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Tarifas do Porto de Santos serão reajustadas até dezembro

Congeladas há oito anos, as tarifas do Porto de Santos serão reajustadas até dezembro, anunciou o ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, em sua recente visita à região, na semana passada. Também serão corrigidos os preços dos outros 17 complexos públicos administrados por companhias docas no País.

A medida é defendida com vigor pela Codesp, a Autoridade Portuária de Santos, há pelo menos um ano. Em um estudo apresentado em 2012, caso os novos valores tivessem sido aprovados há dez meses, em outubro, a Docas previa um aumento de receita de R$ 153 milhões somente até o final deste ano. Esse capital seria usado em obras de infraestrutura. Com o atraso, pelo menos R$ 75 milhões já foram comprometidos.

Além de manter os serviços administrativos da Companhia Docas, as tarifas portuárias custeiam a manutenção das condições de navegação e o balizamento do canal de acesso, desde a entrada do estuário até os berços de atracação. As redes e os sistemas de água, luz, telefone e segurança na área do cais também são pagos com essa arrecadação.

O reajuste das tarifas do Porto se tornou uma prioridade para a diretoria-executiva da Codesp no ano passado. Apesar do esforço, o plano de correção, que previa um aumento médio de 58,3%, não saiu do papel. O percentual seria dividido em três parcelas.

Em julho de 2012, após passar pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), o projeto de reajuste das tarifas foi encaminhada à Brasília. Na capital federal, o material teria de receber o aval do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, da Secretaria de Portos (SEP) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Questionado por A Tribuna sobre a demora na análise do plano de correção, o ministro dos Portos destacou a necessidade de se elaborar uma ação nacional de reajuste para todos os portos públicos organizados. "O Governo estuda um procedimento uno para todos os portos do Brasil, principalmente os 18 portos que são de responsabilidade direta, através das companhias docas. Se a gente liberar agora, sem uma unidade e sem um estudo prévio e com parâmetros que nós defendemos, pode ficar uma coisa defasada e complicada", afirmou Cristino, sem mencionar quais são esses parâmetros.

Segundo o ministro, a SEP estuda com a Antaq quais os procedimentos de cálculos para liberar os reajustes de tarifas de outros portos. Paranaguá (PR), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ) estão entre os complexos portuários que solicitaram o estudo.

Motivo
A intenção do Governo Federal de reduzir os custos da movimentação portuária pode estar por trás da lentidão na análise do reajuste tarifário. A possível justificativa é comentada por pessoas ligadas à Presidência da República desde a publicação da Medida Provisória 595, em dezembro do ano passado. O texto deu origem à Lei 12.815/2013, a nova Lei dos Portos.

Toda a legislação tem como princípio a redução de custos no setor. E é exatamente por esse motivo que fontes ouvidas por A Tribuna acreditam que o percentual pedido pela Autoridade Portuária no ano passado - 58,3%, dividido em três vezes - não será autorizado pela SEP.

Plano
Conforme reportagens publicadas em A Tribuna em julho do ano passado, a Codesp pretendia ter suas tarifas reajustadas - mesmo que por um percentual inferior ao requisitado - em 1º de outubro último. Nessa data, haveria um aumento médio de 25,2% nas tabelas tarifárias. Essa correção aumentaria a receita da Docas, até o final deste ano, em cerca de R$75 milhões.

Pela proposta da estatal, um segundo aumento - dessa vez de 12,5% - ocorreria apenas em 1º de janeiro de 2014. E o terceiro e último reajuste ficaria para 1º de novembro do mesmo ano. Nesse caso, o acréscimo somente seria implantado com a conclusão da dragagem de manutenção de berços e bacias de evolução, serviço que irá retirar um total de 8 milhões de metros cúbicos de sedimentos em um período de dois anos.

Fonte: Portal NTC

Receita líquida da Triunfo cresce 23,5% no segundo trimestre


A Triunfo Participações e Investimentos registrou receita líquida ajustada de R$ 236,5 milhões no segundo trimestre de 2013, 23,5% acima dos R$ 191,5 milhões alcançados no mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, o EBITDA Ajustado cresceu 16% e atingiu R$ 103 milhões.

Os resultados foram influenciados pelos avanços obtidos nos diferentes segmentos em que a companhia atua. Comparado ao segundo trimestre de 2012, houve aumento de 5,4% no tráfego das rodovias, para 19,9 milhões de veículos equivalentes. Na administração portuária, houve crescimento de 28,8% na movimentação de TEUS (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), para 181,3 mil no total.

O desenvolvimento das atividades de navegação, que apresentou incremento de 21,7% no volume movimentado, e as receitas provenientes da administração do Aeroporto Internacional de Viracopos também colaboraram para o desempenho da empresa.

Ainda no segundo trimestre, a BNDES Participações S.A. (BNDESPar), subsidiária integral do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), integrou R$ 286 milhões de um total de R$ 330 milhões que foram aportados na operação de entrada no capital social da Triunfo. O aumento de capital da companhia está em fase de conclusão.

O resultado da Triunfo foi impactado pela elevação dos custos financeiros, que obteve prejuízo líquido de R$ 4,3 milhões. Contudo, apenas a despesa financeira, sem efeito caixa, referente à outorga do aeroporto foi de R$ 17,3 milhões. Excluindo esse efeito, o resultado consolidado seria lucro líquido de R$ 13 milhões. O lucro base de dividendos totalizou R$ 2,8 milhões no primeiro semestre do ano.

Fonte: Portal Logweb

Produção de petróleo e gás natural totalizou 2 milhões 553 mil barris/dia na média do período


 Produção de petróleo e gás natural totalizou 2 milhões 553 mil barris/dia na média do período

A Petrobras divulgou recentemente os resultados do primeiro semestre de 2013. O lucro líquido consolidado de janeiro a junho subiu 77% em relação aos seis meses anteriores, em função do maior resultado operacional e da redução dos impactos cambiais no resultado financeiro.

O aumento do lucro operacional em 23% foi devido principalmente aos reajustes dos preços do diesel e da gasolina, aumento da produção de derivados, menores baixas de poços secos e subcomerciais e desinvestimentos.

petrobras-lucro-1-trimNo segundo trimestre, o lucro operacional foi 13% superior ao do primeiro, refletindo, especialmente, os ganhos com a venda de ativos na África. O lucro líquido ficou 19% menor, principalmente em função do resultado financeiro negativo, impactado pela desvalorização do real frente ao dólar.

A produção de petróleo e gás natural totalizou 2 milhões 553 mil barris/dia na média do semestre, 3% menor que o semestre anterior, consequência do declínio natural e à concentração de paradas programadas no primeiro semestre de 2013. No comparativo trimestral (2T13 vs 1T13), a produção ficou estável, de acordo com o planejado pela Companhia.

Fonte: Transporta Brasil

Santos Brasil fecha 2º trimestre com 10,4% de crescimento

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A companhia de logística Santos Brasil concluiu o segundo trimestre deste ano com aumento operacional em todas as suas unidades. O volume operado no cais cresceu 10,4% frente ao mesmo período de 2012, totalizando 308.439 contêineres. A empresa movimentou mais de 100 mil contêineres por mês em maio e junho.
Somando todo o período transcorrido de 2013, o volume operado foi de 590.153 contêineres, apontando para um crescimento de 13% em relação ao primeiro semestre de 2012. Este desempenho foi devido ao ganho de market-share e ao crescimento dos volumes operados no Porto de Santos. Segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), a participação registrada pela companhia na unidade portuária santista foi de 58% em abril e maio.
O volume total nas operações de armazenagem apresentou crescimento de 18,7% no trimestre e de 23,0% nos primeiros seis meses do ano. O terminal de veículos também registrou forte crescimento: 76% na movimentação do trimestre, atingindo a marca de 71.684 veículos movimentados.
A Receita Líquida no trimestre foi de R$ 332,5 milhões, representando um aumento de 4,4% em relação aos R$ 318,5 milhões registrados no segundo trimestre de 2012. No mesmo período, o EBITDA atingiu R$ 132,8 milhões e R$ 288,5 milhões no acumulado do ano, apresentando redução de 7,6% em relação ao segundo trimestre de 2012, e crescimento de 15,6% em relação ao acumulado dos primeiros seis meses de 2012. As margens EBITDA registradas foram 39,9% no segundo trimestre de 2013 e 42,1% no acumulado de 2013.
O Lucro Líquido Consolidado somou R$ 55,8 milhões no segundo trimestre de 2013, resultado 7,3% inferior ao lucro líquido registrado no mesmo período de 2012. No acumulado do ano, o resultado líquido somou R$ 131,1 milhões, com crescimento de 25,7%.

Fonte: Transporta Brasil

MT amplia em 20% exportações do agronegócio no primeiro semestre

As exportações do agronegócio de Mato Grosso cresceram 20% no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). O valor apurado com as vendas externas passou de US$ 7,11 bilhões nos primeiros seis meses do ano passado para US$ 8,52 bilhões de janeiro a junho deste ano.

“Um dos motivos para o bom desempenho da balança comercial no Estado foi o aumento da produção agropecuária e dos preços das commodities no mercado internacional que estavam muito favoráveis”, justifica o diretor executivo Famato, Seneri Paludo. Segundo ele, se o setor agropecuário não tivesse tido um bom resultado, a balança comercial brasileira registraria saldo negativo de US$ 11,4 bilhões.

No primeiro semestre do ano, a balança comercial total do Brasil apresentou déficit de US$ 3 bilhões. Isso significa que o país importou US$ 117,5 bilhões e exportou US$ 114,4 bilhões. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas externas totais do Estado no acumulado de 2013 representaram 7,5% das exportações nacionais. Quase 100% das exportações de Mato Grosso são oriundas de produtos do agronegócio.

Fonte: Portalntc.org.br

Produtor banca safras recorde no Mato Grosso

Maior produtor de soja do país, o Mato Grosso nunca plantou tanto. Na safra que começou a ser colhida nos últimos dias, foram mais de 6,9 milhões de hectares - quase o tamanho da Irlanda. As expectativas convergem para uma produção igualmente recorde, acima de 22 milhões de toneladas, possivelmente com produtividade acima da média. A nova safra, a quinta consecutiva com aumento de produção, consolida a retomada sustentável do agronegócio mato-grossense após a crise da dívida na metade da última década.
A quebra de recordes na produção consolida também a maior independência dos grandes agricultores em relação aos empréstimos bancários, ao crédito oficial, progressivamente menor, e aos sucessores do Estado no financiamento aos produtores da região, as tradings. Segundo a Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso, a participação das empresas no funding da última safra foi de apenas 18% - em 2005, forneciam quase metade dos recursos.
Com cerca de 1,6 mil hectares plantados, o produtor Jeferson Milanez Bif, da Fazenda Primavera, construiu um armazém com capacidade para quase 500 mil sacas, que consumiu perto de R$ 2,5 milhões, tirados integralmente do bolso. O produtor Sérgio Stefanello, da Fazenda Porta do Céu, que tem 9 mil hectares plantados, adquiriu no último ano cinco novas colheitadeiras, dois pulverizadores, quatro tratores e quatro plantadeiras. Pagou 60% de todo o investimento com recursos próprios e financiou 40%. "Hoje, consigo renovar o parque de máquinas sem me endividar muito", conta.
A capitalização dos produtores não se deve apenas à sequência de boas safras e preços externos atraentes. "O aumento das restrições ambientais, que dificulta novos desmatamentos, a forte valorização das terras agricultáveis e o pagamento de dívidas passadas puseram freio nos investimentos e deixaram o produtor com mais recursos em caixa", diz Marcos Rubin, sócio da Agroconsult. Em 2012, os agricultores do Estado vão plantar a maior safrinha de milho da história no Estado.

Fonte: Portal Valor Econômico

Produção de caminhões cresce 13,8% em 2011

As montadoras de caminhões que operam no Brasil fabricaram 13,8% mais veículos em 2011 do que em 2010. Foi o que revelou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em seu balanço anual. Diferentemente dos últimos anos, o resultado foi divulgado apenas por meio de um comunicado à imprensa e a entidade não realizou o evento para discutir os números consolidados em um ano em que o lobby das empresas levou à elevação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em 30 pontos porcentuais para veículos que não têm um mínimo de 65% de conteúdo nacional. Além disso, a produção atendeu ao aumento de demanda por conta da elevação de preços por conta da entrada em vigor da norma Proconve 7/ Euro 5.
Com o crescimento, a produção de caminhões no mercado brasileiro somou 216.270 unidades em 2011 ante as 189.941 de 2010. Apesar dessa expansão, as vendas somaram 172.902 unidades, ou seja, quase 80% da produção foi vendida no mercado interno. Outras 26.321 unidades foram vendidas ao mercado internacional, o que leva a um estoque de pouco mais de 17 mil caminhões que ainda podem chegar às ruas brasileiras sem a obrigatoriedade de emissões mais reduzidas de gases de efeito estufa e com preço mais em conta.
Conforme o Portal Transporta Brasil vem divulgando desde o final do ano passado, os mais fabricados no ano foram os semipesados e pesados, com 74.927 e 65.542 veículos, representando 34,6% e 30,3% do total saído das linhas de montagem brasileiras. O crescimento no ano foi de 19,3% e 8,4% quando comparados ao mesmo período do ano passado.
Em relação às campeãs de vendas, não houve nenhuma novidade. A MAN (que fabrica e comercializa caminhões da marca própria e da Volkswagen) confirmou a liderança de mercado pelo nono ano consecutivo. De acordo com os dados de licenciamentos da Anfavea, a empresa vendeu 50.815 veículos, cerca de 30% do mercado nacional, um crescimento de 12,2% ante 2010. A segunda colocada é a Mercedes-Benz, que encerrou os 12 meses de 2011 com a comercialização de 42.623 veículos, alta de 4,3% no período. Em terceiro aparece a Ford com 30.354, em quarto a Volvo com 19.069, crescimento de 24,5%, em quinto a Iveco, com 14.246 caminhões no ano, expansão de 18,6%. A Scania continua a perder participação de mercado com 11,8% de crescimento em comparação a 2010 e ficou em sexto lugar no mercado brasileiro com a comercialização de 13.484 unidades. O restante das vendas ficou dividido entre as marcas Agrale, Hyundai e International.
Em termos de crescimento sobre as vendas do ano passado, os semipesados apresentaram a maior alta com 16,9%, os leves vêm a seguir com expansão de 13,1%, seguido dos semileves com 10,9% de vendas a mais em comparação a 2010. As vendas de caminhões na categoria médios ficaram 2,8% maiores enquanto que os pesados ostentaram a menor alta, apenas 0,9% quando comparadas as vendas de 2010. Enquanto isso, as vendas de importados fechou 2011 com um impressionante crescimento de 46,9% ante 2010, sendo os pesados os que mais entraram no Brasil, com 2.774 unidades das pouco mais de 4 mil importações de caminhões, crescimento de mais de 115%.
Ônibus e automóveis
Na categoria para transporte de passageiros (incluindo chassis), as vendas consolidadas do ano somaram 34.672 unidades, crescimento de 22%.
Com a soma das vendas entre veículos leves e comerciais leves, as quatro mais tradicionais empresas que atuam no Brasil não vêem a sua hegemonia ameaçada. A Fiat figurou como a marca mais vendida do ano com 754.275 unidades. Em segundo lugar está a alemã Volkswagen com 703.863 carros comercializados. Em terceiro lugar, a GM vendeu 632.255 veículos e em quarto a Ford, 314.028 unidades novas colocadas no mercado. Dentre as chamadas new comers (montadoras que cheagaram ao País a partir dos anos 90), a francesa Renault, confirmou o quinto lugar com 194.274 carros.
No total, foram vendidos quase 3,5 milhões de veículos dessas duas categorias. Apesar do resultado positivo ante 2010, mesmo com a Anfavea tendo revisado para baixo a projeção de vendas para este ano, a meta não foi alcançada. A entidade estimava vendas em de 3,630 milhões. A perspectiva para janeiro é de produção e vendas menores em comparação ao mês de dezembro, isso porque a indústria para nos primeiros quinze dias de janeiro, que acaba sendo um período de ajuste de estoques também.

Fonte: Portal Transporta Brasil

Nova fábrica da Noma será em Tatuí

Tatuí, cidade do interior paulista, foi o local escolhido pela Noma para abrigar sua nova fábrica de implementos rodoviários, a segunda no País. Na manhã desta quarta-feira, 14, a empresa assinou um contrato com a prefeitura local para a aquisição de um terreno de 314.600 metros quadrados no Km 117 da SP 127, Rodovia Antonio Romano Schincariol. O anúncio contou com a presença do diretor presidente da Noma do Brasil, Marcos Noma, do diretor industrial, Paulo Shiozaki, e do prefeito de Tatuí, Luiz Gonzaga Vieira de Camargo.
Em outubro, durante a Fenatran, a Noma, que mantém uma linha de produção em Sarandi, PR, anunciou que São Paulo receberia sua segunda planta (leia aqui). Na ocasião, não revelou-se o valor do investimento, informação que só veio quase um mês após o anúncio da nova unidade: R$ 75 milhões serão aplicados na filial paulista, que tem início de construção marcado para 2012 e inauguração prevista para 2013 (leia aqui). Estima-se a criação de 450 empregos diretos em Tatuí.
Durante o anúncio, o presidente da Noma declarou: "Tatuí e a região de Sorocaba é bem próxima à capital paulista e sua localização é estrategicamente perfeita para agilizar nossas entregas e aumentar nossa capacidade produtiva para atender a forte demanda dos próximos anos”.
A nova instalação faz parte do planejamento da Noma de dobrar sua participação no mercado para 18% até 2015, o que significa subir um degrau no ranking das fabricantes de implementos rodoviários para se tornar a terceira maior do setor no Brasil.

Fonte: Portal Automóveis Business.

CVM nega novamente acordo com acusado de insider da Sadia

O ex-gerente de tesouraria da Sadia, Daniel Antunes de Azevedo, processado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), teve seu pedido de reconsideração da proposta de acordo para encerramento do processo negado pela autarquia. A CVM já havia negado termo de compromisso com o acusado, que será julgado na próxima semana.
Ele é investigado por ter obtido vantagem em negociação com ações da Sadia, por possuir informações relevantes sobre a companhia que ainda não tinham sido divulgadas ao mercado. As operações aconteceram antes da divulgação do fato relevante de 25 de setembro de 2008, que anunciava as operações com derivativos cambiais que levaram a Sadia a grandes perdas. O prejuízo da companhia com as operações com derivativos chegou a R$ 2,5 bilhões.
Azevedo apresentou proposta de termo de compromisso ao órgão regulador, em que se comprometeu a pagar dois cursos a dois funcionários da CVM, no valor máximo de R$ 2,14 mil, o que considera ser equivalente ao prejuízo que teria sido evitado com a venda antecipada de suas ações, evitando a queda ocorrida após a divulgação do fato relevante.
O colegiado da CVM já havia rejeitado em setembro a proposta feita pelo ex-gerente da Sadia, além de ter recusado também acordo com outros acusados de utilização de informações relevantes não divulgadas ao mercado na mesma época.
No novo pedido de apreciação da proposta de termos de compromisso, em reunião realizada no dia 25 de outubro, a CVM “entendeu não haver fatos novos que pudessem justificar a revisão da decisão adotada, e deliberou manter a decisão tomada” anteriormente.
A autarquia considera que este caso demanda um “pronunciamento norteador em sede de julgamento”, com o objetivo de orientar participantes do mercado em situações semelhantes.
Dessa forma, na terça-feira da próxima semana, dia 13, serão julgados pela autarquia Daniel Antunes Azevedo e outros dez acusados no mesmo caso. Serão julgados Alberto Stringhini, Alberto Zuzzi, Clube Primoinvest de Investimentos, Elvio de Oliveira Flores, Family Trust Clube de Investimentos, Hugo Saito, Juliano Azndonai, Nanci Forner, Octaviano Zandonai, e Octaviano Zandonai & Cia Ltda.

Fonte: Portal Valor Econômico

Números apresentados pela Marfrig são questionados

Numa análise intitulada "Carta aberta por uma Marfrig mais aberta" em seu blog, a Empiricus colocou em dúvida os métodos contábeis e o nível de transparência nas demonstrações financeiras da companhia. Segundo Rodolfo Amstalden, sócio e analista da Empiricus, as elevadas margens operacionais apresentadas no terceiro trimestre não foram bem esclarecidas.
A margem Ebitda (antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em 11,5%, contra 6,2% um ano antes. As concorrentes listadas JBS e Minerva fizeram 5,1% e 8,5%, respectivamente. A suspeita da Empiricus é em relação a outras receitas e despesas operacionais, que sem a margem Ebitda fica em 7,8% no trimestre.
Segundo a gestora, a Marfrig atribuiu alguns ajustes nos números de 2008 e 2009 à adoção do novo padrão contábil (IFRS). O impacto agregado desse e outros ajustes atribuídos ao IFRS no saldo do patrimônio líquido consolidado ao fim de 2008 seriam de R$ 394,3 milhões e de R$ 552 milhões em dezembro de 2009, pelos cálculos da Empiricus. Na prática, o indicador dívida líquida/ Ebitda sairia de 3,7 para 6,6 em 2008 e de 2,6 para 7,9 em 2009.
Segundo informações do Valor Online, o cálculo elaborado pela Empiricus não confere com os números reportados pelo frigorífico. A diferença, em 2009, soma R$ 45 milhões e, em 2010, mais de R$ 1 bilhão. Por comunicado, o Marfrig disse que "cumpriu plenamente todas as normas do IRFS e que os questionamentos e considerações do blog Empiricus carecem de fundamento." No ano, as ações da empresa caem 40%.

Fonte: Portal New Trade

STX OSV formaliza acordo com Transpetro para navios

A construtora naval STX OSV Holdings Limited, de Cingapura, comunicou neste fim de semana a formalização de um acordo com a Transpetro para a entrega de oito embarcações, em um valor total de US$ 536 milhões. As unidades serão construídas no estaleiro em desenvolvimento em Suape (PE) e deverão ser entregues entre 2014 e 2016. Além do Brasil, a STX OSV opera unidades na Noruega, na Romênia e no Vietnã.
O acordo entre o grupo asiático e a subsidiária da Petrobras foi assinado e anunciado em julho do ano passado, mas efetivado somente agora. De acordo com a STX OSV, está prevista a construção de quatro unidades com capacidade para transportar 7 mil metros cúbicos de gás liquefeito de petróleo (GLP), duas embarcações com capacidade de 4 mil metros cúbicos e outras duas unidades com capacidade de 12 mil metros cúbicos.
O grupo STX OSV detém o controle do Estaleiro Promar, o qual será responsável pela construção das embarcações em Pernambuco, e da STX OSV Niterói. O Promar formalizou em julho do ano passado a decisão de construir um estaleiro no porto de Suape, cujos investimentos devem somar US$ 150 milhões.
No mês passado, o grupo STX OSV Niterói teve aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento de US$ 226 milhões. O valor será destinado à construção de três navios de apoio a plataformas de petróleo, previstas no programa de ampliação e modernização de frota da Petrobras. Os recursos são provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM).


Fonte: Portal O Diário

Marfrig conclui aquisição da Keystone Foods

Com a superação de todas as etapas que envolveram o processo de aquisição, entre elas, a aprovação dos órgãos antitruste americano e europeu, o Grupo Marfrig assumiu no dia 1º de outubro de 2010 ( sexta-feira), o controle da Keystone Foods. A confirmação da conclusão da aquisição será feita através de comunicado ao mercado.
A Keystone Foods é uma empresa global de desenvolvimento, produção, comercialização e distribuição de alimentos à base de carnes de bovina, suína, de aves e de peixes, altamente especializada no canal food service. Com aproximadamente 13 mil colaboradores, atende 28 mil restaurantes e está presente em 13 países, incluindo: Estados Unidos, Europa (França e Reino Unido), Ásia (China, Tailândia, Malásia e Coréia do Sul), Austrália, Nova Zelândia e Oriente Médio (Emirados Árabes, Kuwait, Bahrain, Qatar e Oman). No total, a Keystone possui 54 unidades, entre plantas e centros de distribuição, estrategicamente posicionadas em quatro continentes. Entre seus principais clientes estão as cadeias internacionais McDonald´s, Campbell’s, Subway, ConAgra, Yum Brands e Chipotle.
Em 2009, o faturamento da Keystone Foods foi de US$ 6,4 bilhões. Seus resultados passarão a ser incorporados aos do Grupo Marfrig a partir do 4º trimestre de 2010.
Com a incorporação da Keystone Foods, o Grupo Marfrig passa a ser uma das maiores indústrias de alimentos do mundo, com 151 unidades produtivas, comerciais e de distribuição em 22 países e nos cinco continentes. A organização passará a contar com 85 mil colaboradores.

Fonte: Portal Fator Brasil

Endividadas, cooperativas do PR vendem ativos

Dívidas estão levando algumas cooperativas do Paraná a vender ou arrendar ativos entre si. Em menos de um ano ocorreram três negociações no Estado. A última foi na semana passada, quando a Integrada comprou, por R$ 20 milhões, três unidades de recebimento da Corol, que nos últimos meses trabalha para renegociar R$ 360 milhões em débitos. Em meados de 2009, a C.Vale, segunda maior em faturamento no Estado, arrendou toda a estrutura da Coopermibra, que fica em Campo Mourão, sede da maior cooperativa do Estado, a Coamo. O contrato é de 10 anos e existe a opção de compra ou prorrogação após esse prazo.
A Coamo foi a primeira a fazer negócios na área, ao alugar no ano passado toda a estrutura da Coagel, que enfrentava dificuldades financeiras. No mês passado, arrendou também três unidades da Cooagri, de Dourados (MS), que foi liquidada por insolvência.
A transação que envolve a Corol e a Integrada vai ser financiada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e os recursos serão usados como capital de giro. Além de vender três de seus 34 entrepostos - em Andirá, Bandeirantes e Cornélio Procópio -, a cooperativa continua em busca de um parceiro para sua usina de açúcar e álcool, que tem capacidade para processar 1,6 milhão de toneladas de cana e está avaliada em cerca de R$ 300 milhões.
"Estamos alongando as dívidas e parte será quitada com a negociação da usina", disse o presidente da Corol, Eliseu de Paula, que contratou a consultoria da Deloitte para ajudá-lo em uma reestruturação. A Corol tem sede em Rolândia, norte do Paraná. Tem 7,8 mil associados e suas receitas somaram R$ 750 milhões no ano passado.
Paula disse que, além da crise financeira, outros problemas atingiram a cooperativa, como quebra de safras por estiagem, geada e excesso de chuvas. Ele previu que o faturamento de 2010 deve cair, mas evitou fazer comparações com as outras operações realizadas entre cooperativas. "A Corol não está à venda. Demos um passinho para trás para depois dar outros passos para a frente", afirmou.
A Coopermibra optou por uma solução diferente. Alfredo Lang, presidente da C.Vale, afirmou que arrendou as 19 unidades de recebimento de grãos da cooperativa e está recadastrando os produtores atendidos por elas. Se todos migrarem, o número de cooperados da C.Vale vai aumentar 50%: a cooperativa tem 10,6 mil associados e a Coopermibra, 5,4 mil. "A crise atrapalhou a Coopermibra e ela teve dificuldade de crédito, como aconteceu com empresas sólidas", disse Lang. Ele acrescentou que a C.Vale não teve problemas porque tomou medidas preventivas.
Lang explicou que o passivo ficou com a Coopermibra e a C.Vale alugou as instalações com o compromisso de gerar renda para o pagamento das dívidas, por isso, vai pagar também metade do resultado líquido. O fato é que a operação levou a C.Vale para Campo Mourão, município onde está a sede da Coamo. "O lugar já era ocupado por uma cooperativa. Só houve uma troca", disse. "Não invadimos área de ninguém." A C.Vale, que é de Palotina, região oeste, atua também em Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Paraguai. Faturou R$ 2,062 bilhões em 2009, sendo 25% na área avícola. "O arrendamento foi um bom negócio para as duas".
O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, disse que a negociação da C.Vale com a Coopermibra o pegou de surpresa. "Temos de conviver. Não tem mais volta", afirmou. Em abril, a Coamo, que faturou R$ 4,67 bilhões em 2009, arrendou as unidades da Coagel, de Goierê, que tinha 2,3 mil cooperados e enfrentava dificuldades desde 1996.
Os executivos ouvidos pelo Valor não tratam as negociações recentes como sinal de consolidação das cooperativas do Paraná. Consultada, a Organização das Cooperativas do Estado (Ocepar) preferiu não comentar o assunto. O BRDE informou que liberou R$ 8,5 milhões para a Corol na semana passada e que, em fevereiro, já havia liberado R$ 10 milhões. Segundo o banco, outro aporte deverá ser feito no curto prazo.

Fonte: AgroLink e Valor Econômico