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Santos Brasil fecha 2º trimestre com 10,4% de crescimento

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A companhia de logística Santos Brasil concluiu o segundo trimestre deste ano com aumento operacional em todas as suas unidades. O volume operado no cais cresceu 10,4% frente ao mesmo período de 2012, totalizando 308.439 contêineres. A empresa movimentou mais de 100 mil contêineres por mês em maio e junho.
Somando todo o período transcorrido de 2013, o volume operado foi de 590.153 contêineres, apontando para um crescimento de 13% em relação ao primeiro semestre de 2012. Este desempenho foi devido ao ganho de market-share e ao crescimento dos volumes operados no Porto de Santos. Segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), a participação registrada pela companhia na unidade portuária santista foi de 58% em abril e maio.
O volume total nas operações de armazenagem apresentou crescimento de 18,7% no trimestre e de 23,0% nos primeiros seis meses do ano. O terminal de veículos também registrou forte crescimento: 76% na movimentação do trimestre, atingindo a marca de 71.684 veículos movimentados.
A Receita Líquida no trimestre foi de R$ 332,5 milhões, representando um aumento de 4,4% em relação aos R$ 318,5 milhões registrados no segundo trimestre de 2012. No mesmo período, o EBITDA atingiu R$ 132,8 milhões e R$ 288,5 milhões no acumulado do ano, apresentando redução de 7,6% em relação ao segundo trimestre de 2012, e crescimento de 15,6% em relação ao acumulado dos primeiros seis meses de 2012. As margens EBITDA registradas foram 39,9% no segundo trimestre de 2013 e 42,1% no acumulado de 2013.
O Lucro Líquido Consolidado somou R$ 55,8 milhões no segundo trimestre de 2013, resultado 7,3% inferior ao lucro líquido registrado no mesmo período de 2012. No acumulado do ano, o resultado líquido somou R$ 131,1 milhões, com crescimento de 25,7%.

Fonte: Transporta Brasil

Gerenciar bem estoque pode render até 20% de economia

Existe um ditado que diz que mercadoria parada é dinheiro parado. Mas uma boa administração de estoque vai além dessa premissa. Independentemente do setor, empresas que não consideram o estoque um dos assuntos mais importantes podem se prejudicar. O empreendedor que fizer o gerenciamento correto dessa questão poderá notar diferenças consideráveis no balanço final.
"O empreendedor deve ter claro que existem três tipos de estoque. Matéria-prima, produto acabado e material de processo - que são, em um restaurante, por exemplo, os produtos de limpeza, uniformes e utensílios descartáveis. Com isso, existem três áreas da empresa para administrar", explica Batista Salgado Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e coordenador de franquias do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para auxiliar na administração, existem alternativas de organização e até softwares específicos. "O controle de estoque ajuda em outras coisas na gestão. Por exemplo, na compra, no controle da operação do negócio e no controle no marketing", alerta Batista. "A gestão de estoque não é simples como as pessoas pensam", completa.
Levantamento e análise de dados
O primeiro passo é o levantamento do que existe no estoque. Deve-se analisar data de aquisição do produto, tipo e tempo em estoque. "Você precisa ter um processo claro de recebimento e saída", destaca Batista. Uma alternativa para auxiliar nesse levantamento são os softwares de gestão. Mas ele alerta que o software deve ajudar apenas no levantamento de dados. "A análise deve partir do empresário e da sua equipe, que deve estar bem preparada para isso", afirma.
Controle de giro
"Se o estoque demora seis meses para girar, se tem muito dinheiro empatado e uma necessidade de capital de giro muito alta", destaca Batista. Ele explica que, mesmo com o uso do software, alguns empresários não fazem a análise crítica dos resultados e aumentam o estoque. "O comprador deve estar esperto na hora de repor. Vendeu um, baixou um no software. Mas se ele não verifica pessoalmente o estoque, acaba comprando produto sem necessidade", aponta.
Negociação com o fornecedor
A negociação com o fornecedor é uma etapa fundamental. "Dependendo do giro do produto, vai haver um custo financeiro alto. Negociar prazo de pagamento, entrega e preço é fundamental", explica Batista. Uma alternativa é usar o conceito just in time, um processo de entrega de acordo com a necessidade. Dessa forma, diminui-se o volume de estoque, o desperdício, melhora-se o fluxo de caixa e economiza-se no custo de estocagem. "O ideal é ter tudo em just in time. Dessa forma, ele só paga o que ele usa. E não fica com dinheiro empatado", sugere Batista.
Consignação
Negociar consignações de produtos também é uma alternativa. "Muitas vezes, as empresas conseguem fechar acordos que permitem renovar a linha sem investimentos em curto prazo", explica Batista. Mas esse método deve ser utilizado para produtos de grande vendagem. "Muita gente acha que consignação não tem custo, mas tem. Você está estocando o consignado e tem um custo pela estocagem e administração dele", orienta.
Queima de estoque
Essa é uma questão que deve ser analisada caso a caso. Ela vale a pena quando o estoque está parado por muito tempo e perto do seu limite de custo. "Se uma mercadoria, pelo custo financeiro, deve girar mensalmente e está girando a cada três meses, vale mais a pena dar um desconto e queimar do que pagar o aluguel pela estocagem", exemplifica Batista.
Empresa reduziu 20% custo mensal
A empresa de produtos sustentáveis Nação Verde, de São Paulo, que tem lojas franqueadas e e-commerce, investiu em um software próprio para a administração do seu estoque. E já vê resultados. "Tivemos uma redução de custo na mão de obra. Isso representa uma economia de 20% sobre o faturamento mensal. Um bom software é um excelente investimento", afirma Ricardo Cruz, sócio fundador da marca.
O desenvolvimento do software levou um ano e foi feito em parceria com uma empresa do ramo. "Ele emite relatórios diários mostrando os produtos que mais saem. Dessa forma, cruzamos informações e temos, a partir do estoque, um panorama do nosso cliente", aponta.
A empresa também aposta em reuniões diárias para discutir o estoque. "Fazemos reuniões de 10 minutos somente sobre estoque. Ele é uma coisa muito importante e requer reuniões rápidas, mas diárias, para que funcione. Caso contrário, você não consegue perceber onde estão os problemas nem criar novas oportunidade", defende Ricardo.
Outra estratégia adotada é o giro constante de estoque. "Privilegiamos o giro de estoque mais do que a lucratividade Se ganharmos 20% a menos, mas girarmos mais, eu vou optar pelo giro", afirma.

Fonte: Portal Terra

Fedex acredita em avanços do Brasil

Na manhã desta terça-feira, 13, Troy L. Maxey, diretor geral executivo para o Brasil e Mercosul da Fedex, se encontrou com poucos jornalistas para conversar sobre o cenário de encomendas expressas brasileiro e também sobre as perspectivas no País.
Primeiramente, o executivo ressaltou a importância do centro nacional da companhia no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), onde, segundo ele, é importante estar baseado devido ao forte polo industrial estabelecido no entorno do município. Para Maxey, a privatização do terminal, que aconteceu recentemente, é um primeiro passo em direção à modernização do setor.
Além disso, é sabido que o aeroporto campineiro também busca aumentar o seu fluxo de passageiros, com a base das operações da Azul Linhas Aéreas funcionando por lá, algo que para alguns poderia atrapalhar a vocação de carga do terminal, mas não para o diretor da Fedex. “O investimento para passageiros em Viracopos é positivo, podemos encontrar um balanço eficaz entre este tipo de serviço e o de cargas”, declarou.
Sobre as indagações de que o Brasil é um País atrasado na questão aeroportuária, o executivo se demonstrou tranquilo e afirmou que este é um problema positivo, uma vez que demonstra que a economia está crescendo, atraindo investimentos e demandando um tipo de serviço, antes não exigido. O dirigente acredita que a melhoria do setor aéreo acontecerá naturalmente.
De acordo com ele, as ações para melhoria do transporte não devem só focar os aeroportos, mas também a mobilidade em solo promovendo sempre a intermodalidade, especialmente, pensando nos eventos esportivos. “O Brasil não pode se preocupar somente com a chegada dos turistas nos aeroportos, é necessário que haja um cuidado para a locomoção por terra ser igualmente eficiente”, avaliou.
Apesar de reconhecer a necessidade de se investir na infraestrutura de transporte do País, o executivo brincou dizendo que os brasileiros são muito pessimistas e afirmou que antes das Olímpiadas, Los Angeles, Barcelona e Pequim não estavam prontas, mas no momento do evento, conseguiram realizá-lo com sucesso.
Um dos aspectos mais ressaltados pelo executivo é a conexão que a operadora logística promove entre empresas de diferentes partes do mundo, detendo 9% de encomendas expressas no mercado Global. Segundo ele, a Fedex promove a oportunidade de pequenas e médias empresas expandirem o seu mercado, exportando e promovendo o e-commerce.
Quando questionado se a formação de uma network no Brasil não seria um problema devido aos gargalos na infraestrutura nacional de transporte, o executivo concordou que, em algumas regiões como Norte e Nordeste, esse é um tema crítico, mas avaliou que no Sudeste, especialmente, nas cidades onde a Fedex possui presença mais forte como São Paulo e Campinas (SP), Blumenau (SC), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), esta rede já existe.
Maxey também afirmou que a formação desta rede conectada de serviços, em regiões ainda com pouco acesso a ela, é uma tendência natural em função dos investimentos que estão sendo feito e a tendência de crescimento econômico brasileiro.
O executivo finalizou afirmando que está confiante nos negócios da Fedex, no Brasil, e lembrou que Viracopos, atualmente, é uma importante conexão do Hub da empresa, em Memphis, nos EUA, não só com o mercado brasileiro, mas também com diversos países da América do Sul.

Fonte: Portal Web Transpo


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Atlas espera faturar 1 bilhão em 2015

A Atlas Transportes e Logística teve um faturamento de R$ 545 milhões em 2011, crescimento de 17% sobre o ano anterior. A empresa, que em 2012 completa 60 anos de fundação, tem um ambicioso projeto de alcançar uma receita anual de R$ 1 bilhão em 2015.
“É um plano ambicioso, mas possível. Nós estamos otimistas em cumprir esta meta. Somando os números de 2010 e 2011, o crescimento foi de praticamente 40%. Este ano, a previsão é de um faturamento de R$ 630 milhões, o que significa um aumento de 15%”, afirmou Lauro Felipe Megale, diretor de planejamento e marketing da Atlas.
A transportadora oferece serviços integrados em gestão de estoque e distribuição para todo o Brasil. Em 2012, pretende aumentar a participação da divisão logística desenvolvendo projetos específicos, oferecendo soluções de Centros de Distribuição exclusivos, compartilhados ou mesmo assumindo as operações de armazenagem e controle de estoque nas instalações do próprio cliente.
“O cenário atual é favorável para o crescimento do mercado brasileiro como um todo. A economia está aquecida e os investimentos na indústria estão aumentando. Com isso, o operador tem mais mercadoria para transportar”, diz Megale.
De acordo com o executivo, a empresa deve investir aproximadamente R$ 32 milhões em 2012. Deste montante, R$ 12 milhões serão gastos com a renovação e ampliação da frota, sendo R$ 7 milhões em carrocerias de grande porte e os outros R$ 5 milhões em veículos de pequeno porte.
“Frota e tecnologia são os nossos pilares. Estamos presentes em todos os estados brasileiros com as nossas filiais. Assim, conseguimos ter maior eficiência e rapidez no atendimento ao cliente”, conta Megale.
A transportadora possui atualmente 56 filiais localizadas nas cinco regiões do País, 3.500 funcionários e 1.800 veículos para operações de coleta, transferência e entrega de cargas.

Fonte: Web Transpo

Fusão e aquisição são recordes em logística

Embora ainda pulverizado, o mercado de transporte e logística no Brasil passa por um momento de consolidação de grandes grupos. Aquisições recentes como as de Webjet, Direct Express e Rodoviária Schio por Gol, Tegma e JSL, respectivamente, compõem um cenário com números crescentes de fusões e aquisições no setor. Cada ano em maior número, as operações chegaram ao recorde de 44 em 2011.
Os números são de um levantamento feito pela PricewaterhouseCoopers (PwC). Segundo a empresa de consultoria, o ritmo de crescimento de fusões e aquisições no setor foi de 17% ao ano - superior ao da média da economia em geral, de apenas 5% ao ano. A tendência está na contramão do resto do mundo, onde o número de fusões e aquisições tem crescimento negativo.
A diversificação de operações é um dos principais motivadores para as compras das empresas. Foi o caso da aquisição da Rodoviário Schio pela JSL (antiga Julio Simões Logística), em setembro, por R$ 405 milhões. Segundo Fernando Simões, presidente da JSL, a aquisição permite que a empresa cresça no setor de alimentos, já que a companhia não atuava até então com cargas de temperatura controlada. Também foi esse o caso da Direct Express, especializada em logística para o varejo (principalmente compras pela internet), comprada pela Tegma - antes de transporte de grandes cargas.
Também chama atenção no relatório a maior participação dos investidores estrangeiros. De 20% em 2006, a presença externa nas operações chegou a 27% em 2011. Mesmo com a maior participação de estrangeiros nas operações brasileiras, o cenário de fusões e aquisições nesse setor ainda é dominado por empresas brasileiras, segundo Ernani Moraes, sócio da Pwc. "A complexidade da logística local ainda é um obstáculo para operadores de fora do país", afirma. Por isso, é natural que, quando querem entrar no país, as estrangeiras optem por comprar empresas locais.
Há alguns anos, foi exatamente esse o caso da brasileira Itatrans, comprada em 2009 pela Agility Logistics - de presença global. O presidente brasileiro da Itatrans - e agora presidente das operações brasileiras da Agility -, Ricardo Sapag, avalia a transação como positiva, já que proporcionou maior poder financeiro à empresa. "Há questões mais complicadas, como obrigações, cláusulas contratuais, normas da empresa [compradora] que você passa a ter de cumprir. Mas no balanço [sobre a compra], há mais pontos positivos. Hoje temos mais estrutura, posso contar com as operações da empresa em qualquer lugar do mundo, até no Afeganistão", diz Sapag.
Outro aspecto abordado pela pesquisa da PwC foi a participação de investidores financeiros, como fundos de investimento. O estudo corrobora o que antes era apenas uma observação de especialistas do setor: fundos de investimento estão mais presentes no setor de transporte e logística no Brasil. A participação em fusões e aquisições desse tipo de investidor aumentou consideravelmente de 2006 até 2011, segundo a PwC. No ano de 2006, eles representavam apenas 5% do total de transações. Em 2011, correspondeu a 23% do total das transações ocorridas. Com os grandes aportes dos fundos, em geral, as empresas passam a colocar em prática seus planos de expansão.
Um exemplo desse caso foi a compra de 50% da TCP Terminal de Contêineres (concessionária do terminal de contêineres do porto de Paranaguá) pela Advent International em 2011. Nos bastidores especula-se valor acima de R$ 500 milhões pela operação. Depois da compra, foram anunciados investimentos de R$ 170 milhões por parte do TCP para, em um ano e meio, dobrar sua capacidade anual de movimentação. Outro anúncio relevante do ano foi a compra de 30% da Gafor Logística pela Neo Capital Mezanino, por cerca de R$ 70 milhões. O montante servirá para suprir investimentos da empresa em novas áreas, como a briga pelo mercado de transporte de automóveis.

Fonte: Portal Frota Online

Metrô, trem e ônibus de SP caem na avaliação dos usuários

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos) revelou que a avaliação do transporte coletivo em São Paulo piorou na visão de seus usuários: 41% afirmaram que o transporte é ruim, contra apenas 18% que afirmaram que é bom. Segundo a pesquisa, seis dos nove meios de transporte avaliados tiveram queda nos conceitos "excelente/bom" de 2010 para 2011, incluindo metrô, trens e ônibus municipais.
Apenas ônibus de corredores da capital paulista, o expresso Tiradentes e os ônibus do corredor São Mateus-Jabaquara melhoraram sua avaliação, sendo que esse último apresentou o maior crescimento: nove pontos percentuais, pulando de 70% para 79% dos usuários que o consideravam "excelente/bom". A melhor avaliação é do expresso Tiradentes, com 81% dos usuários aprovando o serviço.
TRANSPORTE
Na avaliação, 48% dos entrevistados consideraram que o metrô melhorou nos últimos anos, enquanto 27% afirmaram o mesmo sobre o trem, e 16%, sobre o ônibus municipal. No entanto, a pesquisa apontou uma queda nos três itens em relação a 2010/11, quando os resultados foram, respectivamente, 68%, 39% e 29%.
Para a ANTP, a queda nos númeos é sinal de que o usuário está perdendo a sensação das melhorias no transporte coletivo.
Em relação à tarifa, apenas uma das nove categorias não teve aumento na proporção de entrevistados que acham o valor da passagem muito caro em relação ao que ganha: os microônibus, com 80% dos entrevistados que acham a tarifa muito alta. Os maiores crescimentos nessa categoria foram o trem urbano (de 62% para 68%) e o corredor de ônibus (de 68% para 76%).
Quando o assunto é a avaliação da tarifa em relação à qualidade do serviço, apenas o expresso Tiradentes (de 57% para 60%) e o ônibus metropolitano (de 41% para 43%) melhoraram na avaliação "ótimo/bom".
USUÁRIO
A pesquisa da ANTP também mostrou o perfil do usuário de transporte público em São Paulo. Segundo a associação, os usuários são de todas as classes sociais e incluem trabalhadores, estudantes e executivos, além de moradores de outros municípios e turistas.
Entre os entrevistados, 51% são mulheres, 82% pertencem às classes B e C e 58% não completaram o ensino Médio. A média de idade do usuário, de acordo com a pesquisa, é de 41 anos, com 39% dos usuários entre 26 e 45 anos.
De acordo com a pesquisa, a renda pessoal média do usuário é de R$ 1.110 e 68% acessam a internet, sendo 93% em casa. 60% dos entrevistados disseram que se informam sobre o transporte coletivo pela televisão; 25% afirmaram que usam a internet para se informarem sobre o assunto.
PROBLEMAS
Em relação à viagem, os entrevistados apontaram as limitações do transporte público como a maior fonte de incômodos: 69% dos usuários avaliam que problemas como superlotação (57%) e demora, tempo de espera ou atraso dos meios de transporte (23%) atrapalham o serviço. Apenas 6% dos entrevistados disseram não se incomodar com nada durante a viagem.
Ainda em relação aos problemas, a maior parte dos entrevistados tem a percepção de que o usuário de transporte coletivo se comporta mal: 43% consideraram as pessoas mal-educadas, e 40% disseram que os passageiros são estressados ou nervosos. Entre os sentimentos positivos, 17% consideram os usuários bem-educados, e 13%, tranquilos.
Segundo os entrevistados, os funcionários dos serviços de transporte tem participação em situações de violência, com 31% citando discussões entre usuários e funcionários e 20% relatando agressões de funcionários contra idosos. A situação mais frequente, de acordo com a pesquisa, é a ocorrência de discussão entre usuários.
Para os entrevistados, as situações de violência são causadas pela falta de educação dos usuários e pela superlotação.
PESQUISA
A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2011, em duas etapas: a primeira envolveu seis grupos de discussão com usuários de todos os meios de transporte; a segunda ouviu 3.423 pessoas em pesquisas domiciliares e em estações de trens e ônibus da Grande São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte: Portal Frota Online

Produtor banca safras recorde no Mato Grosso

Maior produtor de soja do país, o Mato Grosso nunca plantou tanto. Na safra que começou a ser colhida nos últimos dias, foram mais de 6,9 milhões de hectares - quase o tamanho da Irlanda. As expectativas convergem para uma produção igualmente recorde, acima de 22 milhões de toneladas, possivelmente com produtividade acima da média. A nova safra, a quinta consecutiva com aumento de produção, consolida a retomada sustentável do agronegócio mato-grossense após a crise da dívida na metade da última década.
A quebra de recordes na produção consolida também a maior independência dos grandes agricultores em relação aos empréstimos bancários, ao crédito oficial, progressivamente menor, e aos sucessores do Estado no financiamento aos produtores da região, as tradings. Segundo a Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso, a participação das empresas no funding da última safra foi de apenas 18% - em 2005, forneciam quase metade dos recursos.
Com cerca de 1,6 mil hectares plantados, o produtor Jeferson Milanez Bif, da Fazenda Primavera, construiu um armazém com capacidade para quase 500 mil sacas, que consumiu perto de R$ 2,5 milhões, tirados integralmente do bolso. O produtor Sérgio Stefanello, da Fazenda Porta do Céu, que tem 9 mil hectares plantados, adquiriu no último ano cinco novas colheitadeiras, dois pulverizadores, quatro tratores e quatro plantadeiras. Pagou 60% de todo o investimento com recursos próprios e financiou 40%. "Hoje, consigo renovar o parque de máquinas sem me endividar muito", conta.
A capitalização dos produtores não se deve apenas à sequência de boas safras e preços externos atraentes. "O aumento das restrições ambientais, que dificulta novos desmatamentos, a forte valorização das terras agricultáveis e o pagamento de dívidas passadas puseram freio nos investimentos e deixaram o produtor com mais recursos em caixa", diz Marcos Rubin, sócio da Agroconsult. Em 2012, os agricultores do Estado vão plantar a maior safrinha de milho da história no Estado.

Fonte: Portal Valor Econômico

41% da população desaprova o transporte público

Pesquisa sobre a mobilidade urbana indicou que 41% da população brasileira acha que o serviço de transporte público é ruim no país. O modelo está repleto de distorções e a avaliação da população é negativa com relação a rapidez, eficiência e custo do transporte público, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Feita de 8 a 29 de agosto de 2011, a pesquisa, em sua segunda edição, abrangeu 3.781 pessoas de todas as regiões, níveis de renda e escolaridade em 212 municípios.
A radiografia mostrou que o carro é o meio de transporte preferido dos brasileiros, por seu conforto e rapidez, mas também pelo status que representa. Mostra também que o incentivo a essa opção, como tem sido feito, é nocivo como política pública. "Se todos usarem automóvel, as cidades param, como já ocorre em várias delas", afirmou o técnico em planejamento Ernesto Galindo, responsável pela divulgação da pesquisa.
A moto, pelos acidentes que provoca e os custos que acarreta à saúde pública, é o vilão do trânsito, embora tenha facilitado a mobilidade urbana dos mais pobres. Ela já é o veículo mais utilizado para deslocamentos em muitas áreas das regiões Norte e Nordeste.
O ônibus passou de raspão na avaliação dos brasileiros, com média 5,6. Não porque o povo rejeite, mas porque ele é a maior vítima da falta de prioridade ao transporte público no País, explicou Galindo.
A maioria dos entrevistados respondeu que os ônibus são caros, em geral mal conservados e impontuais. Conforme a maioria dos entrevistados, eles demoram muito no percurso porque não há corredores exclusivos e disputam espaços com todo tipo de veículo, desde caminhões a motos e carros, no trânsito engarrafado das grandes cidades.

Fonte: Portal Frota Online

TrueCar? É a startup que irritou a Honda

Criada em 2008, a startup TrueCar funciona como um comparador de preços de carros. A diferença para outras ferramentas é que o site garante a venda no valor divulgado em sua relação de vendedores certificados. Em janeiro de 2011, a TrueCar lançou um índice que mapeia o mercado por completo e fornece ao consumidor um relatório atualizado do valor dos carros. Com isso, os consumidores estão encontrando diferenças de preço de até 8 mil dólares em concessionárias.
Para o cliente, isto é excelente. Para os vendedores, nem tanto. A Honda já disse que não está gostando e vários grupos concessionários querem provar que a empresa opera fora da lei. A montadora japonesa ameaçou cortar a verba publicitária de quem insistir em oferecer descontos em seus carros através do site. De acordo com uma reportagem publicada pela revista The Economist, a Honda diz que “seus vendedores podem vender os carros ao preço que quiserem, mas não vai pagá-los para que promovam seus veículos como baratos ou de baixo custo”.
Um dos fundadores da empresa, Scott Painter, disse que esta movimentação não ameaça, mas valoriza o negócio. Ainda na The Economist, o empreendedor garantiu que a gigante japonesa vai acabar mudando de ideia. “O poder do mercado vai mudar suas mentes”, disse à revista inglesa.
De acordo com o jornal Los Angeles Times, o estado do Colorado está investigando a empresa por fraude. O esquema seria o de atrair o consumidor com uma ótima oferta de um produto que não existe, assim, o cliente é obrigado a trocá-lo por outra opção. Isso acontece porque o site permite personalizar o modelo do veículo de diversas maneiras e, possivelmente, o resultado final é de um carro que não existe. O site diz que o cliente leva um similar, com as mesmas características e preço garantido.
A TrueCar, que estava na lista dos 20 melhores sites de dinheiro da CNNMoney, conta com mais de 5 mil vendedores certificados cadastrados. A receita vem das vendas efetivadas: 300 dólares por carro usado vendido e 400 dólares por carro novo. O crescimento é considerado vertiginoso. Em setembro do ano passado, a startup anunciou um aporte de 245 milhões de dólares para expandir. Logo no início de 2012, a empresa selou um acordo de parceria com o Yahoo.

Fonte: Portal Exame

Tegma planeja crescer no varejo comprando a LTD

Conhecida pela forte atuação em entrega de cargas pesadas, principalmente de automóveis zero quilômetro, a Tegma Gestão Logística pretende intensificar sua presença no varejo com a compra de mais uma empresa especializada em distribuição para clientes de comércio eletrônico. Ontem, foi assinado o compromisso de compra e venda com a LTD Transportes, que atua nesse segmento.
Em entrevista ao Valor, o presidente da Tegma, Gennaro Oddone, disse que a empresa vai complementar as atividades da Direct - que atua no mesmo mercado e foi adquirida em março do ano passado por R$ 77,2 milhões. A LTD entregará cargas maiores, com peso acima de 30 quilos - como geladeiras e máquinas de lavar, explica Oddone. Já a Direct cuidará de cargas menores.
O valor do negócio não foi revelado, mas Oddone afirma que não haverá troca de ações - e sim transação em dinheiro. Segundo ele, a LTD tem R$ 45 milhões de faturamento anualmente. Com 205 funcionários, a empresa atende clientes como Nova Pontocom (que opera sites de Extra, Ponto Frio e Casas Bahia), Walmart, Ricardo Eletro e Fast Shop.
Conforme fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ainda há condições para que a transação seja efetuada. Entre eles, a realização de auditoria financeira, operacional e legal da LTD e a aprovação da operação pelo conselho de administração da Tegma - empresa de capital aberto que lucrou R$ 112,3 milhões em 2010.

Fonte: Portal NTC

Desafio logística 2012

As empresas se perguntam onde investir, em qual área colocar mais recursos, qual profissional contratar? Os jovens profissionais gostariam de ter mais informações sobre seu futuro, as diferentes áreas e os cursos que podem abrir as portas do mercado de trabalho. E todos olham para o governo, esperando que as obras que destravarão nossos gargalos infraestruturas saiam do papel.
As empresas, não importa o setor de atuação, estão envolvidas de alguma forma com a logística. Elas precisam manter em equilíbrio o malabarismo envolvendo estoques, distribuição, compras, etc. Inclua nessa equação a automação, cada vez mais presente nas indústrias, e você encontra uma receita muito difícil de acertar.
A luta pela eficiência passa pelo ajuste fino de todos estes elos. Mas nada disso poderá funcionar sem que os próximos dois participantes do processo façam suas partes: profissionais e governo. Continue lendo.
Profissionais
A logística de alguns anos atrás era feita majoritariamente por administradores e engenheiros. Hoje, o mercado ainda tem a disposição estes profissionais, mas as carreiras, deveres e atribuições aumentaram, assim como aumentou a oferta de mão-de-obra com os cursos técnicos, tecnólogos e bacharelados específicos em logística.
Isso indica que qualificação é a palavra de ordem. Tenha consciência do que você quer (e pode) alcançar, faça cursos extras, especialize-se. As vagas existem, mas você precisa oferecer um currículo adequado, compatível e bem qualificado.
Empresas focadas e profissionais qualificados conseguem fazer a diferença. Mas para deslanchar é preciso que o terceiro elo esteja na mesma corrente rumo ao desenvolvimento: o governo.
Governo
O governo é a locomotiva da qualidade infraestrutural de um país. No Brasil, esta frase tem peso duplo. Primeiro, porque o governo não tem agido no sentido de destravar os nós que atrasam nossa logística. Segundo, porque essa locomotiva não tem trilhos disponíveis, visto que nossa malha ferroviária é vergonhosamente pequena.
Precisamos eleger com mais cuidado e colocar pressão contínua nos nossos governantes para que as obras que são necessárias para o bom andamento da logística nacional saiam das gavetas e rumem para as construções, sem atalhos nem desvios (incluindo aí os desvios financeiros criminosos).
Conclusão do desafio Logística 2012
Se os três envolvidos estiverem afinados, a banda tocará bonito em 2012. Empresas focadas, profissionais qualificados e governo comprometido poderão fazer de 2012 o ano da virada para a logística no Brasil.

Fonte: Portal Logística Descomplicada

Governo estuda rever remuneração de concessionárias

O governo federal pretende negociar uma remuneração menor para os novos investimentos da CCR e Triunfo, que têm concessões de algumas das primeiras estradas federais licitadas há 15 anos. As informações são do jornal Valor Econômico.
A intenção é que os desembolsos, que podem somar R$ 2,5 bilhões e visariam melhorar as rodovias, sejam feitos pelas concessionárias a uma remuneração menor do que a praticada nos contratos atuais – para não onerar ainda mais a tarifa do pedágio, considerada cara.
Caso não concordem, segundo a publicação, as empresas podem até ter seus contratos rescindidos.
O contrato firmado com o governo em 1995 garante aos grupos que exploram rodovias importantes como a Dutra uma taxa interna de retorno sobre o investimento de até 20% – número alto se comparado ao das concessões dos anos 2000, em torno de 8%. Os contratos já tratavam de possíveis novos investimentos nos trechos, mas mantêm a remuneração acordada na época.
O governo federal menciona taxas de 6% – baseado no sucesso da concessão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN). O presidente da CCR, Renato Vale, não acredita que a companhia aceite taxas de retorno tão baixas como essa. “Se for a 6%, um número que está na moda, nós não vamos fazer. Vamos ter de chegar a um acordo”, disse. O grupo tem as concessões da Ponte Rio-Niterói e rodovia presidente Dutra.

Fonte: Portal Carga Pesada

Cargas pesadas reduzem pela metade a vida útil das estradas

Nas estradas brasileiras, um problema puxa outro. A pavimentação sem qualidade provoca o desgaste prematuro do asfalto, e os buracos deixam a viagem ainda mais perigosa no fim do ano, com a temporada de chuvas, como mostra a repórter Liliana Junger.
Pegar estrada tem sido um desafio para os motoristas. “Tenho medo, ainda mais a gente que carrega criança junto. Dá medo”, comenta uma senhora. “Dói na gente, porque você sente que o carro está sofrendo. Depois, dói no bolso também. Porque é amortecedor, é pneu”, declara o pastor Jocimar Wruck.
A pavimentação das pistas de uma rodovia normalmente é feita para durar dez anos, segundo o DNIT. Mas a falta de conservação e o excesso de carga têm feito esse prazo cair pela metade. Sem manutenção, o asfalto fica todo trincado, e, com o período chuvoso, a situação piora.
“Essas trincas, com o caminhão passando em cima e a água infiltrando, vão aumentar. E o caminhão com sua carga, com suas rodas, vai fazendo um processo de bombeamento da água para dentro das camadas do pavimento e vão aparecendo os buracos”, explica Márcio Aguiar, especialista em estradas.
A família do operador de máquinas Aguinaldo Braga teve que interromper a viagem pela BR-381, que liga a capital mineira ao Espírito Santo. Por causa de um buraco na pista, lá se foram dois pneus. “De onde eu vim até aqui, é muito buraco, muito buraco mesmo”, reclama.
O borracheiro diz que não para um minuto. “Acabei de sair daqui e já me ligaram para socorrer o outro”, conta.
Na BR-040, que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, os motoristas passam por uma pista cheia de remendos. Em Machado, no sul de Minas, uma erosão interditou parte da BR-267.
Em Pernambuco, trechos da BR-101 receberam uma camada de asfalto, mas a estrada está longe de oferecer segurança. Em um ponto, a pista cedeu com a chuva. Os acostamentos são estreitos e cheios de buracos. Na BR-222, que corta o Maranhão, em alguns pontos da estrada, o asfalto deu lugar a crateras.
“Tem que ter atenção redobrada, porque, ao diminuir a velocidade, você vai conseguir fazer a manobra de desvio com maior segurança. E também no momento, se o veículo passar sobre o buraco, o dano no veículo vai ser menor e a probabilidade de acidente também é menor”, aponta Fabrízia Nicolai, da Polícia Rodoviária Federal.
A Assessoria de Comunicação do DNIT informou que é feito um levantamento constante da condição da malha rodoviária federal, mas, na maioria das estradas, a manutenção pode demorar até dois anos para ser feita.

Fonte: Portal G1

Pesquisa mostra dados sobre ferrovias


A CNT (Confederação Nacional dConcessionárias privadas investiram R$ 24 bilhões no setor ferroviário desde 1997o Transporte) divulgou nesta quinta-feira, 15, a “Pesquisa CNT de Ferrovias 2011”, na sede da entidade, em Brasília. Segundo o estudo, entre 1997 e 2010, as concessionárias privadas investiram R$ 24 bilhões no setor ferroviário, enquanto o Governo gastou R$ 1,3 bilhão no segmento. Neste período, investiu-se em melhoria das vias, aumento da segurança, aquisição de locomotivas e vagões, além da recuperação da frota sucateada.
De acordo com os dados da CNT, entre 2009 e 2010, o investimento da iniciativa privada aumentou 17,7%, enquanto o do Governo Federal diminuiu 8,6%.
O setor ferroviário, responsável por 20% do escoamento da produção nacional, tem aumentado a sua participação no transporte de cargas. De 2006 para 2010, a produção passou de 404,2 milhões de toneladas úteis para 470,1 milhões, alta de 16,3%. No ano passado, o minério de ferro foi o principal produto movimentado, com 71% do total.
Outro aspecto da pesquisa diz respeito à segurança do setor ferroviário. Os dados mostram que o número de acidentes nas estradas de ferro diminuiu desde o início das concessões. Em 1997, a média de acidentes foi de 75,5 a cada um milhão de quilômetros percorridos. Já em 2010, esse número baixou para 16. De acordo com os padrões internacionais, o índice razoável é entre oito e 13 acidentes a cada um milhão de quilômetros.
O estudo mostrou, ainda, que uma das principais dificuldades do setor é a invasão das faixas de domínio, ou seja, trechos da malha ferroviária totalmente cercados por construções. Isso obriga os trens a diminuir a velocidade e a gastar mais combustível, além da maior chance de acidentes e roubo de cargas. Para acabar com o problema, a CNT estima que seja preciso investir aproximadamente R$ 70 milhões, entre aquisição de terrenos e melhorias nas vias.

Fonte: Portal Web Transpo

Exportações da BRFoods têm alta de 11%

As exportações da BRF Brasil Foods, somando os resultados das vendas externas de BRFoods e Sadia, atingiram US$ 4,485 bilhões nos últimos onze meses, aumento de 11,1% na comparação com os US$ 4,039 bilhões do acumulado de 2010.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex), divulgados hoje. Com o resultado, a empresa mantém a quarta posição do ranking das 40 principais exportadoras brasileiras.
A divulgação dos resultados da BRF e Sadia foram separadas, mesmo que união entre as duas companhias tenha sido aprovada, com restrição, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 13 de julho.
Até novembro, a Sadia vendeu ao exterior US$ 2,333 bilhões, avanço de 12,02%, se mantendo na 11ª posição na lista, enquanto a BRF, no mesmo período, teve receita de US$ 2,151 bilhões, alta de 10,03%, no mesmo 12º lugar do acumulado do ano até outubro.

Fonte: Portal New Trade

DHL lança estudo sobre o Índice de Conectividade Global – potencial significativo e inexplorado para o crescimento econômico

Novo estudo afirma que a globalização não está tão avançada como alguns acreditam e que expandir a conectividade é importante para a acelerar o fim da crise econômica.
Brasil– A DHL, líder global em transporte e logística, publicou o seu primeiro estudo sobre o Índice de Conectividade Global - DHL Global Connectedness Index (GCI) - uma análise detalhada, país a país, sobre os fluxos que ligam o mundo. O estudo indica que a globalização ainda não está tão avançada como a maioria das pessoas acredita e que uma integração econômica contínua pode alimentar ganhos globais de 5% ou mais no produto interno bruto. O GCI classifica 125 países de acordo com a intensidade e variedade da sua integração na economia mundial, e examina a relação entre a conectividade global e o bem-estar. O estudo documenta que a conectividade global tem ainda muito espaço para expandir, mesmo entre os países mais conectados.
O estudo GCI foi divulgado durante a Cúpula Empresarial da APEC e Semana de Líderes em Honolulu(Havaí), em novembro deste ano, uma reunião global na qual chefes de Estado e líderes de empresas se encontram anualmente para debaterem questões econômicas internacionais. A pesquisa foi encomendada pela DHL e realizada pelo reconhecido economista e estrategista empresarial Pankaj Ghemawat, professor de Estratégia Global na Escola de Negócios IESE, em Barcelona.
“Este estudo fornece provas de que um mundo conectado é um mundo melhor em termos de bem-estar global e de desenvolvimento individual. O comércio livre de produtos e serviços contribui de forma significativa para a prosperidade global”, afirma Roger Crook, CEO Global da DHL, divisão Global Forwarding, Freight. As conclusões do estudo da DHL deverão ser úteis tanto aos líderes empresariais como às líderanças políticas e econômicas, moldando negócios e estratégias comerciais, disse Crook. “Ao avaliar o quão ligados nós estamos verdadeiramente, os países podem identificar as oportunidades e os canais pelos quais podem melhorar sua respectiva prosperidade.”
“A nossa análise revela que a integração econômica global não é tão profunda como se pensa. Portanto, nós vemos potencial de crescimento ainda a ser explorado tanto em cada país como globalmente. O aumento da conectividade global deverá gerar maior crescimento, somando biliões de dólares ao produto interno bruto global”, acrescentou Ghemawat.
O DHL Global Connectedness Index 2011 analisa dados de 10 diferentes tipos de fluxos internacionais, abrangendo as categorias de comércio, capital, informação e pessoas entre os anos de 2005 a 2010. Ao contrário dos índices existentes, o GCI analisa não só a intensidade das interações entre fronteiras dos países, como também a sua variedade geográfica – distinguindo países que estão verdadeiramente ligados pelo globo daqueles que têm laços mais profundos apenas com um pequeno conjunto de países parceiros. Além disso, se baseia exclusivamente em dados puramente quantitativos.
O GCI 2011 concluiu que os 10 países com ligações mais estritas são os Países Baixos, Singapura, Irlanda, Suíça, Luxemburgo, Reino Unido, Suécia, Bélgica, Hong-Kong (China) e Malta. A diversidade dos países no topo é ainda maior na lista dos 50 mais conectados, que inclui representantes dos seis continentes. Estes padrões indicam que os benefícios da conectividade estão acessíveis a um vasto leque de países e não apenas a plataformas comerciais que lideram muitos outros índices de globalização.
“O impacto positivo da conectividade global para a prosperidade mundial continuará a ser de grande importância. As dúvidas de alguns líderes políticos sobre o aumento da integração global estão mal colocadas; os seus benefícios ultrapassam muito as potenciais desvantagens”, afirma Ghemawat.
As principais conclusões do índice incluem: .O atual nível da conectividade de hoje é muito mais baixo do que aquilo em que se acredita; o seu potencial de crescimento positivo é, como tal, significativo;
. Os Países Baixos estão em 1º lugar em termos de conectividade global; Hong-Kong tem a maior classificação em relação à intensidade das suas ligações internacionais e o Reino Unido está no topo da lista para a variedade das suas ligações internacionais;
.Apesar de ter aumentado a sua interatividade comercial nos últimos anos, os Estados Unidos estão em 25º lugar geral. Os Estados Unidos são líder em termos de variedade, mas, como seria de se esperar de um país com um grande mercado interno, falta-lhe intensidade;
. A grande parte das ligações internacionais está ainda concentrada entre os países que partilham fronteiras (como o norte da Europa) e laços históricos e culturais, o que indica que muito da atual globalização é, na realidade, uma regionalização;
.Os países maiores têm pontuações mais altas em termos de variedade global das suas ligações; os países menores, em contrapartida, são melhores na intensidade das suas ligações;
.Os países que adotam políticas públicas, que encorajam diretamente maiores fluxos internacionais, bem como políticas favoráveis à conjuntura comercial interna podem melhorar ainda mais a sua conectividade global.

Fonte: Portal Fator Brasil

Números apresentados pela Marfrig são questionados

Numa análise intitulada "Carta aberta por uma Marfrig mais aberta" em seu blog, a Empiricus colocou em dúvida os métodos contábeis e o nível de transparência nas demonstrações financeiras da companhia. Segundo Rodolfo Amstalden, sócio e analista da Empiricus, as elevadas margens operacionais apresentadas no terceiro trimestre não foram bem esclarecidas.
A margem Ebitda (antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em 11,5%, contra 6,2% um ano antes. As concorrentes listadas JBS e Minerva fizeram 5,1% e 8,5%, respectivamente. A suspeita da Empiricus é em relação a outras receitas e despesas operacionais, que sem a margem Ebitda fica em 7,8% no trimestre.
Segundo a gestora, a Marfrig atribuiu alguns ajustes nos números de 2008 e 2009 à adoção do novo padrão contábil (IFRS). O impacto agregado desse e outros ajustes atribuídos ao IFRS no saldo do patrimônio líquido consolidado ao fim de 2008 seriam de R$ 394,3 milhões e de R$ 552 milhões em dezembro de 2009, pelos cálculos da Empiricus. Na prática, o indicador dívida líquida/ Ebitda sairia de 3,7 para 6,6 em 2008 e de 2,6 para 7,9 em 2009.
Segundo informações do Valor Online, o cálculo elaborado pela Empiricus não confere com os números reportados pelo frigorífico. A diferença, em 2009, soma R$ 45 milhões e, em 2010, mais de R$ 1 bilhão. Por comunicado, o Marfrig disse que "cumpriu plenamente todas as normas do IRFS e que os questionamentos e considerações do blog Empiricus carecem de fundamento." No ano, as ações da empresa caem 40%.

Fonte: Portal New Trade

Cooperativas do PR lideram ranking de exportações

As exportações das cooperativas paranaenses totalizaram US$ 1,937 bilhão no acumulado dos dez primeiros meses do ano. O volume representa um acréscimo de 34% em relação ao US$ 1,446 bilhão comercializado de janeiro a outubro de 2010. Com isso, o Paraná desponta como líder entre os estados exportadores, sendo responsável por 38% das exportações cooperativistas brasileiras. Em todo o País, o setor movimentou US$ 5,141 bilhões no período, maior volume desde 2005.
''A previsão para 2011 era de atingirmos US$ 2 bilhões, mas com os números obtidos até o momento, as cooperativas do Paraná irão, com certeza, ultrapassar essa expectativa'', avalia o analista técnico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Gilson Martins. Segundo ele, o bom resultado da última safra agrícola e o mercado internacional com preços favoráveis garantiram o resultado positivo do setor.

Fonte: Portal Folha Web

Obra vai evitar problemas na BR-116

A construção de duascortinas atirantadas (muro de contenção deencostas), no km 186, entrePonte Alta eCuritibanos, naBR-116, deve ficar pronta em junho do ano que vem. A informação é de Tiago Venzke Bortoli, coordenador de obras da Paulista Infraestrutura, empresa do mesmo grupo da Autopista Planalto Sul, concessionária da rodovia.
A obra é uma das maiores da concessionária na rodovia. Os serviços estão sendo executados em um ponto de terceira faixa, onde o terreno da base cedeu e a pista afundou. Por muito tempo, antes da concessão, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) manteve somente sinalização na área.
No local, onde trabalham cerca de homens, mais escavadeiras, dentre outros maquinários, serão construídas duascortinas, cada uma com mais de 100 metros de extensão. As estruturas têm por objetivo dar estabilidade ao solo, acabando com os deslizamentos e danos na pista, como vinha ocorrendo.
Segundo Bortoli, o terreno no local é muito instável e sempre quando chovia muito, a pista cedia. “A terra lá é uma mistura de solo com rocha e, quando chovia, a água infiltrava e a pista acabava cedendo. Isso ocorria todos anos. Mas com as cortinas, o objetivo é acabar com os problemas”, comenta.
Outros serviços, como a instalação de 84 drenos, com profundidade média de 31 metros cada um, para drenar a água que infiltra no solo cada vez que chove, causando os problemas na pista, também estão sendo executados. O custo total da obra, que iniciou em abril deste ano, será de aproximadamente R$ 7,6 milhões. A previsão é que tudo esteja pronto em junho do ano que vem.
“Até que o ponto seja liberado, foi reforçada a sinalização no trecho, mas a orientação é que os motoristas tenham cuidado ao transitar pelo local”, recomenda o coordenador, salientando que a obra, que fica a dois quilômetros do trevo do Patussi, no cruzamento com a BR-470, é uma das maiores daBR-116.
Da mesma forma, o chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Lages, João José Blomer, diz que a fiscalização foi reforçada no local, tudo para oferecer segurança aos motoristas. “É uma obra que vem causando uma série de transtornos, mas ela é muito importante, pois vai resolver um problema antigo. Então recomendamos cautela”, destaca.
Perto dali, outra obra está sendo executada pela Autopista. Trata-se da remodelação do trevo do Patussi, no Km 184, no trevo com a BR-470. A obra tem por objetivo dar maior segurança aos motoristas, segundo Tiago Venzke Bortoli.
Ele explica que o trevo antigo tem apenas uma pista. Com as obras, a rotatória passará a ter duas faixas, melhorando a geometria e o traçado no local, e facilitando o fluxo de veículos. O investimento é de cerca de R$ 1,2 milhão.
A obra, segundo Tiago, está prevista no Programa de Exploração da Rodovia (PER) da Autopista, definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), conforme prevê o contrato de concessão assinado entre a concessionária e o Governo Federal.
“O prazo para entrega é fevereiro de 2012, mas a empreiteira responsável pelas obras está empenhada e acelerando os trabalhos para concluí-la ainda em dezembro deste ano”, destacou, salientando que os trabalhos começaram em outubro.
• A infiltração de água ao longo dos anos tornou o terreno instável, favorecendo deslizamentos e danos na pista (degrau). Com as obras, o objetivo é deixar o solo estável, evitando mais problemas.
• Construção de duascortinas (muro de contenção) com mais de 100 metros cada uma;
• Instalação de 84 drenos com profundidade média de 31 metros;
• Movimento de 9.700 metros cúbicos de terra;
• Consumo de 600 metros cúbicos de concreto (cerca de 80 cargas de caminhões) e 74,4 mil quilos de ferro;
• Investimento de aproximadamente R$ 7,6 milhões.


Fonte: Portal Intelog