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Sindiatacadista fecha 2011 com saldo positivo

Em 2011 o Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF) comemorou dez anos de atuação. Segundo a entidade, foram anos de lutas e articulações políticas para garantir boas condições de trabalho e equidade fiscal para os atacadistas locais.
Hoje, o Distrito Federal conta com mais de 1,2 mil empresas atacadistas. E é para elas que oSindicato trabalha o ano inteiro. “Podemos dizer que 2011 foi o ano das parcerias. Construímos sólidas alianças com empresas e organizações dos mais variados segmentos. Tudoisso pensando em trazer cada vez mais benefícios àqueles quedão sentido à existência do sindicato: os nossosassociados”, afirma Fábio de Carvalho.
Além do crescimento do número de associados, o Sindiatacadista/DF ainda destaca algumas conquistas. Mais de duzentas pessoas participaram dos cursos promovidos pelo Sindiatacadista/DF, em parceria com SEBRAE/DF, foram 140 horas de treinamentos e palestras em aperfeiçoamento para funcionáriosdo setor. Foram produzidos 43 boletins informativos, enviados aos associados e parceiros, além dos comunicados e das principais notícias sobre economia, política, entre outros assuntos de interesse do setor.
Mais de mil e trezentas pessoas participaram do Encontro Brasiliense de Vendas (Brasvendas), que contou com a participação do empresário, colunista e escritor, Max Gehringer. Devido às campanhas sociais, 2.864crianças foram atendidas e receberam, entre outras coisas,alimentos, roupas, materiais escolares e brinquedos. Pensando no meio ambiente, funcionários e voluntários recolheram uma tonelada de lixo em uma ação ambiental, no Dia Mundial do MeioAmbiente.
A comitiva que seguiu paraPernambuco, para participar do encontro ABAD 2011, foi, mais uma vez, a vencedora da maior caravana, com a participação de 100empresários locais. E, por meio de reuniões denegócios promovidas pelo Sindiatacadista/DF, os empresários tiveram a oportunidades de receber comitivas da China e da Argentina para rodada de negócios.
Em relação aovolume de arrecadação gerado até setembro de 2011, o setor teve um crescimento de 5%, em comparação com o mesmo período de 2010. Segundo o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), foram arrecadados R$ 835 milhões.“Porém, até o final do ano, esperamos crescer apenas1,5%, devido às últimas mudanças nos regimes especiaisde tributação”, declara Carvalho.
“Ano que vem, tenho certeza de que continuaremos unidos para traçar um plano de ações ainda mais favorável para o setor. lutaremos com garra para defender os nossos interesses e mostrar para todos que o futuro do comércio atacadista no Distrito Federal é promissor e trará, para Brasília, ainda mais desenvolvimento, gerando renda e emprego para a população”, finaliza.

Fonte: Portal New Trade

Comércio sustentará economia brasileira em 2012, prevê CNDL

A injeção de R$ 47 bilhões na economia oriundos do reajuste do salário mínimo e a crescente presença da Classe C no mercado de consumo deverão fazer do comércio o setor com melhor desempenho no Brasil em 2012. A análise é do presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), economista Roque Pellizzaro Junior, para quem a manutenção do nível de emprego no País será o maior desafio do próximo ano.
"Com o amadurecimento do nosso mercado, o varejo deverá sofrer mudanças em sua atividade para se adequar a esta nova fase. Com esta ótica, os varejistas já reestruturam seus planos de expansão dos pontos de venda, assim como o mix de seus produtos", avalia Pellizzaro. Segundo ele, esta tendência deverá se generalizar ao longo de 2012.
A participação da Classe C no mercado depende, no entanto, da manutenção do emprego. Considerado a coluna de sustentação da economia nacional por meio do consumo das famílias, o nível de emprego tem apresentado acomodação segundo os últimos números apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o que deverá fazer deste indicador o principal foco de atenção do Governo para o próximo ano.
O presidente da CNDL acredita que o crescimento do PIB em 2012 não deverá ser superior a 3,5%. Os números dos dois últimos trimestres associados à instabilidade nos mercados internacionais e à tendência de acomodação do consumo interno justificam a análise do economista.
Poder de compra
Outros fatores importantes para o desempenho do comércio no próximo ano estão ligados à manutenção do poder de compra dos consumidores. A inadimplência, embora tenha crescido por dez meses consecutivos em 2011, como demonstraram os dados do SPC Brasil, deverá apresentar reversão de tendência nos primeiros meses do ano com a entrada de recursos do novo salário mínimo (14% superior) e acomodação da demanda da "nova classe C", acredita Pellizzaro.



Segundo o presidente da CNDL, a inflação, considerada um dos causadores da inadimplência e do alto endividamento que levaram a desaceleração nas vendas nos dois últimos meses de 2011, em especial no Natal, deverá ser menor em 2012 do que a registrada este ano. O índice de custo de vida, no entanto, deverá se manter acima do centro da meta do Governo, de 4,5%. "O Banco Central não poderá atuar com uma política de juros altos sob pena de paralisação econômica no Brasil", prevê o presidente da CNDL, referindo-se à taxa Selic, principal instrumento para conter os preços.
Pellizaro acredita que o Banco Central deve manter a trajetória de queda da taxa básica até que atinja juros reais (juros menos inflação) de 5% ao ano. A taxa básica de juros é hoje de 11 % ao ano e a última projeção do mercado para a inflação de 2011 é de 6,54%. "A preocupação com a inflação estará no centro das atenções do BC, mas a redução na atividade econômica também."

Fonte: Portal New Trade

O governo fecha o cerco à carta-frete

A Resolução 3.658 da ANTT quer trazer, para a luz do dia, um mercado informal do transporte de cargas estimado em R$ 44 bilhões por ano. Sua intenção é recolher impostos. Para isso, proibiu a carta-frete e quer que todos os autônomos recebam seus fretes através de depósito em conta bancária deles mesmos ou por meio das empresas administradoras de cartões
Se não houver nova prorrogação, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) começa a fiscalizar e multar, no dia 22 de janeiro, quem ainda estiver utilizando carta-frete. As multas vão de R$ 550 a R$ 10.500 e podem ser aplicadas tanto ao contratante (empresa de transporte ou embarcador) como ao caminhoneiro autônomo.
Oficialmente, a carta-frete foi extinta em 2010, com a aprovação da Lei Federal 12.249, que delegou à ANTT a definição de outra forma de pagamento do motorista. A ANTT, então, publicou a Resolução 3.658, no dia 27 de abril, com a regulamentação.
A norma é a seguinte: o pagamento para o autônomo e seu equiparado (pessoa jurídica com até três veículos) só pode ser feito por depósito em conta-corrente em seu nome ou por meio eletrônico administrado por empresa homologada pela ANTT. Neste segundo caso, é proibido descontar o custo do serviço de pagamento do motorista.
Essa é a parte da resolução que fala do pagamento de fretes. Existe outra parte, determinando que cada operação de transporte deve ter um número, chamado Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que é gerado por essas mesmas empresas homologadas para fazer pagamento eletrônico de fretes. Mesmo os contratantes de fretes que não forem clientes dessas empresas irão buscar o tal código no site ou nas centrais telefônicas delas. Serviço gratuito, manda a resolução.
Para gerar o CIOT, o contratante deve informar tudo sobre a operação de transporte: seu nome e endereço, número do RNTRC do autônomo, seu nome e CPF ou razão social, e CNPJ e o endereço do destinatário da carga. Mais: municípios de origem e destino da carga, sua natureza e peso e o valor do frete, indicação do responsável pelo pagamento, valor do pedágio da origem ao destino, valores dos impostos, taxas e contribuições previdenciárias, placa do veículo e a data do início e término da operação de transporte.
O que é que tudo isso quer dizer? Que o governo ganhou um meio para fiscalizar as atividades de contratantes e contratados do transporte rodoviário de cargas. Muitos, como se sabe, trabalham na informalidade, sem recolher impostos. A Consultoria Deloitte estima em R$ 60 bilhões o mercado de fretes rodoviários no País e diz que somente R$ 16 bilhões são informados ao fisco; nada menos que R$ 44 bilhões estariam na informalidade.
Em outras palavras, se a resolução “pegar”, será o fim do “jeitinho” (ou do caixa dois) para embarcadores, transportadoras e autônomos. Mas é bom dizer: a carta-frete continuava circulando livremente nos postos de estradas, no fim de novembro, quando a Carga Pesada preparou esta reportagem. Tem gente que aplaude as novas medidas e gente que torce o nariz para a mudança. E até quem foi à Justiça para tentar manter a carta-frete como uma possibilidade normal de pagamento.

Fonte: Portal Carga Pesada

Paranaguá recebe mais veículos em 2011

No acumulado deste ano, o número de veículos movimentado, pelo Porto de Paranaguá, cresceu 24% na comparação com o mesmo período de 2010. Com este desempenho, o terminal paranaense chegou a 200 mil unidades em 2011; no ano anterior, este volume havia sido de 160 mil automóveis. Estes resultados chamaram atenção da Nissan, que enviou representantes da matriz japonesa para conhecer a logística local com este tipo de mercadoria.
Patrick Silveira, coordenador de operações internacionais da Renault-Nissan, afirmou que a equipe técnica japonesa veio conhecer o local para descobrir como o porto aumentou o volume de veículos movimentados em quase 30%.
“O Porto de Paranaguá tem encontrado alternativas para conseguir atender a demanda de veículos. Aprimoramos nossa logística interna e estamos inclusive dedicando áreas para armazenar veículos que antes não eram destinadas para este fim”, explica Airton Vidal Maron, superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina.
Em maio deste ano, o Brasil, em resposta a sanções argentinas contra produtos brasileiros, encerrou o processo de licença automática para a importação de algumas mercadorias vindas de lá, como veículos, autopeças, produtos têxteis, entre outros. Com isso, o processo de liberação de produtos provenientes do país portenho ficou mais demorada, chegando a levar 90 dias, anteriormente este prazo era de no máximo dez.
Para que as embarcações não deixassem de ser atendidas, o terminal adotou algumas medidas como armazenamento dos veículos. Em outubro, a Appa (Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá) chegou a ter 15 mil veículos nos pátios em área primária.

Fonte: Portal Web Transpo

Centrais de compra apostam em importações

Vinhos argentinos, portugueses e espanhóis estão entre os preferidos de quem já adotou a importação como estratégia de compras. O objetivo é contornar as dificuldades de comprar em conjunto no mercado interno. A principal delas é o valor do frete, que varia muito entre os participantes.
Formada por 16 supermercados, a central de negócios Rede Brasil, começou a importar no ano passado e movimentou R$ 20 milhões. “Vamos importar o dobro este ano”, diz Antônio José Monte, presidente da Coop e da Rede Brasil.
Equipamentos de tecnologia também estão na lista dos produtos mais comprados no exterior pelos supermercadistas. O setor tem se voltado para as importações principalmente porque as centrais de compra ainda não são o melhor modelo de negócios. Como as indústrias de grande porte geralmente trabalham com gerências regionais, as quais são responsáveis pela negociação com os varejistas locais, supermercados de diferentes regiões dificilmente acertam a compra conjunta. No caso das importações esse obstáculo não existe.

Fonte: Brasil Econômico