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Balança comercial tem melhor desempenho semestral desde 1989


A balança comercial brasileira encerrou junho com superávit de 3,97 bilhões de dólares, informou nesta sexta-feira o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Com o resultado, o superávit do primeiro semestre somou 23,63 bilhões de dólares, o melhor desempenho para o período desde o início da série histórica, em 1989.
O resultado do primeiro semestre deste ano ficou acima do saldo positivo registrado em todo o ano passado, de 19,69 bilhões de dólares. Nos seis primeiros meses de 2015, as vendas externas superaram as importações em 2,28 bilhões de dólares.
A melhora na balança comercial acontece em um momento de dólar em patamar relativamente mais alto e de recessão econômica, que contribuem para derrubar as compras do exterior. O resultado no mês passado foi fruto de exportações de 16,74 bilhões de dólares e de importações de 12,77 bilhões de dólares. Ele veio em linha com a expectativa de saldo positivo de 4 bilhões de dólares em pesquisa da agência Reuters com especialistas.
Na parcial de 2016, as exportações somaram 90,23 bilhões de dólares, com média diária de 727 milhões de dólares (queda de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano passado). Já as importações somaram 66,6 bilhões de dólares, ou 537 milhões de dólares por dia útil, baixa de 29,6% em relação aos primeiros seis meses.

Fonte: Log Web

Crescimento do Atacarejo impulsiona negócios

Crescimento do setor de atacado de autosserviço impulsiona negócios do Grupo tenda Atacado, que inaugura nova unidade no estado de São Paulo

 
O setor de Cash & Carry, conhecido popularmente como atacarejo, cresceu 12,1% entre 2014 e 2015 com a abertura de 50 novas lojas em todo o país. O faturamento do setor de atacarejo/distribuição chegou a R$ 218,4 bilhões no ano passado, segundo pesquisa recente realizada pela Nielsen. Isso significa que os consumidores brasileiros estão em busca de novos canais que ofereçam o melhor custo-benefício, assim como compra em maior quantidade e preços mais acessíveis. Atualmente, esse novo consumidor do atacarejo gasta 12% menos, e leva 9% mais itens, sendo que pessoas físicas já representam entre 50% e 70% dos compradores nesse canal.
Esse novo cenário do mercado brasileiro viabiliza a instalação de novas unidades de atacado de autosserviço. Exemplo disso, é a inauguração da unidade do Grupo Tenda Atacado, em Hortolândia, interior do Estado de São Paulo, com 6 mil metros quadrados, no próximo dia 30 de junho, com abertura para o público às 10h. A loja será responsável pela geração de 200 vagas de empregos diretos e 600 indiretos. 

Atacarejo: Perspectivas em meio a crise econômica
 
Sobre as perspectivas de novos negócios para 2016, mesmo com a forte crise econômica, o diretor geral do Tenda Atacado, Fernando Bara, afirma que é preciso manter a autoestima e acreditar no mercado brasileiro e por isso pretende inaugurar mais duas ou três unidades ainda esse ano.
Bara explica que este modelo de negócio ainda está crescendo, mas é preciso lembrar que mesmo no atacado, o consumidor segue racionalizando as compras, escolhendo marcas mais baratas e substituindo itens, dando preferência aos produtos mais básicos. Diante desse cenário, o desafio do Tenda está sendo superado, por meio de descontos e facilidades. “O nosso Cartão Tenda, por exemplo, oferece uma série de vantagens exclusivas, descontos especiais nos diversos setores da loja e as melhores condições de parcelamento”, explica ele.

 

Demanda pelos serviços de logística deverá aumentar

Não são só negativas as consequências da alta do dólar para o programa de logística do governo. Se por um lado os recursos estrangeiros tendem a ficar mais escassos, por outro a demanda pelos serviços de logística deverá aumentar, puxada pelas exportações. "A alta do dólar é uma injeção na veia da lucratividade", entusiasma-se o senador Blairo Maggi (PR-MT), grande produtor de soja.
Maggi acha que o momento não é dos mais propícios para os leilões, porque a economia brasileira dá sinais de fraqueza com os principais indicadores decepcionando. "Por outro lado, com os mesmos dólares será possível fazer mais coisas no País", pondera o senador.
"O volume de negócios vai crescer", concorda o consultor de Logística da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Luiz Antônio Fayet.
O consultor da entidade também observa que a alta do dólar tem seu lado negativo, pela inflação nos custos. "Mas, do ponto de vista da infraestrutura, o saldo é altamente positivo", afirma.
 
Fonte: Portal NTC

Setcergs recomenda reajuste de 7,54% no frete a partir de setembro

Percentual é sustentado pelo INCTF apurado nos últimos 12 meses; sindicato do Rio Grande do Sul também recomenda cobrança da Taxa Restrição de Trânsito em Porto Alegre.
 
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Após reunião realizada nesta terça-feira (20/8), o Setcergs (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul) anunciou que recomendará às empresas de transporte de cargas o reajuste do preço do frete em 7,54%, a partir do dia de 1º de setembro.
O percentual de reajuste é sustentado pelo INCTF (Índice Nacional da Variação de Custo do Transporte Rodoviário de Cargas Fracionadas) apurado nos últimos 12 meses. Somente no primeiro semestre de 2013, o INCTF já acumulou 5,6%.
Outros aspectos que contribuíram para a alta do percentual foram o acréscimo do preço do diesel – que sofreu variação de 10,88% de janeiro a junho, passando de R$ 2,104 para R$ 2,333 por litro – e o custo da mão de obra, cujo dissídio em 2013 foi em geral superior à inflação do período. Os dados são da NTC & Logística (Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística).
Além do novo reajuste a ser praticado, o sindicato também recomendou pela primeira vez a cobrança da TRT (Taxa Restrição de Trânsito) em Porto Alegre (RS). Anteriormente, essa tarifa só era cobrada em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro por conta das dificuldades de mobilidade urbana local.

Fonte: Transporta Brasil

Prazo para parcelamento de dívidas de ICMS termina no dia 31/8 para empresas de SP


destaque-prazo-icms11As empresas do Estado De São Paulo têm até o dia 31/8 para aderirem ao PEP (Programa Especial de Parcelamento) do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para liquidação de débitos com redução de multas e juros decorrentes de fatos geradores ocorridos até 31/7/2012, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa.
O programa está disponível desde março, mas a adesão das empresas vem sendo abaixo do esperado. Em função disto, o poder público já alongou o prazo de adesão que era até o dia 31/5.
Até o dia 15 deste mês de agosto o programa havia arrecadado R$ 5,2 bilhões, valor que se refere a parcelamentos e a pagamentos feitos em cota única. Haviam sido feitas 47.478 adesões ao programa, o que representa mais de R$ 14 bilhões em débitos a serem quitados com os benefícios do programa.
“É uma grande oportunidade para todas as empresas do Estado que possuem este tipo de débito, principalmente, por ser um programa que possibilita parcelar em até dez anos, mas antes de entrarem as empresas devem fazer uma avaliação minuciosa dos débitos e optar por uma opção que realmente possa pagar”, comenta o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos.
Regras do Programa
O PEP está condicionado a que o valor do débito atualizado nos termos da legislação vigente, seja recolhido, em moeda corrente:
I – em parcela única (à vista), com redução de 75% do valor atualizado das multas punitiva e moratória e de 60% do valor dos juros incidentes sobre o imposto e sobre a multa punitiva;
II – em até 120 parcelas mensais e consecutivas, com redução de 50% do valor atualizado das multas punitiva e moratória e 40% do valor dos juros incidentes sobre o imposto e sobre a multa punitiva.
Se a opção for parcelamento, haverá a incidência de acréscimos financeiros sobre o valor das parcelas da seguinte forma:
tabela-icms
“O valor das parcelas, desde que recolhidas nos respectivos vencimentos, permanecerá inalterado da primeira até a última. O valor mínimo de cada parcela não poderá ser inferior a R$ 500,00″, ressalta o diretor da Confirp.
Para obter mais informações ou para poder efetuar o parcelamento, o contribuinte deverá acessar o endereço www.pepdoicms.sp.gov.br e selecionar os débitos fiscais a serem incluídos no Programa, confirmar a adesão ao PEP e emitir a Guia de Arrecadação Estadual para a realização do pagamento, na rede bancária autorizada, da primeira parcela ou da quota única.

Fonte: Transporta Brasil

Trecho da BR-163 que corta MS terá nove praças de pedágio

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O trecho da rodovia BR-163 que corta Mato Grosso do Sul passará a ter nove praças de pedágios após a privatização. Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), as tarifas podem totalizar R$ 67,10 na rodovia, que corta o Estado de norte a sul e tem 847,2 quilômetros de extensão. A licitação para a concessão de 30 anos deve sair em 2014.

A cobrança do pedágio somente poderá ter início após a conclusão dos trabalhos iniciais na rodovia e a execução de 10% das obras de duplicação. A BR-163 deverá ser totalmente duplicada até o fim do quinto ano do prazo da concessão.

Em Mundo Novo, município do sul do Estado, motoristas pagarão a taxa mais barata do trecho, que é de R$ 5,70. Já a tarifa mais cara foi estipulada para as praças de Campo Grande e Rio Verde de Mato Grosso, na região norte, onde custará R$ 8,80.

Os outros pontos que terão cobrança são: Itaquiraí/ Naviraí (R$ 7,80), Caarapó (R$ 7,90), Rio Brilhante (R$ 8), Bandeirantes/Rochedo/Jaraguari (R$ 6,80), São Gabriel do Oeste/Camapuã (R$ 6,70) e Pedro Gomes/Sonora (R$ 6,60).

Fonte: Transporta Brasil

Dólar fecha no maior valor em quatro anos

Nesta quinta-feira o dólar encerrou o dia cotado a R$ 2,302, com alta de 0,85% em relação ao valor desta quarta-feira
Dólar tem nova alta nesta quinta-feira / Shutterstock / Dima Sobko O dólar fechou acima de R$ 2,30 pela primeira vez em mais de quatro anos. A cotação não era ultrapassada desde 31 de março de 2009, quando a moeda norte-americana atingiu R$ 2,319. Nesta quinta-feira o dólar encerrou o dia cotado a R$ 2,302, com alta de 0,85% em relação ao valor desta quarta-feira.

Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta instabilidade por causa da perspectiva de o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reduzir os estímulos monetários para a economia norte-americana. Após reunião ontem (31), o Fed informou que a economia dos Estados Unidos ainda precisa de suporte, sinalizando que não haveria uma retirada imediata do apoio. No entanto, dados positivos sobre a indústria norte-americana voltaram a assustar os investidores quanto ao fim do auxílio hoje.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou o comportamento do câmbio nesta quinta-feira. Na avaliação do ministro, a volatilidade continuará até que o Fed comece efetivamente a desativar dos estímulos. "O câmbio tem sido volátil por causa do anúncio do Fed de que vai mudar a política.

Quando há notícia boa nos Estados Unidos, o mercado deduz que o banco vai acelerar a retirada dos estímulos monetários. Isso já dura mais de um mês e nós agimos para reduzir essa volatilidade", disse. Para conter a alta da moeda americana, na manhã de ontem o Banco Central (BC) fez três leilões equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, o swap cambial.

Fonte: Band.com.br

BNDES cria programa de R$ 1 bilhão para armazenagem de grãos

A safra no país tem apresentado recordes desde 2010

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um programa de R$ 1 bilhão para financiar a construção e ampliação de silos e estruturas de armazenagem para produtores de grãos. O objetivo é mitigar o déficit de armazéns existente no país, em um ano em que a safra deverá ser recorde. O programa terá condições semelhantes à do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia a compra de bens de capital (peças e equipamentos usados na produção).

De acordo com Juliana Santos da Cruz, chefe do departamento de relações com agentes financeiros do BNDES, a instituição realizou uma total reformulação do programa BNDES Cerealistas. Criado em 2008, o programa tinha dotação orçamentária de R$ 500 milhões e taxas variáveis superando os 5%.

O novo programa terá mais R$ 1 bilhão de orçamento com taxa fixa de 3,5% ao ano, incluindo intermediação financeira. O prazo que era de 144 meses passou para 180. Os recursos serão remanejados do PSI e não estão incluídos no Plano Safra. "Com a edição do PSI e agora esse boom da safra, houve a necessidade de melhorar as taxas também para esse programa", disse Juliana ao Valor.

A previsão é que a circular seja publicada até o fim de julho e as operações sejam iniciadas nos próximos meses. Assim como o PSI, o programa só estará em vigor até 31 de dezembro. "Nossa preocupação foi a dificuldade de escoar a safra e armazená-la", disse Rômulo Bastos, gerente do departamento de relações com agentes financeiros do BNDES.

De acordo com Juliana, produtores de grãos de todos os portes registram déficit de armazenagem, o que fará com que a demanda seja distribuída tanto entre pequenas e médias empresas - com faturamento anual de até R$ 90 milhões, na classificação do banco - como de grandes empresas, com faturamento superior a esse valor.

O prazo entre a contratação e a liberação do empréstimo é de 30 dias. O programa é destinado a produtores de grãos de todo o país, mas, segundo o BNDES, a região Centro-Oeste costuma demandar mais recursos.

A capacidade de estocagem no país não tem crescido no mesmo ritmo que a atividade produtiva no campo. Ao se comparar dados de produção de grãos e capacidade de estoque, é possível notar um déficit de quase 30 milhões de toneladas.

A safra de grãos tem apresentado recordes sucessivos desde 2010, lembrou o gerente de Pesquisas Agrícolas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andreazzi. A previsão para este ano é de novo recorde, de 185,7 milhões de toneladas, 14,7% acima de 2012, segundo o mais recente Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LPSA) de junho.

Ao mesmo tempo, pesquisa de estoques também apurada pelo instituto mostrou capacidade de estocagem de 158,6 milhões de toneladas em 9.223 estabelecimentos ativos no país ao fim do ano passado. "Ter maior capacidade de estocagem é estratégico para o produtor, que pode armazenar o produto quando o preço de venda não é favorável", afirmou Andreazzi.


Fonte: Frotacia.com.br

JBS compra avícola Agrovêneto por R$128 milhões

A brasileira JBS, maior processadora de carne de frango do mundo, informou hoje que fechou um acordo para adquirir a avícola Agrovêneto, por R$ 128 milhões. Desse total, R$ 10 milhões serão pagos em ações de JBS e o restante por meio de assunção de dívidas. A concretização do acordo ainda depende de due diligence.
Sediada em Nova Veneza (SC), a Agrovêneto tem capacidade para abater 140 mil aves por dia e atua tanto nos mercados interno quanto externo. As exportações da empresa catarinense estão concentradas nos mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Com a aquisição da Agrovêneto, a JBS passará a contar com quatro unidades de aves do Brasil, com uma capacidade diária de processamento de 1,34 milhão de cabeças.
O novo negócio se soma aos ativos arrendados da francesa Doux no primeiro semestre deste ano, que marcaram a entrada da JBS no segmento de carne de frango no Brasil. Até então, a JBS concentrava usas operações avícolas nos EUA, com a Pilgrim´s Pride, segunda maior processadora de carne de frango do mundo.

Fonte: Valor Econômico


Amazon e B2W não estão em negociações, dizem fontes

 A Amazon não está em negociações com a B2W, afirmaram fontes próximas ao assunto na última quinta-feira, em meio a rumores de que uma possível aquisição estaria sendo avaliada, o que fazia as ações da varejista online brasileira dispararem pelo segundo dia seguido na Bovespa.
"Não tem nada (sendo negociado) com B2W", disse uma fonte com conhecimento dos planos do grupo norte-americano, ressaltando que o mercado "está usando os rumores para fazer subir o preço da ação".
Às 12h41, o papel da B2W subia 5,42 por cento, a 9,14 reais, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,39 por cento. Na véspera, a ação disparou 9,2 por cento.
Procurados pela Reuters, representantes da Amazon, da B2W e da Lojas Americanas, controladora da empresa brasileira, não comentaram sobre uma eventual negociação envolvendo as companhias.
A valorização das ações da varejista dona dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime também foi considerada "especulativa" por outras duas fontes com conhecimento do assunto.
"É uma história antiga (a possibilidade de aquisição da B2W)", disse uma das fontes. "Sempre que a ação sobe volta o rumor, mas é pura especulação." A terceira fonte, que tem conhecimento dos planos da B2W, comentou que uma possível negociação com a Amazon é "difícil e improvável".
Recentemente, a ação da B2W registrou forte valorização motivada pela possibilidade da Lojas Americanas realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) para fechar o capital de sua controlada.
PENALIZADA
A B2W vem sendo penalizada no mercado de capitais há cerca de dois anos, refletindo prejuízos consecutivos decorrentes da demora para integrar suas plataformas e uma série de problemas operacionais que se refletiram principalmente em atrasos na entrega de produtos.
Em meio a este cenário, rumores sobre possíveis aquisições ou fechamento de capital da B2W vêm acompanhando o histórico da empresa.
A companhia anunciou recentemente plano de investir mais de 1 bilhão de reais entre 2013 e 2015 em tecnologia, inovação e logística, buscando voltar a crescer apoiada em crescimento de vendas.
Por sua vez, a Amazon.com vem ganhando as atenções do mercado com planos de abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre deste ano.
Esta deve ser a porta de entrada para o grupo norte-americano conquistar um espaço na maior economia da América Latina com seu tablet, o Kindle, e um catálogo de livros digitais (ebooks) em português, disseram representantes de editoras locais e uma fonte da indústria a par dos planos da varejista norte-americana à Reuters, em junho.
Com uma abordagem totalmente digital, em um primeiro momento, a Amazon minimiza os riscos que uma estreia de maiores proporções implicaria num país com problemas notórios de infraestrutura, dos quais a B2W é uma das vítimas.

Fontes: G1 via Reuters 

FedEx faz acordo para comprar Rapidão Cometa

A FedEx anunciou nesta terça-feira que fechou acordo para comprar a companhia brasileira de transporte e logística Rapidão Cometa, que vinha sendo representante autorizado da norte-americana no Brasil havia mais de uma década.
O valor da operação não foi divulgado. A Cometa, fundada há 70 anos e com sede em Recife, atende a todos os estados do país e tem mais de 17 mil clientes, aos quais atende com cerca de 770 veículos e 9 mil funcionários.
A FedEx espera que a transação seja concluída no terceiro trimestre deste ano.
"O Brasil é um mercado com tremendo potencial de crescimento da economia e também do setor de logística. A aquisição está em linha com nossa estratégia de crescer nossos negócios na América Latina", disse em comunicado o presidente da companhia norte-americana para América Latina e Caribe, Juan Cento.
"A FedEx poderá oferecer agora um amplo portfólio de serviços no Brasil (...), incluindo serviços de valor adicional como cadeia de suprimentos e soluções logísticas", acrescentou.
Representantes da Rapidão Cometa não puderam comentar o assunto de imediato.
Segundo a FedEx, a integração dos negócios de logística, distribuição e carga expressa da Rapidão Cometa deve ocorrer entre 18 a 24 meses após a conclusão do negócio.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Fonte: Uol/Reuters

OSX assina contrato de US$ 732 mi para construir 11 navios-tanque

A OSX vai construir 11 navios-tanque para a Kingfish, em um contrato de 732 milhões de dólares (R$ 1,31 bilhão), informou nesta segunda-feira a empresa de estaleiros do grupo EBX, do empresário Eike Batista.
O contrato entre OSX e Kingfish prevê entregas até 2017, na Unidade de Construção Naval do Açu, no Estado do Rio de Janeiro, segundo comunicado.
Os navios são do tipo medium range (MR), têm 45 mil toneladas de porte bruto (TPB) e se destinam ao transporte de petróleo e produtos claros. As embarcações serão fretadas pela Kingfish à Petrobras, informou a nota.
"Agora, 14 projetos de construção naval compõem o plano de trabalho da OSX na Unidade de Construção Naval do Açu. A equipe vai construir em São João da Barra 11 navios-tanque para a Kingfish e um navio PLSV para a Sapura Seadrill, além de realizar a integração dos FPSOs OSX 4 e 5 para a OGX", declarou o diretor presidente da OSX, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, em comunicado.

Fonte: Portal iG

Economia do Brasil cresce 2,7% em 2011 e se torna a 6ª maior do mundo

A economia do Brasil cresceu de acordo com o previsto em 2011. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 2,7% no ano passado. A projeção era de crescimento entre 2,6% e 3%. O PIB per capita em 2011 ficou em R$ 21.252, uma alta de 1,8%, em volume, em relação a 2010. Ainda segundo o instituto, o PIB de 2011 em valores correntes somou R$ 4,143 trilhões.
A alta de 2,7% no PIB de 2011 foi o mais fraco resultado anual desde 2009 (-0,3%, o ano da crise global) e foi bem diferente do desempenho de 2010 (+7,5%). Segundo o IBGE, que divulgou hoje as Contas Nacionais Trimestrais do ano passado, o aumento de 1,4% no PIB do quarto trimestre do ano passado, ante igual trimestre em 2010, foi o pior resultado nesta comparação desde o terceiro trimestre de 2009 (-1,5%).
A indústria foi um dos destaques negativos, na comparação do quarto trimestre de 2011 contra o quarto trimestre de 2010. Nesta série comparativa, a queda de 0,4% no PIB da indústria foi o pior desempenho também desde o terceiro trimestre de 2009 (-6,8%).
Um crescimento de apenas 0,7% em 2011 já seria suficiente para que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro ultrapassasse o da Grã-Bretanha, tornando o Brasil a sexta maior economia do mundo, segundo cálculos feitos a pedido da BBC Brasil pela consultoria IHS Global Insight, com sede nos EUA.
No quarto trimestre de 2011 o Produto Interno Bruto registrou aumento de 0,30% em comparação ao terceiro trimestre do mesmo ano. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções (de queda de 0,20% a alta de 0,70%) e ficou acima da mediana projetada positiva de 0,20%.
Na comparação com o quarto trimestre de 2010, o PIB apresentou alta de 1,40%, dentro das estimativas do AE Projeções, que variavam de uma alta de 0,80% a 1,90%, com mediana de 1,50%.
Indústria
O Produto Interno Bruto da indústria caiu 0,5% no quarto trimestre de 2011, ante o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, o PIB da indústria caiu 0,4% no quarto trimestre de 2011. Em 2011, o PIB da indústria subiu 1,6% ante 2010
Agropecuária
O PIB da agropecuária subiu 0,9% no quarto trimestre do ano passado ante o terceiro trimestre de 2011. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, o PIB da agropecuária teve alta de 8,4% no último trimestre do ano passado.
Com o desempenho fechado do quarto trimestre de 2011, o PIB da agropecuária encerrou o ano passado com alta de 3,9% ante o resultado de 2010.
Serviços
O PIB de serviços mostrou alta de 0,6% no quarto trimestre de 2011 ante o terceiro trimestre do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que anunciou hoje os resultados das Contas Nacionais Trimestrais.
Na comparação com o quarto trimestre de 2010, o PIB de serviços mostrou alta de 1,4% no quarto trimestre de 2011. Isso levou uma alta de 2,7% no PIB de serviços em 2011 em relação a um ano antes.
Consumo do Governo
O consumo do governo subiu 0,4% no quarto trimestre de 2011 ante o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, o consumo do governo subiu 1,3% no quarto trimestre de 2011. No acumulado de todo o ano passado, o consumo do governo cresceu 1,9% ante o ano anterior.
Consumo das famílias
O consumo das famílias subiu 1,1% no quarto trimestre de 2011, ante o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, o consumo das famílias subiu 2,1% no quarto trimestre de 2011. Em 2011, o consumo das famílias subiu 4,1% ante 2010.
Formação Bruta de Capital Fixo
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que representa a parcela de investimentos dentro do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,2% no quarto trimestre do ano passado ante o terceiro trimestre.Na comparação com o quarto trimestre de 2010, a FBCF avançou 2% no quarto trimestre do ano passado. Isso conduziu a um resultado de alta de 4,7% no FBCF em 2011 em relação a 2010.
Exportações e importações
As exportações brasileiras subiram 1,9% no quarto trimestre de 2011 ante o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, as exportações subiram 3,7% no quarto trimestre de 2011. Em 2011, as exportações subiram 4,5% ante 2010.
No caso das importações, houve alta de 2,6% no quarto trimestre de 2011 contra o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, houve aumento de 6,4% nas importações no quarto trimestre de 2011. Com isso, as importações subiram 9,7% em 2011 contra 2010.
Taxa de investimento
A taxa de investimento da economia brasileira (FBCF/PIB) em 2011 foi de 19,3% em 2011, inferior à taxa de 2010, quando registrou 19,5%. Os técnicos do instituto concederão entrevista dentro de instantes sobre os resultados.
Revisão
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revisou o resultado do PIB do terceiro trimestre de 2011 em relação ao segundo trimestre do mesmo ano de estabilidade (0,0%) para queda de 0,1%. Também houve revisão no número do PIB no segundo trimestre do ano passado ante o trimestre imediatamente anterior, de +0,7% para +0,5%.
Houve revisão ainda na alta do PIB no primeiro trimestre de 2011 ante o quarto trimestre de 2010, de 0,8% para 0,6%. Já a alta do PIB no quarto trimestre de 2010 ante o terceiro trimestre do mesmo ano foi revisado de 0,7% para 1,1%.

Fonte: Estadão

China 'troca' infraestrutura por grãos na América do Sul

A China está mudando seu modelo de investimentos na agricultura da América do Sul. Diante das restrições a estrangeiros para a aquisições de terras no Brasil e na Argentina, os chineses passaram a privilegiar aportes em infraestrutura em troca do direito exclusivo de comprar a colheita.
Para o Rabobank, banco holandês líder em financiamentos ao setor de agronegócios, a China tende a aumentar exponencialmente seus investimentos na América do Sul como forma de garantir seu abastecimento, sobretudo de soja, e aumentar cada vez mais as compras de milho.
O banco menciona que estimativas da consultoria Deloitte sobre investimentos chineses no Brasil indicam que, em geral, o montante poderá alcançar US$ 40 bilhões até 2014. Em 2007, o estoque era inferior a US$ 100 milhões. Na Argentina, os aportes passaram de US$ 10 bilhões desde 2009. Outros US$ 3 bilhões a 4 bilhões foram anunciados em novos projetos agrícolas.
Renato Rasmussen, economista do Rabobank e um dos autores do estudo do banco sobre a expansão chinesa no agronegócio da América do Sul, nota que o plano inicial de Pequim era comprar terras e produzir. Agora, para evitar problemas depois que Brasil e Argentina impuseram restrições à aquisição ou leasing de terras por estrangeiros, grupos chineses partiram para um modelo que corresponde, em parte, ao desejo desses países em atrair investimentos em infraestrutura e exportar produtos de maior valor agregado.
Para o Rabobank, provavelmente o primeiro grande investimento chinês nesse novo modelo ocorrerá em Barreiras, na Bahia. É onde a companhia Chongqing Grain passará a processar 2 milhões de toneladas de soja já nesta safra 2011/12, produzida por parceiros em joint venture em 100 mil hectares de terra. Rasmussen voltou de Pequim com a convicção de que o projeto em Barreiras será maior do que o previsto inicialmente. Em 2011, o plano era de investimentos de US$ 2 bilhões.
Conforme o banco, outro grande projeto pelo novo modelo pode envolver US$ 7,5 bilhões em investimentos em Goiás pela companhia Hopeful Sanhe. O plano é investir em transporte e armazenamento de soja para assegurar o suprimento anual de 6 milhões de toneladas para a China, o equivalente a 80% de toda a produção de soja de Goiás, que foi de 8,2 milhões de toneladas no ciclo 2010/11. Pequim também poderá fornecer fertilizantes, defensivos e sementes para aumentar a produção agrícola no Estado e viabilizar o comércio.
O mesmo modelo está sendo proposto na Argentina. O Beidahuang Group fez um acordo com o governo da Província de Rio Negro para investir US$ 1,5 bilhão durante dez anos na irrigação de vales que atualmente não têm produção agrícola.
Em troca, a empresa garante exclusividade para comprar a produção local de soja, milho e trigo, 0 projeto envolve 300 mil hectares de terra.
Companhias chinesas também investem em insumos. A Tierra Del Fuego Energia y Química quer construir uma planta na área, e a Sinochem International está abrindo uma subsidiária na Argentina focada em agroquímicos.
O banco vê potencial também para a expansão de acordos, por meio dos quais as companhias chinesas asseguram o acesso à produção na América do Sul através de financiamento barato das colheitas. Pequim tem centenas de bilhões de dólares em reservas e pode financiar a custos bem mais baixos do que a maioria dos concorrentes.
A China tanto assegura contratos de longo prazo para reduzir sua exposição a vulnerabilidades no abastecimento agrícola, como torna-se menos dependentes das grandes companhias tradings e evita custos de intermediação.
O país é o maior consumidor desses produtos e não pode atender sua demanda com a produção doméstica. Por isso, é o maior importador do complexo soja para atender sua indústria de suínos e aves, representando metade do volume negociado internacionalmente. Suas importações podem alcançar 58 milhões de toneladas de soja em grão em 2011/12, mais do que a produção da Argentina (53 milhões).

Fonte: Equipe Infologis

Montadoras enviam ao exterior US$ 5,58 bi: custo Brasil ou lucro Brasil?

A julgar pelos lucros que receberam, as matrizes de diversas montadoras de automóveis não tiveram do que reclamar de suas subsidiárias brasileiras em 2011. Os dados estão fresquinhos, foram divulgados pelo Banco Central na última terça-feira (24): a indústria automotiva no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, à frente até de bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Não se trata de números frívolos: foram os próprios fabricantes de veículos que registraram junto ao BC remessas de lucros e dividendos no total de US$ 5,58 bilhões, o maior valor de todos os tempos, equivalente a 19% de todas as operações desse tipo no ano no Brasil e 36% superior aos US$ 4,1 bilhões de 2010.
Não por acaso, as remessas recordistas de lucros e dividendos das montadoras instaladas no país aumentaram justamente no momento em que as matrizes mais sofrem nos mercados maduros de Europa e América do Norte, e por isso precisam sustentar seus resultados financeiros com o caixa das subsidiárias em países emergentes. O BC não publica a lista de empresas remetentes de dinheiro nem os valores individuais, muito menos as empresas informam qualquer dado sobre o tema, alegando que só divulgam balanços no exterior — mas lá também não se encontram os lucros recebidos de cada subsidiária; e assim tudo fica por isso mesmo.
US$ 5,6 bilhões – foi o valor total remetido às matrizes pelo setor automotivo em 2011, recorde histórico e maior montante em toda a economia do país
0,7% – foi o crescimento da produção de veículos no Brasil em 2011 ante 2010; o total chegou a 3,4 milhões de unidades no ano
36% – foi o crescimento dos valores remetidos ao exterior em 2011 ante 2010, apesar do pífio aumento na produção
US$ 1.647 – foi o valor enviado ao exterior a cada veículo produzido aqui, independentemente de marca, preço local e destino (Brasil ou exportação)
Nada contra o lucro, tudo contra esconder esses números como se fosse coisa ilegal. Não é. Contudo, é no mínimo desconfortável, tendo em vista que as montadoras, em maior ou menor grau, estão alinhadas ao discurso da falta de competitividade brasileira, que torna difícil a vida por aqui, e que por isso precisaria ser compensada com generosos incentivos fiscais e financiamento público de investimentos. Os dividendos remetidos mostram que a vida no Brasil pode ser complicada, mas também pode ser altamente lucrativa.
conceito aloprado
É fato que existem problemas de competitividade. Por isso mesmo é surpreendente que, em ambiente tão adverso como pintam as montadoras, as remessas de lucros e dividendos tenham aumentado tanto.
Vale destacar que esses resultados foram conseguidos, em sua maioria, com a venda de carros que têm graus de sofisticação e conforto bastante inferiores em comparação com os modelos fabricados nos países de origem das empresas instaladas aqui, porque no Brasil o poder aquisitivo dos consumidores também é menor — ainda que esteja em ascensão. Em tese, são produtos menos rentáveis, que — para piorar — no Brasil recebem uma das maiores cargas tributárias do mundo para competir com a margem de lucro.
Cabe ressaltar, também, que a produção das fábricas brasileiras de veículos avançou muito pouco em 2011, apenas 0,7% sobre 2010 – ou seja, produziu-se quase o mesmo e, ainda assim, foi possível remeter muito mais lucro: US$ 1,5 bilhão a mais do que no exercício anterior.
Portanto, temos no Brasil um caso inusitado, digno de estudos acadêmicos ainda a serem feitos: fabricantes de veículos dizem enfrentar aqui custos altos de toda natureza, fazem produtos considerados de baixa rentabilidade, com alta incidência de impostos, a produção não avança — e, ainda assim, remetem lucros bilionários às matrizes.
Além disso, ainda sobra algum para prometer investimentos combinados que já passam de US$ 26 bilhões nos próximos cinco anos, considerando somente os anúncios feitos até dezembro passado. Só lucros generosos — e financiamentos públicos idem — podem justificar a aplicação de tamanha fortuna para fazer no Brasil novos produtos e aumentar a capacidade de 18 fábricas de carros e nove de caminhões, além da construção de oito novas plantas de automóveis e seis de veículos comerciais pesados, elevando o número total de unidades de produção das atuais 24 para 38, com capacidade para fazer 6,5 milhões de unidades por ano a partir de 2015.
Por mais aloprado que o conceito pareça, é preciso reconhecer que “Custo Brasil” e “Lucro Brasil” são como irmãos siameses: andam grudados, um puxando o outro, mas sempre na mesma direção: para cima, no preço dos carros, relativamente altos em relação ao que oferecem.
Bom exemplo
O Brasil tem, sim, problemas de competitividade a enfrentar, mas por certo o lucro não está entre eles. Portanto, não há nenhuma justificativa para aumentá-los por meio das medidas de incentivo ao setor automotivo nacional (ou seria transnacional?), que estão em gestação no governo e podem ser anunciadas em fevereiro.
Muito pelo contrário: assim como o país deveria reduzir impostos sobre veículos, as montadoras deveriam dar o bom exemplo de diminuir lucros e incluir mais qualidade tecnológica nos modelos produzidos aqui.

Fonte: Portal Logística Descomplicada

Investimentos em mobilidade cresceram mais de 70% no setor em 2011

De acordo com o Barômetro de Mobilidade Empresarial, estudo conduzido pela Motorola Solutions, 74% das empresas de atacado afirmam que seus gastos com mobilidade aumentaram em 2011, em comparação com 2010.
Além disso, 80% delas consideram que a mobilidade proporciona vantagens competitivas no mercado. Dessa forma, oito de cada dez empresas no setor reconhecem a crescente importância da mobilidade empresarial.
“A mobilidade se tornou uma ferramenta-chave na indústria do atacado, pois possibilita que as empresas do setor fortaleçam sua competitividade em um mercado cada vez mais complexo. As tecnologias sem fio oferecem múltiplos benefícios às empresas, tais como aumento da produtividade, da eficiência dos colaboradores e da receita, entre outros”, explica Gustavo Wrobel, diretor de comunicações da Motorola Solutions para a América Latina e Caribe.
Com relação às tendências relacionadas aos terminais, haverá um acréscimo na utilização de telefones móveis VoIP no mercado, de 20% em 2011 para 45% em 2012. Ao mesmo tempo, haverá um aumento no uso de tablets, de 16% em 2011 para 31% em 2012. Os laptops têm a menor taxa de expectativa de crescimento para este ano, mesmo assim, são os dispositivos com a mais alta fatia de mercado no setor.
O estudo incluiu organizações de países como Argentina, Brasil, Colômbia e México, as quatro principais economias da América Latina, que representam 74% do Produto Interno Bruto (PIB) da região.
Resultados
A pesquisa revelou também que 75% das empresas consideram que a implementação de tecnologias móveis vai gerar benefícios que podem ser traduzidos em aumento da produtividade e eficiência dos colaboradores.
Para 73% das empresas destacam que a implementação da mobilidade tem significado melhoria no resultado dos negócios e aumento no lucro das vendas.
Além disso, outros benefícios que serão melhorados: controle de estoque (65%), desempenho da cadeia de suprimentos (63%) e precisão no atendimento de pedidos (60%). Por sua vez, 56% das empresas usam sistemas de rádio bidirecionais, ou têm planos de instalar tais sistemas este ano.

Fonte: Portal New Trade

Agricultura do PR passa por Paranaguá

Os agricultores paranaenses optaram pelo porto de Paranaguá para exportar sua produção, tanto é que passaram por lá, 77% da soja em grão, 81% do milho, 72% do trigo e 95% do açúcar da safra 2010-2011 do Estado. Estes produtos ajudaram o terminal a registrar o recorde de 41 milhões de toneladas movimentadas no período. O resultado também fez com que o porto chegasse à participação de 25% do transporte brasileiro de cargas no complexo soja (grãos, farelo e óleo), superando Santos (SP) e Rio Grande (RS).
“Este resultado reflete a atenção que dedicamos aos produtores paranaenses neste ano, buscando novos parceiros, oferecendo estabilidade para novos projetos. Assim recuperamos parte das cargas que haviam migrado para Estados vizinhos”, destaca José Richa Filho, secretário estadual da Infraestrutura e Logística. O terminal, por exemplo, respondeu pela movimentação de 12,2 milhões de toneladas de soja, de um total de 15,4 milhões de toneladas produzidas no Paraná.
Airton Maron, superintendente da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), destacou que o resultado foi fruto de uma série de ações para ampliar a competitividade do terminal. Dentre as medidas adotadas, ao longo de 2011, estiveram melhorias das operações, recuperação de equipamentos, dragagem emergencial, bem como aproximação das autoridades de Paranaguá com os operadores e com as agências reguladoras.
“O próximo passo é começar a investir, para expandir. Em breve vamos licitar as obras de repotencialização do corredor de exportações, que permitirão dar um salto ainda maior”, destacou o superintendente.
De acordo com Alfredo Matthiesen, presidente do CAP (Conselho da Autoridade Portuária) do Porto de Paranaguá, representante da SEP (Secretaria Especial de Portos) no Conselho, o terminal está mais dinâmico com a nova administração. “Aumentou a integração dos atores do setor portuário. A credibilidade cresceu e os exportadores hoje estão mais seguros de usar as instalações e os serviços do porto de Paranaguá”, destacou.

Fonte: Portal Web Transpo

Transporte de valores ganha mais segurança

O emprego da tecnologia como uma ferramenta para aumentar a segurança no transporte de valores está difundindo-se cada vez mais no Brasil. O uso de softwares e equipamentos, como cofres e maletas inteligentes, ganha espaço nessa área. Uma empresa que está acreditando nesse segmento é a eWave do Brasil. A companhia desenvolveu uma solução tecnológica que envolve comunicação de dados, armazenamento e otimização das decisões.
O gerente de produto da eWave do Brasil, Giovane Cesar, explica que um banco precisa fazer a gestão do volume de dinheiro em espécie que se encontra em suas agências. A instituição precisa dispor de uma quantia considerável para atender às necessidades dos seus clientes, porém, não pode ser depósito de um montante exagerado capaz de causar um grande prejuízo no caso de ser vítima de um eventual assalto.
Focando essa característica, a ferramenta elaborada tem o objetivo de melhorar a comunicação da administração central do banco com a agência. Para isso, são utilizados protocolos de comunicação criptografados e armazenamento de dados, entre outras ações.
Com a base tecnológica implementada, o segundo passo é proceder a uma análise do histórico da institução e tentar estabelecer uma previsão estatística da movimentação de valores futura. Após, é montado um modelo matemático que vai determinar em que dias e quais valores devem ser encaminhados para as agências para suprir a demanda e minimizar os custos logísticos envolvidos. O recurso considera também as situações não esperadas e faz configurações de cenários (limites de segurança, simulação de quebra de caixas eletrônicos etc).
O CEO da eWave do Brasil, Nimrod Riftin, ressalta que o investimento no sistema é recuperado com a otimização dos processos. Ele comenta que um banco já está implementando a solução e a expansão do produto se dará em 2012. “Vimos uma necessidade real do mercado por esse serviço”, afirma Riftin.
A empresa, que desenvolve ainda outras soluções para o setor de transporte e logística, possui fábrica de software em Curitiba e matriz comercial em São Paulo, além de escritórios comerciais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. No primeiro semestre de 2012, a eWave abrirá mais três escritórios, em Recife, em Manaus e em Porto Alegre.
Outra companhia que trabalha com soluções tecnológicas para a área de transporte de valores é a ApoioWare Technology. Representante oficial da suíça Villiger no Brasil, a empresa comercializa no País, entre outros produtos, a maleta inteligente utilizada para o deslocamento de dinheiro. O mecanismo funciona com programação de tempos e com sensores de contato fixados na alça. “Ela consegue perceber quando está sendo roubada”, esclarece o diretor de operações da ApoioWare, Fernando Fernandes do Nascimento.
Se a maleta não chegar ao destino correto no prazo estipulado, sofrer trepidações ou calor excessivo, ela reage emitindo um som estridente, fumaça e mancha o dinheiro com tinta. O executivo salienta que o uso do equipamento é amplamente difundido na Europa. No Brasil, o custo de uma maleta inteligente é de cerca de R$ 3 mil. Nascimento acrescenta que o Banco Central aceita reemitir os números de série das notas que sejam manchadas em decorrência de um roubo. Nesse caso, a companhia de seguro, que garante a transportadora, pode encaminhar o pedido de reemissão das notas e o Banco Central cobra somente pela impressão delas.
Roubos a carros-fortes vêm caindo no Estado graças ao aumento de cuidados - Conforme um levantamento feito pela secretaria estadual de Segurança Pública, o número de roubos de carros-fortes no Rio Grande do Sul vem diminuindo nos últimos anos. De janeiro até 12 de dezembro de 2011, não havia sido constatada qualquer ocorrência nesse segmento no Estado, contra apenas duas registradas durante o ano anterior.
Entre os anos de 2000 e 2011, a secretaria havia apurado 39 roubos dessa natureza. O período em que foi verificado o maior número de incidentes foi 2002, com sete ocorrências. Além da tecnologia, a especialização dos profissionais que realizam o transporte de valores foi fundamental para inibir os assaltos.


Para ler a matéria na íntegra acesse http://www.portalntc.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=45241&catid=61


Fonte: Portal NTC Logística

Protestos contra construção do Porto de Açu se intensificam

De acordo com Conceição, as manifestações regionais contra os projetos passam por seu momento mais tenso e podem afugentar os planos de alguns empresários. O complexo tem ao todo 90 km² e um dos seus principais projetos é o Porto do Açu, da LLX, atualmente em construção.
Um dos maiores desafios da Codin tem sido coordenar as desapropriações das áreas onde será construído o distrito industrial, que tiveram início em 2010, em um total de 70 km². Os proprietários e ex-proprietários não entendem por que devem deixar as residências e afirmam ser coagidos por funcionários de empresas, por seguranças contratados e pela própria polícia local.
A Codin e a LLX - empresa de logística do Grupo EBX, do empresário Eike Batista - confirmaram que pessoas invadiram uma área de 31 hectares que já havia sido desocupada na região do distrito, embora não tenham a exata dimensão da ocupação. Moradores locais afirmam que, durante o dia, 50 pessoas permanecem no local, número que aumenta para 150 à noite.
“A terra que cabe à Codin será vendida para a Ternium [siderúrgica ítalo-argentina, do grupo Techint]”, disse Conceição. Segundo ela, a própria Ternium tem avisado sobre a volta dos moradores para a região e tem pressionado a Codin para resolver a questão. Segundo a presidente, a Codin planeja que a área seja desocupada e vendida ainda no primeiro trimestre do ano, para que a empresa não desista de se estabelecer.
“As pessoas instaladas na região podem ser retiradas pela polícia, já que as áreas não pertencem mais a elas”, disse. “Mas a Codin ainda não decidiu como vai agir”. Já a LLX preferiu ir à Justiça e, na última sexta-feira, conseguiu uma liminar de reintegração de posse. No momento, a companhia aguarda a atuação de um oficial de Justiça.
No total, está prevista a desapropriação de 401 propriedades, das quais 151 na primeira fase, iniciada em outubro de 2010, em uma área de 23 km², e 250 começarão no segundo semestre deste ano na área restante.
Por enquanto, apenas 16 famílias tiveram que ser reassentadas na Vila da Terra, área localizada próximo ao distrito que está sendo construída pela parceria entre a EBX e o Estado, além de outras empresas que irão se instalar no complexo. Além de receber o equivalente a R$ 100 mil por alqueire, os proprietários terão direito a um auxílio-produção, de um a cinco salários mínimos, por dois anos.
A coordenadora de projetos da Codin, Mariza Souza, explicou que a documentação dos proprietários dos terrenos é muito frágil e, para que eles não demorem a receber o valor da terra, a LLX tem entrado em contato com cada um e oferecido pagamento antecipado à liberação do valor, que é depositado pela Codin em juízo justamente por conta da fragilidade da documentação.
Os recursos da Codin só são liberados depois que todos os documentos relativos à posse da terra são regularizados. Dessa forma, a LLX passa a ser dona das terras e só recebe de volta o valor pago quando a documentação de posse é regularizada e o depósito da Codin é liberado.
Segundo Marisa, o governo do Estado, desde o início, tem agido da forma mais criteriosa possível no atendimento aos moradores. Antes de começar a desapropriação, foi aberto um escritório da Codin no município para o acompanhamento da desocupação e atendimento a toda a população local.
A moradora Leci Rangel de Souza Luiz, de 57 anos, que vive com o marido Armando em uma área que ainda não foi desapropriada, afirma que já sabe que será obrigada a sair de lá, mas não gostaria de ir para o local reservado pelo Estado. “Meu marido não concorda com isso, não”. Segundo Leci, Armando já teve uma terra desapropriada e faz parte das manifestações contra o distrito.
Conceição afirmou que as duas principais reivindicações dos proprietários e ex-proprietários, e que não puderam ser cumpridas, são a paralisação imediata da instalação do distrito industrial e que as terras fossem compradas não pelo valor de uma área rural, como são agora, e sim por valores de uma área industrial. “Eles [os proprietários] pediram um valor dez vezes maior pelo alqueire do que o que foi definido por decreto”, disse.
O Conselho Estadual de Direitos Humanos, ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento e formado por órgãos públicos, como Ministério Público, Tribunal de Justiça, e organizações da sociedade civil, abriu uma investigação para avaliar as queixas dos moradores. A presidente do Conselho, Andrea Sepúlveda, afirmou que acredita que a forma como as desocupações foram feitas deveria ter sido debatida antes com a população e com a sociedade. Em visita à região, Andrea disse ter percebido o quanto as pessoas na região são ingênuas e incrédulas.
“O direito ao desenvolvimento econômico deve ser para todos. Todos devem usufruir, os pobres e os poderosos”, frisou Andrea. Nesta quinta-feira, o conselho vai realizar uma reunião ordinária para debater as informações levantadas durante a visita do conselho ao distrito, assim como as denúncias feitas pela população local.
O secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Julio Bueno, afirmou não ter sido procurado pelo Conselho. “Muito estranho que eles não tenham vindo falar comigo até agora. Cadê a lista dos problemas?”, questionou.
Bueno voltou a afirmar que as manifestações são incentivadas por políticos interessados nas eleições locais. Além disso, destacou que há movimentos contrários à industrialização, assim como proprietários interessados em receber mais pelo terreno. Em relação às queixas contra a própria desapropriação, Bueno explicou que o Estado está agindo dentro da lei.
“A democracia brasileira prevê a desapropriação”, disse. Questionado se a polícia estaria coagindo os moradores locais, Bueno afirmou que “a polícia é um instrumento do Estado democrático de direito, de ordem” e que está agindo onde é preciso.
A OSX – empresa do setor naval do grupo EBX - também está se instalando no local. A Codin prevê que até 2013, mais três empresas se instalem no distrito: NK, Tecnip e Intermoor. Segundo o diretor de implantação da LLX, Luis Barone, todo o complexo deverá receber um total de US$ 40 bilhões em investimentos até 2025.

Fonte: Portal NTC Logística

Comércio sustentará economia brasileira em 2012, prevê CNDL

A injeção de R$ 47 bilhões na economia oriundos do reajuste do salário mínimo e a crescente presença da Classe C no mercado de consumo deverão fazer do comércio o setor com melhor desempenho no Brasil em 2012. A análise é do presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), economista Roque Pellizzaro Junior, para quem a manutenção do nível de emprego no País será o maior desafio do próximo ano.
"Com o amadurecimento do nosso mercado, o varejo deverá sofrer mudanças em sua atividade para se adequar a esta nova fase. Com esta ótica, os varejistas já reestruturam seus planos de expansão dos pontos de venda, assim como o mix de seus produtos", avalia Pellizzaro. Segundo ele, esta tendência deverá se generalizar ao longo de 2012.
A participação da Classe C no mercado depende, no entanto, da manutenção do emprego. Considerado a coluna de sustentação da economia nacional por meio do consumo das famílias, o nível de emprego tem apresentado acomodação segundo os últimos números apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o que deverá fazer deste indicador o principal foco de atenção do Governo para o próximo ano.
O presidente da CNDL acredita que o crescimento do PIB em 2012 não deverá ser superior a 3,5%. Os números dos dois últimos trimestres associados à instabilidade nos mercados internacionais e à tendência de acomodação do consumo interno justificam a análise do economista.
Poder de compra
Outros fatores importantes para o desempenho do comércio no próximo ano estão ligados à manutenção do poder de compra dos consumidores. A inadimplência, embora tenha crescido por dez meses consecutivos em 2011, como demonstraram os dados do SPC Brasil, deverá apresentar reversão de tendência nos primeiros meses do ano com a entrada de recursos do novo salário mínimo (14% superior) e acomodação da demanda da "nova classe C", acredita Pellizzaro.



Segundo o presidente da CNDL, a inflação, considerada um dos causadores da inadimplência e do alto endividamento que levaram a desaceleração nas vendas nos dois últimos meses de 2011, em especial no Natal, deverá ser menor em 2012 do que a registrada este ano. O índice de custo de vida, no entanto, deverá se manter acima do centro da meta do Governo, de 4,5%. "O Banco Central não poderá atuar com uma política de juros altos sob pena de paralisação econômica no Brasil", prevê o presidente da CNDL, referindo-se à taxa Selic, principal instrumento para conter os preços.
Pellizaro acredita que o Banco Central deve manter a trajetória de queda da taxa básica até que atinja juros reais (juros menos inflação) de 5% ao ano. A taxa básica de juros é hoje de 11 % ao ano e a última projeção do mercado para a inflação de 2011 é de 6,54%. "A preocupação com a inflação estará no centro das atenções do BC, mas a redução na atividade econômica também."

Fonte: Portal New Trade