Planejar para continuar a crescer “Glocalização”, “Inovação Reversa” e outros termos que rendem bons frutos não deixam de ser interessantes como conceitos, porém o que mais precisamos agora, no Brasil, é fazer o “básico” e aproveitar a oportunidade para sermos o país do presente ou que o eterno país do futuro seja agora.
Os termos citados acima não são tão recentes assim, mas refletindo sobre eles podemos pensar no momento econômico que vivemos atualmente. A seguinte questão se apresentou: o que é verdadeiramente importante, agora, para as empresas brasileiras?
Claro que, como país realmente engajado em empreender um crescimento nunca antes vivenciado, precisamos estar antenados com tudo que está acontecendo. Algo que nós brasileiros, de uma forma estruturada ou não, já fazemos.
Contudo, por tudo que temos observado nas várias empresas a quem prestamos serviço, em projetos mais voltados às questões estratégicas; em outros mais voltados às questões operacionais; para empresas de bens de consumo; e para varejistas, grandes ou pequenos, fica claro que para que esse crescimento aconteça o que mais importa neste momento é fazer o “básico”.
Mas de que “básico” estamos falando? Estamos falando de um “básico” que para muitas empresas e em muitas regiões, ainda não é o que tem sido aplicado nos vários processos de gestão: planejamento, segmentação de canais, distribuição, logística, gestão de mercadorias, gestão de abastecimento e de estoques, entre outros.
O crescimento recente foi pautado muito mais por uma demanda muito reprimida e de consumidores sem o conhecimento de seu poder, ou ainda pela falta de competitividade, em regiões com mercado ainda bem protegido.
Porém o que está acontecendo agora, e de uma maneira muito rápida e intensa, é a expansão de empresas, nacionais e multinacionais, que possuem seus processos internos de gestão muito bem estruturados (o “básico”), estratégias bem definidas e capital abundante. E com um grande apetite. Vemos também um crescente interesse de empresas internacionais e de fundos de investimento em nosso país. Enfim, está todo mundo de olho no potencial de nosso mercado.
Como ficam as empresas nacionais, que atuam em todo o Brasil ou regionalmente? Precisam correr. Precisam renovar seus modelos mentais para introduzir o “básico” e proteger seu terreno. Isso não quer dizer que multinacionais não sejam bem vindas. Claro que sim. Elas trazem inovação, competitividade e crescimento. Porém, para o país, o equilíbrio de forças é fundamental para o crescimento sustentado de médio e longo prazo.
O que mais impressiona é a velocidade de como tudo isso está acontecendo.
O que fazer, então? Faz-se necessário olhar o negócio de forma integrada e procurar entender o que precisa ser ajustado dentro do escopo atual para que a expansão seja sustentável, sem rupturas. Essas rupturas sempre estão ligadas a visões e ações parciais, departamentalizadas. Ocorrem naqueles casos em que se aciona uma estratégia comercial sem avaliar as segmentações detalhadas dos canais, o mix adequado por canal e por cliente, a gestão de alocação de estoques, a estrutura logística de distribuição, e assim por diante. Geralmente, as ações são feitas para resolver uma dessas partes, sem de fato olhar o todo. Os impactos podem ser fatais.
Tudo isso parece tão comum e óbvio. A realidade, porém, não é tão óbvia assim. O que mudou? O tempo. O senso de urgência nunca foi tão crítico. Vale repetir: o que mais impressiona é a velocidade de como tudo isso está acontecendo.
Adriano Pagnone (pagnone@gsmd.com.br), sócio -diretor da Consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza.
Fonte: WebTranspo
Os termos citados acima não são tão recentes assim, mas refletindo sobre eles podemos pensar no momento econômico que vivemos atualmente. A seguinte questão se apresentou: o que é verdadeiramente importante, agora, para as empresas brasileiras?
Claro que, como país realmente engajado em empreender um crescimento nunca antes vivenciado, precisamos estar antenados com tudo que está acontecendo. Algo que nós brasileiros, de uma forma estruturada ou não, já fazemos.
Contudo, por tudo que temos observado nas várias empresas a quem prestamos serviço, em projetos mais voltados às questões estratégicas; em outros mais voltados às questões operacionais; para empresas de bens de consumo; e para varejistas, grandes ou pequenos, fica claro que para que esse crescimento aconteça o que mais importa neste momento é fazer o “básico”.
Mas de que “básico” estamos falando? Estamos falando de um “básico” que para muitas empresas e em muitas regiões, ainda não é o que tem sido aplicado nos vários processos de gestão: planejamento, segmentação de canais, distribuição, logística, gestão de mercadorias, gestão de abastecimento e de estoques, entre outros.
O crescimento recente foi pautado muito mais por uma demanda muito reprimida e de consumidores sem o conhecimento de seu poder, ou ainda pela falta de competitividade, em regiões com mercado ainda bem protegido.
Porém o que está acontecendo agora, e de uma maneira muito rápida e intensa, é a expansão de empresas, nacionais e multinacionais, que possuem seus processos internos de gestão muito bem estruturados (o “básico”), estratégias bem definidas e capital abundante. E com um grande apetite. Vemos também um crescente interesse de empresas internacionais e de fundos de investimento em nosso país. Enfim, está todo mundo de olho no potencial de nosso mercado.
Como ficam as empresas nacionais, que atuam em todo o Brasil ou regionalmente? Precisam correr. Precisam renovar seus modelos mentais para introduzir o “básico” e proteger seu terreno. Isso não quer dizer que multinacionais não sejam bem vindas. Claro que sim. Elas trazem inovação, competitividade e crescimento. Porém, para o país, o equilíbrio de forças é fundamental para o crescimento sustentado de médio e longo prazo.
O que mais impressiona é a velocidade de como tudo isso está acontecendo.
O que fazer, então? Faz-se necessário olhar o negócio de forma integrada e procurar entender o que precisa ser ajustado dentro do escopo atual para que a expansão seja sustentável, sem rupturas. Essas rupturas sempre estão ligadas a visões e ações parciais, departamentalizadas. Ocorrem naqueles casos em que se aciona uma estratégia comercial sem avaliar as segmentações detalhadas dos canais, o mix adequado por canal e por cliente, a gestão de alocação de estoques, a estrutura logística de distribuição, e assim por diante. Geralmente, as ações são feitas para resolver uma dessas partes, sem de fato olhar o todo. Os impactos podem ser fatais.
Tudo isso parece tão comum e óbvio. A realidade, porém, não é tão óbvia assim. O que mudou? O tempo. O senso de urgência nunca foi tão crítico. Vale repetir: o que mais impressiona é a velocidade de como tudo isso está acontecendo.
Adriano Pagnone (pagnone@gsmd.com.br), sócio -diretor da Consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza.
Fonte: WebTranspo
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