
Toda deliciosa batata frita esconde um pecado: o óleo que foi usado para fritá-lo pode contaminar mananciais de águas, entupir encanamentos, matar o solo e comprometer a biodiversidade. Uma das maiores redes de fast food do Brasil está reciclando milhões de litros de óleo de cozinha com a fabricação de biocombustível, utilizado nos caminhões que abastecem os restaurantes.
Todos os anos, bilhões de litros de óleo de cozinha usado são dispensados mundo afora. As destinações são as mais diversas, desde as mais impactantes, como despejar junto com o lixo ou cano abaixo, até a coleta por meio de projetos que sensibilizam a população e ajudam a reciclar parte do óleo de cozinha dispensado pela comunidade e pelos setores produtivos. Mas o problema é grande. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o país consumiu, em 2009, mais de 4,5 milhões de toneladas apenas de óleo de soja. Boa parte desse óleo tem destinação inadequada e vai parar nos rios e lagos, comprometendo ainda mais a natureza, contaminando em grande escala a água potável.
Os projetos e políticas públicas e privadas em torno da reciclagem do óleo vêm ganhando corpo. Em São Paulo, o governo e entidades recolhem em torno de 1,7 milhão de litros de óleo de cozinha, que pode virar sabão, graxa, tinta ou verniz. Contudo, cerca de 70% desse óleo recolhido vai para aquela que sem dúvida é a mais inteligente das destinações deste produto corrosivo: a geração de biocombustível. A legislação da capital paulista obriga os prédios e condomínios a ter caixas coletoras; além disso, a Sabesp, empresa de saneamento do estado de São Paulo, tem realizado campanhas de conscientização pela reciclagem em bairros paulistanos, o que ainda reduz em mais de 50% o número de entupimentos nos encanamentos e, consequentemente, todo o transtorno urbano deles decorrentes[...]
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