Com este dinheiro seria possível construir escolas, hospitais ou casas populares, por exemplo. É um desperdício", desabafa. O levantamento foi realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Aplicadas) em 2006, e trata-se da mais recente pesquisa sobre o assunto. Na época da pesquisa, anualmente, R$ 6,5 bilhões eram destinados a acidentes em rodovias federais, R$ 14 bilhões em estradas estaduais e R$ 1,4 bilhão em vias municipais.
Entretanto, segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte), atualizando os valores a preços de maio de 2009 - apenas para as estradas federais -, observa-se que o custo médio de cada acidente sem vítima é de R$ 20.118,47. Já os acidentes com vítimas fatais implicam em um custo médio de R$ 500 mil. Assim, considerando acidentes com ou sem vítimas, incluindo as fatais, o custo médio de um acidente rodoviário é de R$ 70.342,98.
Em uma média de 120 mil acidentes por ano, no período de 2004 a 2008, envolvendo veículos de todos os tipos, o custo estimado foi de R$ 8,4 bilhões ao ano, apenas nas estradas federais. Questionado sobre o porquê de os acidentes de trânsito ainda serem um fardo tão pesado ao Estado, Alves Junior, destaca que a questão deve ser solucionada onde está o problema. "O fator humano é a causa de 93% das ocorrências registradas.
Em segundo lugar aparecem os problemas de conservação e manutenção do automóvel. Portanto, é preciso acabar com a imprudência", argumenta. Para ele, este índice ainda é alto pois falta preparo aos condutores. "Hoje o motorista sai da auto-escola sem a noção real do que fazer com um automóvel. Ele anda a 30 ou 40 quilômetros por hora, sem passar da terceira marcha. Portanto, não conhece o funcionamento e os perigos de um carro" argumenta.
E prossegue: "é preciso também aumentar a fiscalização e punir severamente infratores, não apenas pelo código de trânsito, mas fazer com que pessoas que causem acidentes paguem pelo código civil, tornando um acidente de trânsito algo criminoso".
Com o objetivo de prevenir e, consequentemente, reduzir os ônus ocasionados pelos acidentes de trânsito, o governo vem investindo pesado em educação. Apenas em 2009, o Denatran aplicou mais de R$ 428 milhões em ações voltadas para a melhoria do trânsito. Conforme os números do órgão, deste montante R$ 7,5 milhões foram destinados à área de educação e R$ 189 milhões foram repassados a 499 municípios para a execução de projetos para reduzir os números de ocorrências.
Fonte: Frota & Cia
0 comentários:
Postar um comentário