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Vendas do varejo em junho crescem 0,10% sobre maio, revela IBGE

As vendas do comércio varejista subiram 0,10% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,90% a crescimento de 0,80%, com mediana negativa de 0,30%.
Na comparação com junho de 2015, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram baixa de 5,3% em junho de 2016. 
Nesse confronto, as projeções eram de declínio, 4,90% a 7,10%, com mediana negativa de 6,05%.
As vendas do varejo restrito acumulam retração de 7,0% no ano e recuo de 6,7% em 12 meses

Ampliado
Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,20% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde redução de 1,30% a crescimento de 1,93%, com mediana negativa de 0,05%.
Na comparação com junho de 2015, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 8,4% em junho de 2016. Nesse confronto, as projeções eram de retração, de 5,40% a 9,50%, com mediana negativa de 7,95%.
Até junho, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam queda de 9,3% no ano e recuo de 10,1% em 12 meses.

Média móvel trimestral
O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito caiu 0,2% em junho, divulgou o IBGE.
No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas teve recuo de 0,7% em junho.

Revisões
O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo em maio ante abril, de -1,0% para -0,9%. O resultado do varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, também foi revisto: passou de -0,4% para -0,3% em maio ante abril.

Fonte: Estadão

Setor supermercadista demonstra otimismo com a economia brasileira

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do Estado de São Paulo (PCS/APAS) apontou em junho que 16,7% dos empresários do setor estão otimistas em relação ao ambiente econômico atual e futuro. O percentual é superior ao de junho de 2015 (12,3% de otimistas) e superior ao de janeiro de 2016 (5,0% de otimistas). O total de pessimistas atingiu 45,2%.
Conforme explicou o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano, os resultados demonstram melhora dos indicadores desde o início do ano, mas se mantêm praticamente estáveis em relação ao mês anterior.
Rodrigo enfatizou que, apesar dos números positivos, o indicador continua registrando um cenário de confiança em níveis baixos, que reflete o momento econômico e político atual no Brasil. “Por mais um mês, o destaque foi o aumento do otimismo em relação à expectativa futura, muito acima da elevação da percepção atual, ou seja, há uma maior esperança por parte dos empresários em relação ao futuro”, diz.
Em junho, a expectativa futura atingiu um otimismo de 22,4%, enquanto a perspectiva atual é otimista para 11,1% dos empresários. “De modo geral, este é o primeiro passo, e talvez o mais importante, para o restabelecimento da confiança na economia. Isso porque a esperança tende a aumentar antes que a confiança se eleve, e é este sentimento define a retomada dos investimentos”, comenta.
Em junho o percentual de pessimistas em relação ao ambiente econômico atual atingiu 55,7% e, em relação ao ambiente econômico futuro, foi de 34,7%. Deste modo, é possível novamente verificar que o pessimismo em relação ao futuro se reduziu de maneira expressiva, atingindo percentuais próximos ao registrados em 2012 e 2013.
O economista ressaltou que a junção de desemprego, queda da renda, inflação elevada e persistente, resultados de um quadro recessivo da economia brasileira, tem gerado um ambiente desfavorável para a economia e para os negócios. Aliado a isto, o cenário político conturbado com reflexos na economia tem paralisado as expectativas de investimento mais robusto, diante da imprevisibilidade em relação à retomada do crescimento econômico.

NOTA METODOLÓGICA
A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo (PCS/APAS) é apurada mensalmente pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) desde junho de 2011. Os dados são coletados juntos aos empresários supermercadistas, representando, 85% do faturamento do setor supermercadista do estado de São Paulo, portanto, a amostra é representativa do comportamento do setor no estado de São Paulo. A pesquisa tem como objetivo identificar o nível de confiança dos supermercados com relação ao cenário macroeconômico considerando a percepção atual e a expectativa futura. Desta maneira, os dados são segmentados entre o Resultado Geral, Percepção Atual e Expectativa Futura. As análises dos resultados auxiliam os empresários do setor na tomada de decisão com relação ao reabastecimento, investimentos, compras, estoque. E de maneira geral auxilia o mercado na análise de tendências, plano de negócios, potencialidades, inserção no mercado.

Fonte: Logweb

Anfavea divulga balanço da indústria automobilística

O índice de licenciamento de caminhões no primeiro semestre foi de 25,6 mil unidades, uma retração de 31,4%
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou em julho o balanço da indústria automobilística brasileira no primeiro semestre de 2016, com dados sobre o mercado de carros, de caminhões e de ônibus.
Os dados apontam queda de 25,4% no licenciamento de autoveículos novos: foram 983,5 mil unidades este ano contra 1,32 milhão em 2015. A produção encerrou o sexto mês do ano com 182,6 mil unidades fabricadas, o que significa expansão de 4,2% ante as 175,3 mil unidades de maio e retração de 3% se defrontado com as 188,2 mil de junho de 2015. No acumulado a diminuição foi de 21,2%, com 1,0 milhão de unidades este ano e 1,3 milhão em igual período de 2015.
As exportações permanecem em alta: de janeiro a junho 226,6 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras, aumento de 14,2% frente as 198,5 mil unidades exportadas no primeiro semestre de 2015. Na análise mensal as 43,4 mil unidades de junho representam baixas de 7,5% sobre as 46,9 mil de maio e de 9,6% se comparado com as 48,0 mil unidades do mesmo mês do ano passado.
O licenciamento de caminhões no primeiro semestre de 2016 registrou 25,6 mil unidades e retraiu 31,4% frente as 37,3 mil unidades do mesmo período de 2015. Apenas em junho foram vendidos 4,2 mil caminhões, maior em 3% contra maio, com 4,1 mil unidades, e menor em 32% sobre junho do ano passado, com 6,2 mil unidades.
A produção no sexto mês apresentou alta de 4,5% com relação a maio, 5,6 mil unidades contra 5,3 mil, e de 5,4% ante junho do ano passado, quando saíram das linhas de montagem 5,3 mil caminhões. O total de unidades produzidas no semestre, de 31,3 mil unidades, ficou 24,8% abaixo das 41,6 mil do ano passado.
As exportações registraram baixa de 7,5% no resultado mensal, com 1,7 mil unidades em junho e 1,9 mil em maio, e de 13,2% na comparação com junho do ano passado, com 2,0 mil unidades. O resultado no acumulado é de 9,4 mil unidades, 8% inferior as 10,2 mil de 2015.
No segmento de ônibus, o licenciamento ficou 7,8% abaixo na análise mês a mês – foram 982 unidades em junho e 1,1 mil em maio. Ao defrontar o resultado com junho do ano passado, quando foram vendidos 1,4 mil ônibus, a queda é de 32%. No acumulado a retração é de 41,2%: 5,7 mil este ano e 9,7 mil em 2015.

Fonte: Tecno Logística