétricas como no caso do Brasil, e o transporte do carvão mineral é feito de trem. Mas, mesmo com um custo bem maior que das nossas hidrelétricas, a energia lá custa à metade da nossa.
Um produtor nos EUA paga em um pivô de irrigação novo mil dólares por hectare. Aqui no Brasil custa dois mil dólares o hectare. Ou seja, um pivô para irrigar 100 hectares custa lá 200 mil dólares, enquanto no Brasil custa 400 mil dólares. E o custo mensal irrigando no Brasil também é o dobro, já que a nossa energia custa duas vezes mais, mesmo que não transportemos energia de trem.
É notória a diferença quando abastecemos o carro nos EUA. O combustível lá é 30% mais barato que o nosso. E isso, mesmo com o cambio mais alto neste momento, se pegarmos uma média de 2,00 reais por um dólar, nosso combustível fica 50% mais caro que o Norte Americano. E a ironia é o Brasil ser autossuficientes em petróleo, enquanto os EUA são os maiores importadores, importando 8 milhões de barris/dia.
Como podemos ver, essas são algumas das diferenças que penalizam não só o produtor brasileiro, mas toda a sociedade. Talvez essa seja a matriz de toda essa manifestação nas ruas do Brasil. Realmente, o Brasil precisa mudar. Mudar o alto custo das coisas, dos serviços públicos, essa falta de infraestrutura, as obras inacabadas ou mal feitas e todos os outros problemas que sabemos que existem. E a base de tudo isso é a corrupção, as negociações de partidos e por aí vai.
Quem sabe, essas manifestações tragam essa mudança, e que isto se reflita em toda a sociedade, e principalmente, em mudanças estruturais que aumentem a competitividade brasileira. Afinal, temos potencial, mas precisamos de uma reforma profunda e não de um plebiscito. A presidente Dilma sabe o que é preciso fazer, mas precisa ter a disposição de enfrentar uma máquina defeituosa e acreditar que o povo será seu grande exército.


Com problemas, ferrovia Norte-Sul não ajuda no escoamento de grãos

A ferrovia Norte-Sul foi construída para ligar as regiões centro-oeste e norte do Brasil. Um dos objetivos da estrada de ferro seria escoar a produção agrícola dos estados em que foi instalada, dentre eles o Tocantins, para o porto de Itaqui, no Maranhão. O trecho de aproximadamente 720 km entre Palmas (TO) e Açailândia (MA) está todo construído, mas alguns problemas nas plataformas de embarque e desembarque não permitem que ele seja usado pelos produtores rurais.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a produção de soja do Tocantins cresceu 20% em relação à safra anterior e chegou a 1,6 milhão de toneladas. O problema enfrentado pelos produtores da região de Pedro Afonso, é que toda essa produção só pode ser levada até o porto de Itaqui pelas rodovias.

A Cooperativa Agroindustrial de Pedro Afonso (COAPA) reúne 250 produtores rurais de oito municípios da região, mas nenhum deles consegue usar a estrada de ferro. Para o presidente da COAPA, Ricardo Khouri, o investimento público feito na ferrovia não gerou benefícios para os produtores rurais. "O que se nota claramente, é que todo investimento público feito na construção da ferrovia norte-sul, ainda não gerou nenhum benefício de melhorar a renda do produtor rural, que é uma ponta da cadeia, que é quem movimenta, planta e gera essa produção" disse o presidente.

Um pátio às margens da ferrovia foi construído em Pedro Afonso, porém não funciona. O presidente da COAPA explica que outra possibilidade para os produtores da região seria fazer o embarque na plataforma multimodal de Colinas, a 250 km da cooperativa, mas ela não está preparada para este tipo de produto. Segundo Khouri, a doca de embarque de grãos da plataforma de Colinas existe, mas não funciona há cerca de um ano e meio.

Para o secretário da Indústria e Comércio do Tocantins, Paulo Massuia, o embarque de grãos na plataforma multimodal de Colinas do Tocantins acontece normalmente. Segundo ele, em 2012, mais de 1 milhão de toneladas de grãos produzidos no Mato Grosso, estado vizinho ao Tocantins, foram embarcados para o porto de Itaqui pela plataforma de Colinas.

Apesar do que foi informado pelo secretário, o transporte de grãos da região continua sendo feito por caminhões, o que cria um gargalo na produção. A fila de  caminhões esperando para serem carregados em frente à COAPA mostra o problema. O tempo gasto para carregar e descarregar diversos caminhões é maior do que o tempo gasto para carregar um comboio de vagões de trem. Além disso, os caminhoneiros precisam enfrentar a BR-153 para chegar ao porto de Itaqui, aumentando o trânsito na região.

Fonte: portalntc.org.br

Falta de armazém deixa milho ao relento em MT

A colheita de mais uma safra recorde e a escassez de armazéns obrigam produtores e tradings a estocar milho a céu aberto e em silos de lona em Mato Grosso. O cenário é agravado pela queda nos preços e pelos elevados custos com transporte, que inviabilizam as exportações.

O presidente da trading Fiagril, Jaime Binsfeld, estima que até 20% da nova safra pode ficar algum período fora de abrigos adequados. O problema é mais grave nos municípios de Sinop e Sorriso, no norte do Estado. "Há uma dificuldade em dar vazão a todo esse milho. Nosso volume diário de embarque hoje é inferior a 15% do de recebimento".

Os agricultores colheram cerca de 40% da safra até o momento. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima a produção local em 17,3 milhões de toneladas, 11,5% maior do que a de 2012. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita pode chegar a 18,6 milhões de toneladas, um aumento de 23,8%.

Em Sinop, onde os produtores colheram menos da metade da safra, os armazéns já suspenderam o recebimento, diz o presidente do Sindicato Rural do município, Leonildo Bares. "Quem conseguiu armazém, está pagando muito mais caro". Bares, que está concluindo uma colheita estimada em 50 mil sacas (cerca de 3 mil toneladas), conta que vai pagar R$ 2 por saca a um armazém da região. O valor corresponde a quase 20% do preço pago ao produtor pelo milho. "Em tempos normais, esse custo não passa de 3%".

O agricultor afirma que muitos colegas recorreram aos silos de lona e outros tantos resolveram deixar o grão exposto ao tempo. "Não chove em Mato Grosso nesta época, então o risco de perda é pequeno".

Esta é a segunda supersafra consecutiva de milho em Mato Grosso. No ano passado, os produtores não tiveram problemas mais sérios com armazenagem porque havia uma forte demanda tanto no mercado interno quanto no externo pelo grão da região - resultado de colheitas desastrosas na região Sul e nos Estados Unidos, castigados pela seca.

Em 2013, o cenário mudou radicalmente. A produção se recuperou no Sul e, ao que tudo indica, os americanos podem colher a maior safra de sua história entre agosto e outubro. Diante dessa perspectiva, os preços internacionais da commodity já caíram mais de 27% desde o começo do ano, e os compradores parecem não mais dispostos a pagar o que for preciso para retirar o milho de Mato Grosso, a mais de 2 mil quilômetros dos portos.

"A falta de armazéns preocupa porque os produtores se veem obrigados a vender por um preço inferior ao custo", avalia Angelo Ozelame, analista de grãos do Imea. Na última semana, o preço médio pago ao produtor no Estado caiu a R$ 11,51 por saca. Há um ano, era negociado acima de R$ 16.

O valor praticado não cobre os custos. De acordo com o Imea, os produtores do Estado gastaram, em média, R$ 1,5 mil para plantar a nova safra (conta que exclui itens como o custo da terra e a depreciação dos equipamentos). Um produtor que colher 96 sacas por hectare (o rendimento médio estimado pelo Imea para o Estado) terá uma receita de R$ 1,1 mil aos preços vigentes.

Diante desse cenário, a comercialização está retraída. De acordo com o Imea, os agricultores venderam apenas 43% da produção até o momento. Há um ano, esse índice estava em quase 65%.

Para tentar mudar a situação, o governo interveio. Ontem, a Conab leiloou subsídios (no valor total de R$ 56 milhões) para transportar 936 mil toneladas de milho de Mato Grosso para Estados do Norte e Nordeste, que sofrem com a escassez de oferta. Além disso, o governo já leiloou contratos de opção de venda (que garantem ao produtor o preço de R$ 13,02 por saca) para um volume total de 1,7 milhão de toneladas do grão. Na sexta-feira, serão ofertados contratos suficientes para adquirir outras 500 mil toneladas.

Binsfeld afirma que a ajuda do governo dá sustentação aos preços, mas não deve resolver o problema de armazenagem. "Os contratos serão exercidos ao longo dos próximos meses, e nada garante que esse volume será efetivamente escoado antes da colheita da soja", diz.

Fonte: Portalntc.org.br

MT amplia em 20% exportações do agronegócio no primeiro semestre

As exportações do agronegócio de Mato Grosso cresceram 20% no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). O valor apurado com as vendas externas passou de US$ 7,11 bilhões nos primeiros seis meses do ano passado para US$ 8,52 bilhões de janeiro a junho deste ano.

“Um dos motivos para o bom desempenho da balança comercial no Estado foi o aumento da produção agropecuária e dos preços das commodities no mercado internacional que estavam muito favoráveis”, justifica o diretor executivo Famato, Seneri Paludo. Segundo ele, se o setor agropecuário não tivesse tido um bom resultado, a balança comercial brasileira registraria saldo negativo de US$ 11,4 bilhões.

No primeiro semestre do ano, a balança comercial total do Brasil apresentou déficit de US$ 3 bilhões. Isso significa que o país importou US$ 117,5 bilhões e exportou US$ 114,4 bilhões. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas externas totais do Estado no acumulado de 2013 representaram 7,5% das exportações nacionais. Quase 100% das exportações de Mato Grosso são oriundas de produtos do agronegócio.

Fonte: Portalntc.org.br