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Potencialidade do modal ferroviário é discutido na NT Expo – 19ª Negócios nos Trilhos

 

Uma semana após o governo federal ter finalizado o texto da Medida Provisória para as concessões nas áreas rodoviária, aérea e ferroviária e muito próximo de a versão ser publicada no Diário Oficial da União, o setor metroferroviário se reúne para debater os impactos do projeto na NT Expo – 19ª Negócios nos Trilhos, principal evento do setor de transporte metroferroviário da América Latina. O encontro acontece de hoje até quinta-feira, 10, e congrega toda a cadeia de fornecedores, formadores de opinião, órgãos públicos e os players dos segmentos de carga e passageiro, nacionais e internacionais.
A nova versão do texto da medida provisório joga luz sobre a necessidade de uma marco regulatório capaz de dar segurança às empresas que integram a cadeia metroferroviária e encorajar o destravamentos de investimentos. A possibilidade de haver consenso sobre o assunto foi bem recebida pelos especialistas do setor e será tema recorrente nas discussões propostas na extensa programação de conteúdo. Os painéis e fóruns irão reunir o especialistas, autoridades e empresários e serão norteados por três temas principais: transporte de passageiros, transporte de cargas e investimentos.
Além dos eventos de conteúdo, nesta edição da NT Expo, mais de 100 marcas levam ao Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho, em São Paulo, equipamentos, serviços e tecnologias para o desenvolvimento e operação do transporte metroferroviário de cargas e passageiros. Entre os expositores estão empresas do porte da MedCom, Greenbrier Maxion, ABB, ArcelorMittal, Baterias Moura, Vossloh, Thales, Motorola Solutions, entre outras companhias, especialistas em gerenciamento de sistemas, sinalização, telecomunicações, peças e componentes, material rodante e eletrificação.

Rodada de negócios
Para incentivar a interação entre as empresas da cadeia e otimizar a realização de negócios entre os expositores da NT Expo, a ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos) e a ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) organizam durante o evento uma exclusiva Rodadas de Negócios. O objetivo é oferecer uma oportunidade única para fornecedores agendarem reuniões com seus clientes estratégicos.
 
Abertura
A solenidade de abertura da NT Expo 2016 acontece hoje, às 13 horas, com a presença das seguintes autoridades e especialistas:

• José Roberto Generoso, Secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades
• Jorge Luiz Macedo Bastos, Diretor Geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres)
• Carlos Martins, Secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia
• Júlio Fontana, Presidente da Rumo ALL
• Vicente Abate, Presidente da ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária)
• Joubert Fortes Flores Filho, Presidente da ANPtrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos)
• Gustavo Bambini, Presidente do Conselho da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários)
• Jean Pejo, Representante da ALAF (Asociación Latinoamericana de Ferrocarriles)
• Jean-François Quentin, Presidente da UBM Brazil, organizadora da NT Expo
Credenciamento de jornalistas interessados em cobrir o evento pode ser feito diretamente no Expo Center Norte.

Serviço
NT Expo – 19ª Negócios nos Trilhos
Data: 8, 9 e 10 de novembro.
Horário: 13 às 20h.
Local: Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho.
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo.

Fonte:CargoNews

Eletrificação ferroviária é trilho para o futuro

Primeiro evento da série Vida Inteligente discute papel de ferrovias eletrificadas como indutor do crescimento econômico regional

Ferrovia eletrificada faz crescer a economia ao transportar energia, infraestrutura e dados; ao redor se desenvolvem cidades e empresas - Fotolia

 Nos anos 1960, o filósofo canadense Marshall McLuhan criou a expressão “o meio é a mensagem”. Para ele, a forma como a mensagem chega às pessoas seria tão importante quanto o próprio conteúdo. Cinco décadas depois, a máxima de McLuhan pode ajudar a descrever o modelo de estradas de ferro eletrificadas: muito além de um caminho entre os pontos A e B, elas são indutoras do crescimento da economia ao transportar energia, infraestrutura e dados; e ao oferecer um entorno propício para o desenvolvimento de cidades e atividades empresariais.
— Ferrovias são eixos sociais, ambientais e econômicos — afirmou Ricardo Kenzo, executivo sênior de Desenvolvimento de Negócios da Siemens, durante o evento “A Contribuição da Eletrificação para um Novo Padrão de Desenvolvimento do Brasil”, que abriu a série de debates Vida Inteligente.
O encontro, mediado pelo economista Raul Velloso, realizado pelo jornal O GLOBO e correalizado pela Editora Globo, marca o início de um amplo debate sobre a necessidade de um novo padrão de desenvolvimento tecnológico e econômico no país. Historicamente, o Brasil deixou de ser um país costeiro a partir da implantação de sua malha ferroviária, no século 19, que chegou a contar com 37 mil quilômetros de trilhos e ferrovias espalhados por 14 das 20 províncias do Império.
— Foi a partir da dobradinha ferrovia-porto que o Brasil se inseriu no mercado internacional. Os eixos de desenvolvimento do país se deram em torno das ferrovias e isso é uma marca até hoje — disse Frederico Bussinger, consultor em planejamento e gestão ferroviária e ex-secretário-geral do Ministério dos Transportes. Para ele, falta ao país um modelo de planejamento e gerenciamento integrados para que as ferrovias eletrificadas voltem a crescer.

Geração de riqueza
Na opinião de Jean Carlos Pejo, secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (ALAF), os atuais projetos de novas estradas de ferro nas regiões Norte e Nordeste do país deveriam ir além da questão puramente logística.
— É importante criar condições para que as ferrovias tragam fábricas que gerem Riqueza ao longo de seu eixo, como no caso do beneficiamento da soja e milho, pois isso agrega valor para as regiões — disse.
Ferrovias de carga no Brasil atual transportam principalmente minério voltado à exportação, mas há vários projetos para atender demandas também do agronegócio. Como exemplo de desenvolvimento, Pejo citou o estado de São Paulo, que se aproveitou do espaço das ferrovias durante o ciclo do café, no início do século passado, e hoje é o mais industrializado do país.
— A malha ferroviária de São Paulo foi a mais eletrificada do Brasil — completou.
De acordo com Pejo, a eletrificação deve estar presente em novos projetos ferroviários. Para isso, é necessário expandir o enfoque das discussões sobre o tema.
— Não podemos ficar presos em modelos já adotados para transporte de minério. Nem toda produção é para exportação e é importante analisar as vantagens da eletrificação e torná-la parte do debate nacional.

Infraestrutura sustentável
A questão ambiental também foi destaque no debate. Frederico Bussinger ressaltou que “a adoção da eletrificação é importante não apenas para reduzir as emissões de CO2, que é parte de acordos internacionais sobre o clima, mas também quanto a emissão de resíduos particulados, comuns nas regiões metropolitanas e que também fazem mal à saúde”.
— É uma forma de entregarmos mais qualidade de vida às pessoas — completou Ricardo Kenzo.
O executivo fez um balanço das diversas discussões no encerramento do evento. Ele afirmou ainda que a falta de planejamento pode prejudicar a eficiência do país e que é preciso estar atento aos benefícios e receitas acessórias em ferrovias eletrificadas, que geram sinergias.
— Por meio de sua implantação, a ferrovia eletrificada ou preparada para a eletrificação proporciona crescimento e desenvolvimento no entorno, podendo impulsionar, além da própria infraestrutura logística, outras utilidades, como redes de água e energia, por meio de transmissões elétricas ou gasodutos, e serviços de telecomunicações, provendo múltiplas utilidades para a indústria, com criação de empregos, e para as pessoas, com aumento de qualidade de vida e acesso à informação e educação — disse Kenzo.
Yuri Sanches, diretor de vendas de Sistemas de Mobilidade da Siemens, ressaltou que a discussão sobre a eletrificação contribui para a retomada do progresso:
— A infraestrutura é a chave da volta do crescimento, é o caminho por onde se dará o desenvolvimento.

Fonte: O Globo

Ferrovia no Nordeste continua incompleta após 10 anos de obras, este corredor logístico reduziria em até 75% o custo do frete para o transporte das safras de soja, milho e algodão.

Em Missão Velha (CE), trilhos empilhados enferrujam com a ação do tempo. Em Salgueiro (PE), onde seria instalada a maior fábrica de dormentes da América Latina, máquinas estão paradas.Principal obra de infraestrutura em andamento no Nordeste, a ferrovia Transnordestina completa dez anos desde o início da sua construção com 53% da obra concluída e R$ 6,3 bilhões gastos em recursos federais.Com previsão de 1.753 quilômetros de extensão, a ferrovia foi projetada para ligar o cerrado do Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), passando por regiões do sertão cearense e pernambucano.
A obra foi lançada em julho de 2006 pelo então presidente Lula (PT), poucos meses do início da campanha eleitoral que resultou na sua reeleição, com a promessa de ser entregue três anos depois.Contudo, a construção chegou ao pico só em 2010, ano da primeira eleição da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), e desde então vem caminhando em ritmo lento.Ao todo, foram assentados apenas 600 quilômetros de trilhos, segundo a concessionária Transnordestina Logística, empresa da CSN (Companha Siderúrgica Nacional) responsável pela obra.


Os trechos finalizados estão no entorno de Salgueiro (PE), mas não há trens operando em nenhum dos eixos.Prefeito da cidade, Marcones Libório de Sá lamenta o atraso: “A Transnordestina veio com a promessa de transformar a economia de toda uma região, mas frustrou a esperança da população”.
A desmobilização dos canteiros trouxe como principal impacto o desemprego e a queda na venda do comércio.A ferrovia é considerada uma das obras mais importantes para o Nordeste por ligar a nova fronteira agropecuária, que engloba áreas de cerrado de Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins, aos maiores portos da região.
Esse corredor logístico reduziria em até 75% o custo do frete para o transporte das safras de soja, milho e algodão.Além do agronegócio, a ferrovia também atenderia empresas de mineração.
Presidente da Aprosoja (associação de produtores) no Piauí, Moisés Barjud vê a obra como reflexo da ineficiência, além de refletir um hábito do setor público de iniciar grandes obras e não terminá-las.
“Essa é uma obra de impacto econômico e social fortíssimo. Não adianta ter uma boa expectativa se a obra não termina. É preciso concluir.”
O custo total da Transnordestina também cresceu ao longo dos últimos de anos. A ferrovia foi estimada em R$ 4,5 bilhões, mas o cronograma atual prevê investimentos de ate R$ 8,2 bilhões.
Em comunicado divulgado nesta sexta (5), a concessionária afirma que investirá mais R$ 3,6 bilhões com recursos captados em contratos de uso da malha da ferrovia.A empresa informa que o adiamento do cronograma das obras é resultado de “atraso na liberação de recursos pelos órgãos federais”.
Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), os atrasos são resultado da complexidade da obra, que teve entraves em questões como desapropriações e financiamentos.


MRS usa tecnologia ferroviária

Ultrassom para detectar falhas em trilhos. Infravermelho, acelerômetros, sensores térmicos, dispositivos de monitoramento acústico e detectores de absorção de impacto para mensurar o atrito, o desgaste e as deformidades dos rolamentos e das rodas. Embora lembre a descrição de equipamentos de um filme de ficção científica, as tecnologias são bastante reais, e já utilizadas pelas mais importantes ferrovias norte-americanas. Mas não somente por elas: também pela brasileiríssima MRS. “Temos um intercâmbio muito forte com as ferrovias internacionais e estamos no primeiro time com relação a tecnologias ferroviárias, mesmo no cenário internacional”, é o que revela o especialista da MRS Wiler Luz.
Os primeiros sistemas de alta tecnologia ferroviária foram introduzidos pela MRS há oito anos. Em junho de 2013, a companhia se destacou globalmente ao tornar-se a primeira ferrovia de carga do mundo a adotar um sistema de controle de trens baseado em comunicação: o CBTC. Com ele, os trens passaram a trafegar em intervalos menores de tempo em função de monitoramento eletrônico e preciso. Paralelamente, a MRS deu continuidade ao desenvolvimento de novas e igualmente sofisticadas tecnologias.
Com parte delas já operacionais antes mesmo daquele ano, o ganho foi – e tem sido – duplo. De um lado, a manutenção dos cada vez mais menores índices de acidentes: entre 2007 e o primeiro semestre de 2016, período em que o volume transportado pela MRS cresceu 32%, a taxa de acidentes caiu de 6,22 para 1,77, indicador comparável ao das mais seguras ferrovias dos Estados Unidos. De outro lado, ocorreu expressiva melhora no transit time – que representa o tempo (em horas) entre a origem e o destino do fluxo de transporte de minério de ferro destinado à exportação. Em apenas quatro anos, a redução foi de 12,87% (de 22,62 horas, em 2012, para 19,71 horas, no ano passado).

Fonte: Portogente

Rumo deve concluir duplicação da ferrovia Campinas-Santos este ano

Capacidade de movimentação pode passar de 2 para 7 milhões de toneladas ao mês

De acordo com a Rumo, as obras de duplicação da ferrovia Campinas-Santos (SP), iniciadas em 2011, entraram na reta final. Com investimentos que somam R$ 730 milhões, o corredor ferroviário terá sua capacidade ampliada já neste ano, informa a concessionária.
Os trechos duplicados vêm sendo liberados para o tráfego gradualmente. Com isso, a capacidade da ferrovia poderá aumentar até 3,5 vezes, passando de 2 milhões para 7 milhões de toneladas ao mês, dependendo de outros investimentos nas estruturas de acesso aos terminais e em novas moegas ferroviárias.
A duplicação resultou na construção de uma segunda via em 204 km dos 264 da ferrovia Campinas-Santos. Quase 20 km cortam regiões de relevo acidentado e continuarão sendo percorridos em linha simples. Os trechos restantes foram duplicados antes das obras executadas nos últimos cinco anos.
A última fase do projeto abrange 38 km distribuídos em dois trechos: de Embu-Guaçu a Evangelista e de Paratinga a Perequê. A execução desta fase começou em abril de 2014, após a emissão da licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma obra de 2,5 km, na região de Cubatão, foi concluída em junho.
“O Brasil vem ampliando continuamente a produção e a exportação de produtos agrícolas”, explica o vice-presidente de Operações das malhas Norte e Paulista da Rumo, Daniel Rockenbach. “Os investimentos que viabilizam essa expansão são decisivos para o desenvolvimento econômico do país”.
A ferrovia Campinas-Santos corta 16 municípios e, para a duplicação, foram construídos um túnel, 35 pontes e nove viadutos para eliminar cruzamentos com ruas, além de passarelas e muros de segurança. A Rumo conta com 12 mil km de malha ferroviária, 966 locomotivas, 28 mil vagões e quase 12 mil funcionários diretos e indiretos.