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Avião Rosa da Azul Linhas Aéreas inicia trajeto

Inicia em Goiânia, Goiás, a segunda edição do Road Show da Azul Linhas Aéreas, em parceria com a Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. e a FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, com apoio da Infraero. A atividade contará com o jato Embraer 195, batizado carinhosamente de Rosa & Azul, por ser totalmente pintado na cor rosa, que simboliza a luta contra o câncer de mama no mundo. A aeronave e sua tripulação – formada exclusivamente por mulheres com uniformes também rosas – terão a missão de percorrer 9 destinos durante esta semana, chamando à atenção para a importância da detecção precoce do câncer de mama.
Mas a ação não ficará restrita aos voos do Rosa & Azul pelo espaço aéreo brasileiro. Está prevista uma blitz com voluntárias da FEMAMA e colaboradores da Azul em todos os aeroportos nos quais o avião irá pousar, até sexta-feira (25). As atividades estão marcadas para iniciar algumas horas antes de cada aterrissagem e vão incluir palestras sobre a prevenção do câncer de mama e a distribuição de materiais informativos para o público local.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina. Estima-se que cerca de 30 mulheres morrem por dia devido à doença. Quase a metade dos casos é descoberta em estágio muito avançado. “Trata-se de um paradoxo: mesmo com o avanço da ciência, um número cada vez maior de pessoas tem morrido de doenças curáveis”, afirma a presidente da FEMAMA, a médica mastologista Maira Caleffi. “Se descoberto cedo, o câncer de mama tem até 95% de chances de cura. Mas precisamos ser mais ágeis entre o tempo do diagnóstico e o tratamento”, salienta. “Essa parceria está contribuindo para disseminar a causa para um número maior de cidades brasileiras”, comemora a presidente da FEMAMA.
Por sua vez, Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Produto da Azul Linhas Aéreas Brasileira, diz que o diferencial desse ano é justamente que o Rosa & Azul, por ter um porte menor, não vai viajar apenas nas grandes capitais do País. Em dezembro do ano anterior foi lançada essa parceria e o avião rosa fez suas primeiras viagens e passou pelas cidades do Rio de Janeiro, Campinas, Vitória, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Campo Grande, Brasília, São Luiz e Belo Horizonte. “O câncer de mama é um dos mais graves problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Por isso, criamos esta ação conjunta com a Embraer e a FEMAMA no ano passado. A Azul está totalmente comprometida com esta nobre causa”, ressalta o executivo.
A união deu tão certo que neste ano a Azul recebeu uma segunda aeronave cor-de-rosa, um turboélice ATR 72-200 que realiza rotas regionais pelo interior do estado de São Paulo, de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina. De dezembro de 2010 para cá, já foram realizados mais de 2.620 voos com o Embraer 195, que nunca passam em branco. “As pessoas gostam de tirar fotos e registrar que estiveram na aeronave rosa”, ressalta Beting.

Fonte: Portal Varejo

DHL coloca sua experiência logística a serviço da humanidade

A DHL, empresa global de logística e transportes, realizou no último fim de semana, no interior de São Paulo, o primeiro treinamento no Brasil para a preparação dos voluntários que fazem parte do DRT (Disaster Response Team ou equipe de atendimento a desastres), uma iniciativa que consiste na formação de equipes para atender a diversos tipos de desastres naturais e catástrofes, como terremotos e outros cataclismos.
O treinamento no Brasil foi realizado com 45 voluntários, entre 18 e 20 de novembro, na cidade paulista de Socorro. Segundo a DHL, o time de atendimento a desastres foi concebido para ajudar, por exemplo, no caso do recebimento de doações para regiões atingidas por catástrofes. “A empresa utiliza toda sua experiência em distribuição e gerenciamento logístico para assegurar que as doações essenciais como alimentos, água e kits de primeiros socorros cheguem rapidamente aos mais necessitados. Essa é a missão da equipe de DRT da DHL”, diz informativo da operadora.
O Disaster Response Team foi criado em 2005 e, de acordo com a DHL, está pronto para entrar em ação até 72 horas após ter acionado pela ONU. Atualmente, o time conta com 300 funcionários voluntários e especialmente treinados, que atuam em três bases estratégicas: Panamá, para o atendimento a desastres ocorridos na América Central, América do Sul, Canadá e Caribe; Singapura, que atende a todo o Oriente Médio; e Dubai, para as ocorrências na Ásia e Pacífico.
O DRT da DHL já atendeu a 20 situações de emergência desde que foi criado, incluindo o furacão Katrina, nos Estados Unidos, o terremoto no Chile e o tsunami na Índia. Na região das Américas, a empresa realizou recentemente treinamentos no Chile e em El Salvador.
O foco do DRT no Brasil é atuar nas tragédias típicas dos períodos de chuva, como enchentes e desmoronamentos. Formando uma equipe local, mais próxima de eventuais desastres naturais, reduz-se o tempo de resposta, ao mínimo possível.
O programa corporativo do grupo Deutsche Post DHL “Living Responsibility” é suportado, em todo o mundo, por três pilares: GoHelp (do qual o DRT é integrante), GoGreen, que promove ações de proteção ambiental e GoTeach, que apoia iniciativas de educação para crianças.


Fonte: Portal Transporta Brasil

Logística inova reação a desastre natural

No Rio de Janeiro, já faltam até sacos para recolher cadáveres, mas a logística humanitária tem se desenvolvido muito pelo mundo, empregando modelos utilizados pelas empresas privadas de logística.
O conhecimento utilizado após grandes catástrofes como o tsunami asiático, o furacão Katrina e o terremoto no Haiti produziu lições que estão sendo estudadas em todo o mundo.
Cursos superiores e multidisciplinares sobre defesa civil se tornam populares em universidades americanas e asiáticas.
Arquitetos e urbanistas estudam materiais resistentes à água e ao fogo, e fazem projetos de reconstrução que evitem futuros desastres.
Várias dessas lições podem servir de exemplo ao Brasil:

PADRÃO DE EMERGÊNCIA
O projeto Esfera, estabelecido após o genocídio de Ruanda, criou padrões de base para a ajuda. Cada vítima necessita entre 7,5 e 15 litros de água para beber, cozinhar e lavar e 2.100 calorias por dia, mas 3,5 m2 de abrigo.
Uma instituição católica na República Dominicana, que sempre responde a tragédias, compra barras de granola, sardinhas em lata e creme de amendoim, ricos em proteína, não perecíveis e de fácil transporte.

PAPELÃO E NEGÓCIO
O arquiteto japonês Shigeru Ban, voluntário no terremoto de Kobe (1995), desenvolveu tendas, escolas e clínicas que não oferecem risco de novo desabamento.
Na moldura das construções, tubos de papelão recicláveis são reforçados e preparados à prova d água e resistentes ao fogo, o piso é de espuma e o teto é feito com madeira compensada, revestido de isolante.
As tendas foram usadas após o tsunami no Sudeste Asiático, em 2004. Companhias japonesas com fábricas na China produziram mais de 50 mil.

SOFTWARE E BOLSAS
Depois de vender para a UPS sua empresa de transportes, presente em 120 países e com 10 mil funcionários, por US$ 500 milhões, o americano Lynn Fritz, 63, criou o Instituto Fritz, consultoria que emprega seus conhecimentos em armazenagem e distribuição.
Ele desenvolveu programas de computação que ensinam logística a ONGs; criou uma conferência anual que reúne especialistas para discutir os últimos desastres; e oferece bolsas de estudo em universidades americanas que estudam resposta a tragédias. Microsoft, Intel e Philips colaboram com Fritz.

POSTOS AVANÇADOS
Próximos a áreas onde desastres acontecem com frequência, são instalados polos logísticos com pessoal treinado, armazenamento para remédios, tendas e material de resgate.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha criou polos logísticos em Dubai e Kuala Lampur, com boa comunicação e onde alfândega e burocracia funcionam bem.
A "Cidade Humanitária Internacional", em Dubai, inclusive, é uma área com isenção de taxas e impostos.
Essa logística reduziu os custos da Cruz Vermelha com uma família em risco de US$ 740 para US$ 185. GPS
Após o terremoto do Haiti, no ano passado, a ONG britânica Map Action usou GPS e imagens de satélite e Google Maps para localizar desabrigados, checar que ruas ou estradas estavam bloqueadas ou pontes que desmoronaram _facilita a busca e evita desperdício de tempo.

CONTRATO COM VAREJO
A Cruz Vermelha assinou contratos com empresas de transporte e grandes redes varejistas para a realização de compras emergenciais com preço preestabelecidos, evitando desperdício de tempo com negociações.
Há encomendas periódicas de redes contra mosquito fabricadas no Vietnã e utensílios de cozinha e de higiene made in China.

Fonte: NTC & Logística