Resíduo de gesso é passível de reutilização e reciclagem segundo o Conama

Desde o 24 de maio de 2011, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) reclassificou o resíduo de gesso como passível de reutilização e reciclagem. Isso pode abrir um novo mercado para o resíduo.
Foi uma pequena mudança na resolução 307 de 2002 que considerava gesso como Classe C, sem processo ou tecnologia de reciclagem viável. O gesso era o único produto citadao como sendo Classe C na resolução.
Agora, o gesso de construção, que é composto de sulfato de cálcio (CaSo4.0,5H2O) e pode conter vários metais pesados, é classificado como Classe B, passível de reciclagem. Diversas pesquisas intenacionais e nacionais buscaram a reciclagem do resíduo, inclusive um grupo na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, com recursos do CNPq, que busca seu reaproveitamento.
Segundo o professor da Poli da USP, Wanderley John, o gesso pode ser usado como corretivo de solo, aditivo para compostagem, forração para animais, absovente de óleo e até para secagem de lodo de esgoto e até como insumo para a indústria cimenteira. No entanto, precisa ser devidamente processados para estes usos.
Hoje, apenas na grande São Paulo estima-se uma geração de 200 mil toneladas de gesso por mês e um desperdício de cerca de 30% do material.
A indústria de gesso indica alguns pontos de coleta do material descartado, mas a maioria vai para aterros de inertes mantidos pelas prefeituras. Lá ele se decompõe potencialmente contaminando solo e ar.
Com a nova classificação do gesso, o gerador fica obrigado a reduzir e destinar para a reciclagem o máximo possível do material descartado. Desenvolver os produtos com resíduos de gesso vira agora uma oportunidade de negócios, pois o setor de construção civil vai ter que olhar para a sua reciclagem que pode valer mais a pena do que pagar para descartar em aterros. Segundo o professor John, as prefeituras da grande São Paulo gastam R$2,6 milhões por ano para dispor corretamento do gesso.
A resolução do Conama é: Resolução nº 431 de 24/05/2011 / CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente

Fonte: Revista Sustentabilidade
Publicado por: Logística Reversa e Sustentabildiade


1 comentários:

Nilton Zagatti disse...

Importante mesmo professor. Agora imagina, quanto estas empresas já deixaram de lucrar, aliás, mais do que já lucram. Ah! só encontrei ali um pequeno erro na palavra "intenacionais", faltou um "r". Um grande abraço, Nilton Cezar Zagatti , acadêmico de administração.

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